Um pequeno ato de cada vez. Pelo tempo que for preciso.
Ela nunca teve um carro. Nunca se casou. Caminhava mais de um quilômetro para comprar comida. E doou mais dinheiro do que a maioria das pessoas conseguirá juntar na vida. Oseola McCarty nasceu no interior do Mississippi em 1908. Aos oito anos, já trabalhava. Depois da escola, passava roupas para outras pessoas e guardava as moedinhas que recebia dentro do carrinho de boneca. Desde pequena, tinha o hábito de economizar cada centavo. Seu sonho era ser enfermeira — era isso que ela carregava no coração quando criança. Mas aos doze anos, sua tia ficou gravemente doente. Oseola deixou a sexta série para cuidar dela e assumir seu trabalho como lavadeira. Nunca voltou para a escola. Sua infância terminou em silêncio, sem despedida — substituída pela responsabilidade. Pelos setenta e cinco anos seguintes, ela lavou e passou roupas de outras pessoas — sempre à mão. Acordava antes do amanhecer, fervia água no fogo, esfregava, enxaguava, engomava e pendurava para secar. À noite, ficava curv...