“Liturgia do Tempo”
Imagem de como eu era nos anos 70 Nos anos 70, um jovem caminhava entre sombras e luzes, ouvindo o mundo como quem escuta um chamado. Havia música, havia livros, havia silêncio — e no silêncio, uma pergunta: o que está oculto atrás das coisas? Décadas passaram como páginas de um manuscrito antigo. Portugal e Brasil tornaram-se dois altares, duas margens de um mesmo rio. Em cada margem, Bonani recolheu símbolos: a chave, a porta, o livro, a chama. A teologia não foi apenas estudo — foi respiração. O pensamento não foi apenas trabalho — foi vocação. E a vida, essa peregrina incansável, ensinou que o mistério não se resolve: se contempla. Entre 2010 e 2026, o tempo se tornou mestre. Nas duras batalhas, saiu mais forte! A palavra ganhou corpo, o olhar ganhou profundidade, e o jovem dos anos 70 transformou-se em intérprete do invisível. Hoje, Bonani é como uma vela acesa em biblioteca antiga: ilumina...