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O fio estreito que separa o ser do nada.

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  "...testemunhando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os" .  Romanos 2:15 Tornar-se consciente de si mesmo, este é, talvez, o mais sublime e o mais trágico dos destinos reservados ao ser humano. Pois não há dor mais aguda que a de ver-se nu diante do espelho do próprio espírito, despojado de ilusões, sem máscaras que suavizem a verdade, sem véus que ocultem o abismo que habita sob a superfície do cotidiano. Os animais vivem, e vivem sem que a própria vida se lhes apresente como problema. O ser humano, porém, sabe que vive, e é nesse saber, e não na vida em si, que reside seu suplício. Não lhe basta existir como folha ao vento ou pedra na montanha, entregue ao curso das coisas sem jamais perguntar por ele. O homem pensa, recorda, projeta. Interroga-se, julga-se, nega-se, e às vezes se odeia pelo que descobre. A consciência é uma lâmina que corta para dentro, é a luz que ilumina, mas também a que queima, é o dom funesto de ver...

SOBRE OS PENSAMENTOS SEM PARÂMETROS

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 Basta atentar, com um mínimo de rigor, para o que nos circunda, e logo se percebe que vivemos submersos numa profusão quase oceânica de pensamentos estúpidos e boçais, que circulam com a mesma naturalidade com que circula o ar, e que, por circularem tanto, deixaram de ser questionados como se questiona qualquer outra coisa que se apresenta em excesso. Alguns desses pensamentos possuem, além da estupidez que os constitui, uma ambição adicional, a de nos convencer de que somos especiais, de que fomos escolhidos, de que a vida nos reservou um destino diferenciado que a maioria dos homens comuns jamais experimentará. Devo, no entanto, com toda a honestidade que a reflexão exige, desiludir quem se agarra a tal ambição, não somos especiais, e o sentimento de que o somos é, quase sempre, apenas o sintoma de um pensamento desprovido de parâmetros, isto é, de um pensamento que jamais foi confrontado com a medida exata das coisas. Convém compreender o que significa, exatamente, um pensament...

Previsão importante de Stephen Hawking confirmada 50 anos depois

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Astronomia A previsão importante de Stephen Hawking confirmada 50 anos depois Do UOL, em São Paulo 31/07/2026 20h34 1 O físico britânico Stephen Hawking Imagem: Getty Images Resumo Uma previsão de Stephen Hawking sobre buracos negros ganhou sua confirmação mais robusta mais de 50 anos depois de ter sido proposta. O que aconteceu Colaboração LIGO-Virgo-KAGRA (LVK) anunciou em setembro do ano passado ter confirmado a chamada teoria da área dos buracos negros, formulada por Hawking em 1971. A evidência veio da análise de ondas gravitacionais e foi apresentada como um marco para a física moderna. Detecção ocorreu a partir de um evento cósmico de 14 de janeiro de 2025, quando o observatório LIGO registrou a fusão de dois buracos negros. O fenômeno, batizado de GW250114, aconteceu a cerca de 1,3 bilhão de anos-luz da Terra. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Conteúdo UOL Ideia de Hawking diz que a área total da 'superfície' de um buraco negro não pode diminuir. Mesmo quando dois buracos ...

Adultos Vazios em Busca da Identidade

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  Com o passar das gerações, surgiram e se acentuaram os desequilíbrios ligados ao comportamento humano. Ocorrências generalizadas de ansiedade, crises de pânico e depressão podem não ser de fato o problema, mas sintomas de algo que representa a real ameaça ao bem-estar emocional moderno. É sabido que, do nascimento até a fase adulta, o ser humano passa por diversas fases na sua construção intelectual e emocional, fases essas que, se não forem vividas corretamente desde o seu primeiro dia, resultarão em desvios e desequilíbrios no comportamento do indivíduo adulto, seja pela própria postergação dessas fases, como um adulto que apresenta comportamentos de adolescente, como também o que pode ser a fonte de muitos problemas vastamente observados hoje, a má-formação da identidade. A identidade é um dos mais importantes aspectos da formação do indivíduo e ela acontece desde o primeiro dia de vida, pois uma criança deve aprender o que ela é e o que são os outros, ela deve aprender a se d...

A maldade bebe a maior parte do veneno que ela produz

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  Há uma antiga suspeita, que atravessa os moralistas franceses e ressurge, com outro vocabulário, em Nietzsche, de que o mal nunca é uma transação limpa entre agressor e vítima, mas um comércio em que o próprio vendedor consome grande parte da mercadoria que fabrica. A frase que dá título a este ensaio não é, portanto, uma consolação piedosa para quem sofreu injustiça, do tipo "a vida se encarrega de punir os maus", crença que a experiência desmente com uma regularidade quase insultuosa. É antes uma tese sobre a estrutura interna do ato malicioso, sobre o que ele exige de quem o pratica antes mesmo de atingir quem o padece. Convém começar recusando a versão ingênua. Não é verdade, empiricamente, que o mal se volte sempre contra seu autor em forma de punição visível, de ruína material, de solidão social. Muitos algozes prosperam, dormem bem, são sepultados com honras. Dostoiévski sabia disso melhor do que ninguém, e por isso não colocou na boca de seus grandes criminosos, Ras...
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 P52, um dos manuscritos mais antigos já encontrados (~ 125 d.C.). O 𝔓⁵² traz no anverso João 18.31–33, e no verso, João 18.37–38, o diálogo entre Jesus e Pilatos, incluindo a célebre pergunta: “Que é a verdade?”  É um dos mais antigos testemunhos conhecidos do texto do Evangelho de João e uma peça de enorme relevância para os estudos de crítica textual do Novo Testamento.

Odontologia Estética Milenar

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  Há mais de mil anos, dentistas maias já faziam furos minúsculos em dentes de pessoas vivas e preenchiam essas aberturas com pedras preciosas, como o jade. O procedimento era realizado com uma precisão surpreendente e, na maioria dos casos, conseguia evitar a parte sensível da polpa dental, o que reduzía o risco de dor intensa ou infecção. O detalhe que mais chama a atenção dos pesquisadores, porém, é o material usado para fixar as pedras. Estudos de dentes antigos mostraram que os especialistas maias preparavam misturas complexas à base de resinas vegetais, óleos e outras substâncias naturais. Esses compostos tinham propriedades antibacterianas, antifúngicas e anti-inflamatórias, o que ajudava a proteger o dente e a manter a inlay no lugar por longos períodos. Muitas dessas pedras de jade e outros minerais permaneceram firmemente presas durante toda a vida da pessoa. Algumas continuam fixas até hoje em dentes recuperados por arqueólogos mais de mil anos depois da morte do indivíd...