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Jesus e o Ambiente da Casa como Igreja

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  “Partiam o pão de casa em casa.” (At 2:46) “A Igreja que está na casa de Priscila e Áquila.” (Rm 16:5) "Saudai aos irmãos que estão em Laodiceia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa." (Colossenses 4:15) Discorrer sobre o ministério de Jesus nas casas no, pode nos dar uma ideia do modelo de Igreja que posteriormente ele iria implantar como expressão do Reino de Deus na Terra.  Resinificar esse modelo, pode nos levar a reproduzir o ambiente de Igreja que Ele pensou! O ministério de Jesus nas casas não foi um detalhe secundário — foi um dos eixos centrais da forma como Ele escolheu revelar o Reino de Deus. E quando observamos esse padrão, percebemos que Ele estava modelando um tipo de Igreja muito mais relacional, próxima, transformadora e cotidiana do que institucional. É possível trazer para os nossos dias esse padrão de Igreja Casa? A seguir, desenvolvo essa ideia de forma estruturada, profunda e conectada com a prática pastoral e eclesiológica  que tenho vivido ...

O SECRETO DA ORAÇÃO. (Desafio. Atitude. Resultado)

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  A exegese de Mateus 6:6 ( "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" ) revela que o ensinamento de Jesus vai muito além de um espaço físico: trata-se de um manifesto contra a hipocrisia e um convite à intimidade radical e à pureza de intenção.  O Contexto Histórico e Cultural No Sermão da Montanha, Jesus contrasta a verdadeira piedade com as práticas dos religiosos da época (os fariseus e hipócritas).  O problema: Era comum que indivíduos orassem de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas principais. O objetivo era puramente ostensivo: ser visto, admirado e considerado santo pela sociedade.  A crítica: Jesus afirma que estes já receberam a sua recompensa (o aplauso humano). A oração deles não subia a Deus porque o "deus" daquela oração era o próprio ego do orador.  Análise de Termos-Chave (Filologia Grega) Para compreender a profundidade do versículo, é ...

Uma Xícara de Chá pode Mudar Tudo

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Durante quase meio século, ele observou pessoas caminharem até a beira de um penhasco para encerrar suas próprias vidas. E, quase todos os dias, fazia exatamente a mesma coisa. Saía de casa. Atravessava a rua. E fazia uma pergunta simples: — Gostaria de tomar uma xícara de chá? Seu nome era Don Ritchie. Ele morava em frente ao The Gap, um famoso penhasco na entrada do porto de Sydney, na Austrália. O lugar atraía turistas do mundo inteiro por suas paisagens deslumbrantes. Mas também era conhecido por outro motivo muito mais triste. Muitas pessoas iam até lá para tirar a própria vida. Quando se mudou para a região, em 1964, Don começou a notar um padrão. Pessoas sozinhas permaneciam próximas à borda, olhando para o oceano por longos períodos. Algo na expressão delas chamava sua atenção. Enquanto a maioria passava sem perceber, Don escolhia se aproximar. Ele não era psicólogo. Não tinha treinamento especializado. Não carregava respostas prontas. Apenas acreditava que ninguém deveria enfr...

Ovos Sendo Chocados

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“ Eles chocam ovos de basilisco e tecem teias de aranha. Quem comer dos seus ovos morrerá, e se um deles for esmagado, sairá uma víbora.”  Isaías 59:5 Poucas imagens na Bíblia são tão fortes quanto essa. Isaías não fala apenas de pecado. Ele fala de incubação. O texto não descreve uma serpente adulta atacando alguém. Descreve ovos sendo chocados. Algo está sendo alimentado. Protegido. Aquecido. Desenvolvido. O profeta está denunciando uma geração que havia transformado seus ambientes em incubadoras de maldade. O problema não era apenas o que faziam publicamente. O problema era aquilo que estavam permitindo crescer silenciosamente. O basilisco era visto no mundo antigo como uma serpente extremamente perigosa. A figura utilizada por Isaías é simples. Ninguém fica surpreso quando uma víbora morde. O espanto está em alguém dedicar tempo para chocá-la. É exatamente isso que muitos fazem. Chocam ressentimentos. Chocam invejas. Chocam vaidades. Chocam fantasias pecaminosas. Chocam pequena...

A SOLIDÃO ACOMPANHADA(Quem não sabe estar consigo não sabe estar com ninguém)

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  A SOLIDÃO ACOMPANHADA Há uma solidão que se conhece pelo silêncio, pela ausência de vozes e pelo vazio das cadeiras. Essa solidão é honesta. Ela não dissimula, não promete o que não pode dar, não estende a mão apenas para a retirar. Quem a conhece sabe ao menos onde está: do lado de fora, olhando para dentro, sem ilusão de entrada. Mas existe uma outra forma, e esta é a que verdadeiramente destrói. É a solidão que se faz dentro de um abraço, que cresce em silêncio no meio de uma conversa, que floresce com toda a sua crueldade precisamente no momento em que alguém nos sorri. Essa solidão não avisa. Instala-se como inquilino ilegal numa casa que julgávamos habitada, e só a percebemos quando já ocupou todos os cômodos. Confundimos, há muito, a presença com a pessoa. Pensamos que o antídoto da solidão é alguém, um corpo próximo, um nome a pronunciar, uma voz que responde. E assim enchemos as nossas horas com companhia como quem enche um copo com água turva, acreditando que matar a se...

Não Tenho Pressa

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 "Não tenho pressa. Pressa de quê? Não têm pressa o sol e a lua: estão certos. Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas, Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra. Não; não sei ter pressa. Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega - Nem um centímetro mais longe. Toco só onde toco, não aonde penso. Só me posso sentar aonde estou. E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras, Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa, E vivemos vadios da nossa realidade. E estamos sempre fora dela porque estamos aqui. " Alberto Caeiro foto "fernando pessoa com augusto ferreira gomes"

Buraco Negro: Um Tema que Me Fascina

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A primeira imagem de um buraco negro tem 47 anos e foi feita à mão!  Em 1978, o astrofísico francês Jean-Pierre Luminet queria saber como um buraco negro realmente pareceria se a gente pudesse vê-lo. Problema: não existia tecnologia pra fotografar um. Então ele fez o que um cientista faz: calculou. Usou um computador IBM 7040, rodando com cartões perfurados da década de 1960, pra processar as equações da relatividade geral de Einstein e simular como a luz se comportaria ao redor de um objeto com gravidade tão extrema. Depois pegou os dados e desenhou o resultado à mão, ponto por ponto. O que você vê nessa imagem é isso: matemática pura, transformada em arte, por alguém que nunca tinha visto um buraco negro mas sabia exatamente como ele deveria parecer. E quando a primeira foto real de um buraco negro foi tirada em 2019 (41 anos depois) a semelhança com o desenho de Luminet deixou todo mundo sem palavras. Ele acertou. Só com equações e papel. A ciência enxerga, muitas das vezes, o q...