Análise do Psiquismo Coletivo do Eleitor Brasileiro
Confesso que de alguns anos para cá, no quesito da preferência política, o eleitor brasileiro parece não estar dando conta que está a beira do limite de um surto psíquico, fruto do psiquismo coletivo. Pensando nisso, procurei analisar com base psicanalítica, elementos clarificadores dessa minha tese sobre essa doença coletiva dos eleitores tupiniquins. O psiquismo coletivo do eleitor brasileiro atual revela um funcionamento regressivo, onde mecanismos de defesa primitivos moldam o debate político. Abaixo estão os eixos psicanalíticos centrais para compreender este fenómeno. Vejamos: 1. Clivagem e a Defesa Esquizoparanóide O ego coletivo opera na posição esquizoparanóide descrita por Melanie Klein. Divisão binária: O mundo é cindido entre o "objeto bom" (o meu líder) e o "objeto mau" (o rival). Ausência de ambivalência: É impossível integrar defeitos no aliado ou virtudes no adversário. Projeção: Frustrações, corrupção e falhas internas são massivamente projetadas n...