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O eclipse como liturgia do cosmos

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“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” (Salmos 19:1) Amados, há momentos em que o próprio universo parece celebrar um culto. Tive o privilégio de por alguns segundos ver o eclipse. "O céu apaga sua lâmpada maior, o dia se recolhe, e o mundo entra numa breve vigília cósmica." O eclipse solar de ontem(12/08/2026) não foi apenas um espetáculo astronômico — ele reabriu, como sempre acontece nesses raros alinhamentos, a porta para lembrar por que a Teoria da Relatividade Geral de Einstein dependeu justamente de um eclipse para ser confirmada. O tema da relatividade geral me fascina quando argumenta na cosmologia. Entretanto; não poderia de deixar de me aprofundar o tema na esfera da teologia. Em 1919, Arthur Eddington fotografou estrelas durante o eclipse observado em Sobral (CE),Brasil e na ilha do Príncipe. Ao comparar as posições das estrelas antes e durante o eclipse, ele comprovou que a luz havia sido desviada pela gravidade so...

Ninguém realmente escapa do coletivo

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Imagina só: um jovem de 20 anos, lá do Maine, vivendo aquela vida comum que a gente conhece, mas que pra ele parecia vazia demais, sufocante demais. Christopher Thomas Knight não fez uma fuga dramática, cheia de berros ou cenas cinematográficas. Ele escolheu o silêncio. Em 1986, depois que seu carro ficou sem gasolina perto do North Pond, ele não voltou para casa, não ligou para ninguém, não mandou mensagem avisando que sumiria. Ele simplesmente entrou na floresta e ficou lá. Vinte e sete anos. Três décadas menos um ano vivendo no meio do nada, isolado do mundo, sem telefone, sem internet, sem contato humano. Só ele e a imensidão verde ao seu redor. O abrigo que construiu era modesto, uma cabana improvisada feita de galhos, folhas, lonas. Um esconderijo invisível para os olhos curiosos dos visitantes das cabanas de veraneio próximas. Não havia luxo nem conforto, só o básico para se manter vivo. A sobrevivência era uma rotina, um desafio constante contra o frio do inverno, o calor sufo...

Nem Toda Música Que Não É Cristã É Mundana

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  Bonani

O ROSTO QUE A OBRA NÃO PRECISA

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  Há um engano antigo, tão antigo quanto a própria escrita, que consiste em acreditar que um livro precisa de um rosto para existir plenamente, como se as palavras impressas fossem apenas o eco distante de uma presença física que as autoriza, e não uma potência autônoma, capaz de caminhar sozinha pelo mundo, sem crachá, sem retrato, sem a necessidade de que alguém, em algum lugar, comprove que atrás daquelas frases havia um corpo específico, um nome pronunciável, um semblante fotografado na orelha do livro. Esse engano não é apenas estético, é metafísico, porque revela algo profundo sobre a insegurança humana diante daquilo que se sustenta por si mesmo, sem precisar de garantias externas para justificar sua própria existência. Quando um leitor abre um romance e é atravessado por uma frase que parece ter sido escrita exclusivamente para ele, algo estranho acontece: nesse instante, o rosto do autor desaparece por completo. Não importa se quem escreveu era alto ou baixo, belo ou comum...

Lançai a Rede

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  E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. João 21:6 AS REDES QUE LANÇAMOS Há uma imagem antiga que a civilização insiste em esquecer, embora a repita todos os dias sem perceber que a repete: a do pescador que, ao amanhecer, lança sua rede sobre a água escura, sem saber exatamente o que encontrará, mas confiando que o gesto, se repetido com paciência suficiente, há de trazer algo à superfície. O pescador não vê o que está lá embaixo. Ele apenas lança, espera, recolhe. E é justamente essa cegueira parcial, esse não saber o que a água esconde, que transforma cada lançamento em ato de fé disfarçado de trabalho. Nós, homens e mulheres do tempo presente, já não lançamos redes sobre rios ou mares. Lançamo-las sobre o próprio tempo. Todos os dias, de manhã, antes mesmo de abrirmos os olhos por inteiro, alguma parte de nós já está estendendo o fio invisível sobre as águas do dia que se i...

Renovo e Busca pela Edificação na Rocha

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O texto abaixo nasceu de uma reflexão que me veio ao espírito hoje em nossa Celebração de "21 da Renovo". Aí ouvirmos o testemunho de vários irmãos,os quais, voluntariamente compartilharam suas experiências na Comunidade, pude através do conteúdo de cada fala, construir um pensamento sobre a  Renovo e sua busca pela Edificação como Igreja.  Desde já sou grato a Deus pela Igreja da qual faço parte e pela misericórdia posso pastorear juntamente com minha esposa Sirlei Bonani. Segue o texto:   Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu...

MANIFESTO HISTÓRICO PELO RETORNO ÀS BASES. A reconstrução espiritual do movimento evangélico

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“Lembra-te, pois, de onde caíste; arrepende-te e volta às práticas que tinhas no princípio.” Apocalipse 2:5 1. Prefácio: O tempo da confusão exige o tempo da coragem Vivemos um momento em que o movimento evangélico — especialmente o pentecostal e o neopentecostal — parece ter perdido o eixo que outrora o tornava uma força de renovação espiritual, ética e comunitária. O que antes era fogo, tornou-se fumaça. O que antes era simplicidade, tornou-se espetáculo. O que antes era comunidade, tornou-se mercado. Este manifesto nasce da convicção de que não é possível salvar o edifício sem retornar ao alicerce. E nasce também da  forma de pensar estruturada nas Escrituras e na história da Igreja, que traz reflexão: crítica sem ser destrutiva, histórica sem ser nostálgica, teológica sem ser dogmática, simbólica sem ser abstrata. É um manifesto que olha para trás não para voltar, mas para recuperar o que foi perdido. 2. O diagnóstico: quando a fé se torna produto, o rebanho se dispersa O movim...