Você sabia que alguns buracos negros são, em média, menos densos que o ar que você respira? Sim ou não?
O objeto mais denso do universo, na sua versão mais extrema, pode ser mais rarefeito que o ar da sala onde você está agora. Isso não é uma contradição — é matemática pura. Nossa intuição sobre buracos negros vem carregada de uma imagem específica: um objeto de densidade absurda, onde toda a matéria está comprimida num ponto quase infinitamente pequeno. Essa intuição está correta para a singularidade no centro — mas está completamente errada quando aplicada ao buraco negro como um todo, medido pelo seu horizonte de eventos. A densidade média de um buraco negro, calculada da forma convencional — massa dividida pelo volume delimitado pelo horizonte de eventos —, depende de uma relação matemática reveladora entre duas variáveis que crescem em ritmos completamente diferentes. O raio do horizonte de eventos, conhecido como raio de Schwarzschild, cresce de forma linear com a massa: dobre a massa, e o raio dobra também. Mas o volume de uma esfera cresce com o cubo do raio. Isso significa que, ...