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Quais são os interesses das Grandes Potências?

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  "As nações não têm amigos permanentes nem inimigos permanentes. Têm apenas interesses permanentes." Lord  Palmerston (estadista britânico do século XIX) "A política internacional é uma luta pelo poder. Os Estados agem principalmente para proteger e ampliar os seus interesses nacionais, mesmo quando apresentam as suas ações em linguagem moral ou idealista." Esta ideia ajuda a olhar para os EUA, China, Rússia, Reino Unido ou qualquer outra potência sem romantismos. A pergunta deixa de ser "são bons ou maus?" e passa a ser "quais são os seus interesses?". Outro autor que provavelmente encaixa ainda mais na tua intuição é John Mearsheimer : "As grandes potências estão condenadas pela própria estrutura do sistema internacional a procurar maximizar o seu poder e influência." Segundo Mearsheimer, se os EUA tentam manter uma influência dominante nas Américas, isso não é uma anomalia nem uma conspiração. É precisamente o comportamento esperad...

Senhor,abra os olhos do rei da Inglaterra!

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  William Tyndale foi um importante estudioso e reformador inglês, conhecido por seu papel fundamental na tradução da Bíblia para o inglês. Nascido por volta de 1494, ele foi educado nas universidades de Oxford e Cambridge. A principal contribuição de Tyndale para a história da Reforma Protestante foi a tradução do Novo Testamento diretamente do grego para o inglês, em uma época em que o uso das Escrituras na língua vernácula era fortemente combatido pela igreja papista romana. Sua tradução do Novo Testamento foi a primeira a ser impressa em inglês, em 1526. Tyndale tinha o desejo de que as pessoas comuns pudessem ler a Bíblia em sua própria língua. Esse esforço o colocou em conflito com a hierarquia da Igreja e com o rei Henrique VIII, que na época ainda era um defensor do papismo. Perseguido pelas autoridades inglesas e pela Igreja, Tyndale fugiu para a Europa continental, onde continuou a trabalhar em suas traduções e escritos teológicos. Ele foi capturado em 1535, na cidade de ...

A Procura de um Candidato Digno da Confiança Pública

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  Vivemos tempos em que a confiança dos cidadãos na política parece estar cada vez mais fragilizada. Escândalos, casos de corrupção, promessas não cumpridas e interesses particulares mascarados de serviço público contribuem para um sentimento de desilusão generalizada. Muitas vezes, perante tantos exemplos negativos, surge uma pergunta legítima: ainda existem candidatos verdadeiramente comprometidos com o bem comum? A resposta talvez não esteja em procurar um candidato perfeito. A perfeição não pertence à condição humana. O desafio consiste em identificar aqueles cuja trajetória revela honestidade, competência e respeito pelos cidadãos. Um candidato merecedor da confiança pública distingue-se, antes de mais, pela sua integridade. Não se trata apenas de evitar comportamentos ilegais, mas de agir com retidão mesmo quando ninguém está a observar. A integridade manifesta-se na coerência entre palavras e ações, entre o discurso eleitoral e a prática quotidiana. Igualmente importante é a...

DA MODA, OU A ARTE DE NÃO AMAR COISA ALGUMA

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Há uma pequena construção da língua portuguesa que contém, inteira, a metafísica do nosso tempo. Diz-se: "neste inverno usa-se o cinza". Usa-se. Quem usa? A gramática responde com uma honestidade que os costureiros não têm: ninguém. O sujeito é indeterminado, dissolvido na partícula como o açúcar no chá. Não é você que usa o cinza, nem eu, nem a mulher elegante que atravessa a avenida, é o "se", essa entidade sem rosto, sem corpo e sem desejo, que veste a todos e não é vestida por ninguém. Heidegger chamou-a de das Man, a gente, o impessoal, aquele que pensa o que se pensa, lê o que se lê, indigna-se com o que causa indignação e, naturalmente, usa o que se usa. A moda é o guarda-roupa do impessoal. E quem confia ao impessoal a escolha daquilo que lhe toca a pele já confessou, antes de qualquer outra coisa, que não gosta de nada. A tese parece cruel, e é. Mas peço ao leitor que a examine antes de recusá-la, porque a crueldade, às vezes, é apenas a precisão vista de p...

Cartas para Karen

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Sou pastor,escritor,conselheiro, casamenteiro e pai de três filhos.Dois homens, Stephano e Victor e uma mulher, Karen.  Interessante...  Há um livro de aconselhamento conjugal com o seguinte título: Cartas para Karen. O livro Cartas para Karen , escrito pelo pastor e conselheiro cristão Charlie Shedd na década de 1960, é um clássico mundial de aconselhamento matrimonial baseado em cartas reais enviadas à sua filha . A obra nasceu de um pedido de Karen que, prestes a se casar, pediu ao pai orientações práticas sobre como manter o amor vivo e construir um casamento bem-sucedido para sempre. Com muito bom humor, ternura e sabedoria cristã, o autor responde através de uma série de correspondências que abordam os pilares essenciais da vida a dois: Comunicação e Companheirismo: A importância de conversar abertamente e compreender os diferentes estados de espírito do parceiro. Perdão e Resolução de Conflitos: Ferramentas práticas para superar as crises diárias e manter a harmoni...

Memória. Detecção e Visão

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  A andorinha-das-chaminés que está esta semana nos fios eléctricos do teu bairro vai percorrer entre 10.000 e 12.000 quilómetros até ao Sul de África — e vai regressar em Março ao mesmo ninho, ao mesmo centímetro, que deixou em Setembro. Esta fidelidade ao local de nidificação foi documentada com precisão milimétrica através de estudos de anilhamento em Portugal e em toda a Europa: a mesma andorinha adulta, identificada pela anilha na pata, regressa ao mesmo ninho em anos consecutivos, frequentemente com o mesmo parceiro. A distância percorrida em ida e volta por um único animal ao longo de uma vida de quatro a cinco anos de migração pode ultrapassar os 100.000 quilómetros. O sistema de navegação que torna este regresso possível combina pelo menos três mecanismos independentes: a memória do mapa estelar aprendido nas primeiras noites após o nascimento — uma "impressão" das constelações visíveis da latitude de nascimento — a detecção do campo magnético da Terra através de cri...

O Mistério da Consciência

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Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia . Salmos 139:16  Ninguém nunca encontrou a consciência dentro do corpo. Nem no cérebro, nem nos neurônios, em lugar nenhum. Isso é conhecido na filosofia da mente como o problema difícil da consciência — e não é modo de dizer. Neurocientistas mapearam o cérebro inteiro. Sabem quais regiões ativam com cada emoção, cada decisão, cada tipo de pensamento. Mas ninguém encontrou onde a experiência subjetiva mora. Nenhum neurônio contém a sensação de vermelho. Nenhum circuito neural carrega o gosto do café. A experiência de ser você não aparece em nenhum exame. Se a consciência não é produzida pela matéria — mas a matéria é tudo que a ciência convencional reconhece como real — então algo muito fundamental tá faltando no modelo. Uma das hipóteses que ganha cada vez mais peso é a de que consciência não é subproduto do cére...