segunda-feira, 24 de abril de 2017

Ilusões Evangélicas. Pseudo Crescimento. Efeito Bolha. Estatísticas Pontuais e minha missão de Aprender com a Realidade do Evangelho!


Ilusões Evangélicas. Pseudo-Crescimento. Efeito Bolha. Estatísticas Pontuais e  minha missão de Aprender com a Realidade do Evangelho!

Deus dá sonhos não ilusões, declarou alguém!

 Cheguei à Portugal em 1992. Tenho observado que estamos vivendo atualmente uma das mais graves crises nos países periféricos da Europa, os  chamados PIGS(Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha). Os jovens com menos de 30 anos não sabem o que é uma crise, ao contrário de seus pais e avós que atravessaram e enfrentaram muitas delas. Tem sido um verdadeiro choque financeiro e emocional para todos. Eu mesmo com minha família, estou me adaptando à um novo estilo de vida, tendo que me sujeitar a mudanças significativas de gestão diária, como também a maioria das pessoas que estão dentro do nosso nível de relação e fazem parte de nossa comunidade de fé e também de amizade.
Portugal em particular viveu um sonho imposto pelo resultado de fazer parte da U.E de receber diariamente milhões de euros de investimento para progredir ao nível das demais potencias europeias. Me lembro que pelos idos dos anos 90 do século passado, entravam diariamente vindo de fundos da U.E cerca de “doze milhões de Euros por dia”. Era gente chegando todos os dias de vários lugares do mundo, imigrantes do Brasil, Perú, Bolívia, leste europeu, etc. Desabavam diariamente nos aeroportos portugueses em busca de um sonho que durou pouco antes de virar pesadelo.
Significante número de participantes das Comunidades Evangélicas eram de origem não portuguesa levando as estatísticas de crescimento, pontuada pela Aliança Evangélica Portuguesa a afirmar que já eram mais de 2% no país. Na verdade, assim como na economia, vê-se hoje o efeito bolha nessas estatísticas pontuais e grande maioria dessa gente retornando aos seus países de origem ou para outros centros em crescimento, originando um colapso no tecido evangélico em Portugal onde muitas portas estão se fechando, entretanto, muitas delas deixaram aqui um lindo testemunho de semeadura!
Nesse momento em que escrevo esse artigo, há centenas de milhares de desempregados. Jovens desencantados veem-se forçados a emigrar. Há famílias endividadas a níveis insuportáveis, e outras perdendo casas por não poderem honrar os compromissos assumidos!
Muitos pensionistas(aposentados) veem as suas reformas drasticamente reduzidas. No caso de Portugal, o Serviço Nacional de Saúde, uma instituição da qual os cidadãos se orgulhavam, enchem as paginas noticiosas devido atrasos e esperas injustificáveis de cirurgias e consultas programadas!
O constante aumento de impostos continua a ser o pesadelo no bolso do contribuinte. Calcula-se que um quinto dos portugueses estão no limiar da pobreza ou em risco de nela cair!
É claro que todas as crises acabam, mais cedo ou mais tarde, deixando profundas alterações.
Urge a nós como Igreja de Cristo, tomadas de posição e novas atitudes diante do atual quadro apresentado.
Em meio a tudo isso, tenho tido da parte do Senhor da Obra, o encargo de continuar minha missão em terras lusitanas, pois tenho aprendido a saber pela história e experiencia pessoal que a própria natureza do Evangelho nas sociedades humanas, nos torna mais fortes, mais sábios, mais unidos, mais propícios a criação de novos paradigmas e ultrapassar fronteiras impostas.
Urge nos dias atuais, proclamar, ensinar, preparar e nomear através de uma proposta evangélica sem ilusionismos evangélicos, as realidades evangélicas, para que se possa verdadeiramente apresentar uma estatística que seja coerente com a própria natureza coerente do Evangelho!

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. Filipenses 4:8-13


Bonani

sábado, 22 de abril de 2017

"O Deus que o Dogma Matou!"


“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”   Isaías 55:8,9

Acredito que o que mais pode dar consciência que Deus possa ser Deus é a própria consciência no simples fato de crermos  Nele  sem precisar explica-lo! Nossa linearidade e sistematização de pensamentos acerca de sua natureza, criação, ação e atuação virou nosso dogma explicativo do inexplicável.

Deus é inexplicável e só pode ser compreendido e experimentado no recôndito de nossa experiencia pessoal batizada pelo amor. Deus é amor! 1 João 4:8

Na maior parte das vezes tenho visto que nos apegamos muito mais as superstições acerca de Deus do que realmente crer Nele pelo simples fato de ser Ele mesmo um Ser misterioso, incognoscível, ininterpretável, que habita em Luz inacessível à qual nenhum homem pode acessar! “…aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.  1 Timóteo 6.16

Alguém certa vez disse: “A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo.” –  Denis Diderot – A. Belin, 1818.

Aliás: “O ateu não diz ‘Deus não existe’. O que ele diz é ‘Eu não sei o que você quer dizer com Deus. Esta palavra não tem um significado claro ou definido para mim. Eu não nego Deus porque não posso negar aquilo que não consigo conceber e cuja concepção pelos que defendem sua existência é tão imperfeita que eles não conseguem defini-lo para mim. ”Charles Bradlaugh, em “A Plea for Atheism” (1864)

É por essa razão que a maioria dos teólogos fogem  do diálogo aberto e franco com todos os tipos de outros pensamentos de origem filosófica,científica,livre pensante, simplesmente porque ficaram  engessados e aprisionados no seu próprio dogmatismo, o qual eles mesmo criaram e não sabem como sair dele ou encontrar nele outro tipo de resposta!


Bonani

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"UBIQUAR DA SOCIEDADE DESCARTÁVEL!"

                    

                    "Sociedade Descartável!" 

...“redefinir o sentido da modernidade, redefinir o significado de felicidade”,..."Arundhati Roy

Comprando com minha esposa alguns itens de uso diário para nossa casa, em uma grande superfície(Hiper Mercado), deparei com um informativo que propunha que tal empresa estava também trabalhando planos de saúde. Comentei com minha mulher que cada vez mais essas Megas Empresas estão engolindo todos os ramos de necessidade básica da sociedade e daqui mais algum tempo, seremos os frangos de granja condicionados a comer sem outra alternativa as rações diárias, impostas, goela abaixo!
Fico a pensar, aliás, como exponho  no comentário abaixo:


"Espera-se que todo o mundo deseje as mesmas coisas, vista as mesmas roupas, acredite na mesma propaganda, aspire aos mesmos ideais e comporte-se do mesmo modo. Cada país, cidade, vila e aldeia é vista como um mercado, cada pessoa como consumidor a ser completamente explorado, sugado e descartado.
Não temos clareza sobre quem e o que somos, de maneira que criamos imagens, agarrados a construções ideológicas que nos levam cada vez mais além da nossa verdadeira natureza. A imagem ideal do que significa ser humano, particularmente homem, tornou-se crescentemente estreita. Homens, especialmente com menos de 40 anos, precisam ser resolutos, fortes e ambiciosos. Qualquer crença filosófica ou religiosa, por exemplo, deveria ser pacificadora e restrita ao âmbito da decisão e postura pessoal, sem imposições. 

A competição e o conformismo infiltraram-se em todas as áreas da sociedade mundial, da educação à saúde. Tudo e todo o mundo é visto como commodity, a ser comprada pelo menor preço e vendida pelo maior. Lucro é o motivo esmagador que distorce a ação. Valores materialistas que promovem sucesso individual, ganância e egoísmo saturam o mundo, dividem e separam a humanidade, levando a tensões sociais, conflito e doença. Esses ideais, que não são valores no sentido real da palavra, moldaram o controverso cenário político-económico em que vivemos (levando multidões à falência e envenenando o planeta) e, simultaneamente, foram reforçados por ele.



De maneira geral, esse tornou-se o estereótipo do que é ser homem no século 21, e insiste-se na conformidade ao padrão – por meio da educação, da pressão dos colegas e dos media, da religião. 
Das mulheres, em particular jovens, é esperado que atendam a uma fórmula ideal semelhante, embora ligeiramente menos restritiva. Ambas são imagens extremamente limitantes, não saudáveis, e servem à homogeneidade de um sistema mundial, construído por e no interesse de multinacionais (que são donas de tudo), facilitado por governos corporativos (a que faltam princípios), que estão sugando a riqueza e a diversidade da vida. 




Juntamente com o sistema económico fundamentalista de mercado que tão ardentemente os promove, esses “valores” são os ingredientes básicos do cenário de fatores sociais que causam grande parte dos ‘problemas de saúde mental’, que levam os membros mais vulneráveis da nossa sociedade a cometer suicídio. Homens, mulheres e crianças que simplesmente não podem mais aguentar as “pressões da vida”, que sentem profundamente a dor individual e coletiva, têm disposição introspetiva e acham o mundo muito barulhento, os seus ‘valores’ muito toscos, as suas exigências de “força” e não fraqueza, “sucesso” e não fracasso, “confiança” e não dúvida, impossíveis de alcançar. E por que razão deveriam alcançá-los, por que essas ‘pressões da vida’ existem, afinal?


É tempo de construir um modelo inteiramente diferente, mais saudável, um novo modo de viver em que valores verdadeiros e perenes de virtude moldem os sistemas que governam as sociedades em que vivemos — e não as armas corporativas ideologicamente redutoras e corrosivas, de vida ubíqua e que estão a sugar a beleza, a diversidade e a alegria da vida. Valores de compaixão, altruísmo, cooperação, tolerância e compreensão; precisamos, como Arundhati Roy coloca, “redefinir o sentido da modernidade, redefinir o significado de felicidade”, pois trocamos felicidade por prazer, amor por desejo, unidade pela divisão, cooperação pela concorrência, e criamos uma sociedade dividida, onde o conflito domina internacional, regional, comunitária e individualmente.

Bonani

quarta-feira, 19 de abril de 2017

"Bíblia. Texto.Escritura. Inspiração Plenária.Inspiração Parcial. O Verbo e eu!"


Antes da canonicidade dos escritos apostólicos, havia os escritos apostólicos que depois de agrupados se tornaram canonicamente a Bíblia do Novo Testamento, posto que antes dos Escritos a Palavra/Verbo/Cristo era experimentada e experienciada pelo simples fato testemunhal do próprio testemunho do Verbo na sua ação e atuação na alma humana, sem necessidade nenhuma de dogmatizar exteriormente a fé, que uma vez imperada e interiorizada no coração, em consciência, se tornava regra de fé e prática. 
Anos depois, por questões de esclarecimentos internos nas comunidades da fé, o privilegio de ter recebido o primeiro desses  escritos do Novo Testamento, em forma de carta, foi à comunidade de Tessalônica. Paulo evangelizou a Tessalônica no período da segunda viagem missionária, Atos 17:1-10. No verão do ano 50 d.C. Nesta viagem Paulo foi forçado a trocar seu percurso por ataque dos Judeus e dirigiu-se então para Bereia, depois Atenas e Corinto. Em sua permanência na cidade de Corinto no período invernal encontrou tempo para escreve a Primeira Carta aos Tessalonicenses, junto com seus companheiros. Assim foram também sendo escritos outras variadas cartas, ou outras dezenas de epistolas, as quais foram endereçadas as variadas comunidades da época e sempre sob um ponto de vista dos desafios da época. 
Quando me perguntam sobre inspiração dos Livros da Bíblia tanto do Velho como do Novo, muitas vezes, a ideia central é qual é minha posição sobre Inerrância, inspiração plenária ou inspiração parcial!
Creio plenamente que o Livro aos Hebreus é o mais esclarecedor sobre esse assunto, pois nele temos a exposição do Verbo (Logos) que é antes de todas as coisas. Hebreus 13.8. Nele, Hebreus, a Encarnação do Verbo Eterno, se manifesta maior do que qualquer Escritura. Ora, mas alguém diria: De onde você soube e sabe de Jesus se não das Escrituras? É verdade que eu só soube de Jesus pelas Escrituras, especialmente as do Novo Testamento. No entanto, uma vez que pelas Escrituras soube de Jesus, a revelação de Jesus nos Evangelhos, e nas Cartas Apostólicas, cresceu ante os meus sentidos, e de tal modo, que logo, inexplicavelmente, eu era parte do Evangelho; e já não me sentia como um estrangeiro, que, pelo conhecimento, desejava saber “como era”; porém, muito diferentemente disso, eu me sentia presente, tomando parte, andando com Jesus fora da Bíblia, na rua, onde eu ia; e isso de tal modo que a Palavra de Deus passou a ser o Caminho com Deus, conforme a consciência do Evangelho; e mais que isto: a vivencia de Cristo em mim e eu Nele. Desse modo, só há Palavra de Deus realmente em operação para o homem quando a Palavra se torna viva em sua relação pessoal conosco em Cristo. Portanto, antes de dizer que a Bíblia não é a Palavra de Deus (pois foi por meio dela que eu soube de Jesus, a Palavra Eterna), é muito mais próprio afirmar que Jesus é a Palavra de Deus, e que a Bíblia é o texto que nos dá acesso inicial a uma informação que somente será verdade para nós se for experimentada existencialmente; ou seja: no Espírito Santo; na existencialidade; no íntimo; no ambiente do coração; mediante a fé e a confiança. E mais: que tal percepção faz de Jesus a “Chave Interpretativa” de toda a Escritura; pois, segundo Hebreus, em Cristo, muita coisa da própria Escritura caiu em obsolescência.
Pensando e vivendo assim, lendo a Bíblia, posso encontrar contextos da época em que foram escritos, obsoletos. Posições pessoais naturais da natureza humana que não tem nada de inspiração divina.Como também encontro escritura divinamente inspirada, inspiração humana, contexto histórico, cultural, local, pessoal. Tudo isso em um livro que em sua formatação é humano e em sua aplicação da Palavra(Verbo) é inspirado. Em sua letra não reclama inerrância, mas em sua essencialidade Verbal do Verbo Cristo, é inerrante!

Assim vivo a Palavra.
Assim penso a Palavra.
Assim prego a Palavra!


Bonani

segunda-feira, 17 de abril de 2017

"EVANGELHO, TATUAGENS, MAQUINAGENS, E.Ts E OS ATORES QUE NÃO SABEM QUEM SÃO!"


O Evangelho não é tornar-nos num outro ente, mas sim, trazer o "Outro Ente",Cristo, a nós! Significa sermos "nós mesmos um com Ele" e nos aceitarmos com Ele o que somos sem estereótipos!
Vejo uma geração tatuada, plastificada,maquiada,maquinada, envernizada e cibernética, de tanta gente que, no seu psiquismo, deseja na verdade ser um outro, um ente E.T, usando de "subterfúgios atrativos" em nome de uma pseudo causa evangélica à qual não somente "des-personifica" o próprio Evangelho como também "des-personifica" os seus atores!"

Bonani

"MEU UTÓPICO REAL CAMINHO!"



Já vivi muitas situações e caminhadas na vida. 

Quando de minha decisão em seguir o "Caminho" "Cristo" e seu "Evangelho", por muitas muitas vezes vozes externas e vozes internas tentaram me convencer que esse meu Caminho era utópico. Mesmo em meio ao rebombar dessas vozes, segui o Caminho.
Pensando bem: pensar sobre utopia em si mesmo é exercitar um pensamento utópico, pois nem mesmo a utopia se explica, pois ela mesmo em si é decididamente um caminho! 
Faz me lembrar de um pensamento:

"O que é Utopia? Está no horizonte. Caminho dois passos, ela se afasta dois passos, me aproximo dez passos, ela se afasta dez passos. Para que, então, serve a utopia? Para caminhar!"

Existe um Deus mais utópico do que o meu, que chama as coisas que não existem para ser qualquer coisa? Romanos 4:17

Bonani

domingo, 16 de abril de 2017

"Cruz: O Paradoxo Divino da Morte-Vida da Vida-Morte!"


"3 Cruzes, 3 Decisões
Da esquerda, rejeitou...
Do Centro, Se ofertou...
Da direita, Se arrependeu...
Morreu para nos Salvar, Ressuscitou para nos Transformar.
Dos Céus para uma Manjedoura...Da Manjedoura para a Cruz...Da Cruz para o sepulcro...do sepulcro para nosso interior."
Rafael Gardin

"Que linda analogia temos aqui. Na verdade não há como fugir da Cruz. Haverá sempre na alma do homem a Cruz. Essa é a batalha ontológica da existência. Todas elas são escolhas, somente uma se torna o paradoxo divino da Morte-Vida ou da Vida-Morte!"
Bonani