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Genesis. O Sol e a Lua

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  Gênesis não cita o sol e a lua na criação. Sem sol, sem lua. Estranho! A palavra é luminar, ma'or no hebraico. O texto fala do luminar maior e do menor. A "omissão" traz luz sobre como ler Gênesis. Qual era o propósito do texto? O que quer ensinar? Gênesis foi escrito para dar ao povo de Israel uma explicação teológica sobre sua origem, existência e missão na Terra Prometida. O texto foi elaborado a partir de várias tradições orais e escritas de Israel, e tem em vista outros registros relativos do antigo oriente próximo.  O mundo antigo era bem ligado por antigas rotas comerciais que aproximavam hebreus, hititas, egípcios, mesopotâmicos e cananeus. Assim, Gênesis não discute física moderna, nem filosofias de outra época. O radar do autor é outro. O texto não está respondendo a perguntas de muitos hoje e quer nos ensinar certas verdades a partir de seu contexto. Gênesis propositalmente não usa os termos para sol (shemesh) e lua (yareach) no hebraico já que eram divindade...

Documento jurídico de 402 a. C

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  Um pai judeu que vivia no Egito por volta de 402 a.C. transferiu a propriedade de sua casa para sua filha em uma folha de papiro. O documento, escrito em aramaico imperial, foi descoberto na ilha de Elefantina, no sul do Egito — local que abrigava uma próspera comunidade judaica durante o período persa. Atualmente, ele está sob a guarda do Museu do Brooklyn. Em síntese, o documento jurídico declara: “Eu, Ananias, filho de Azarias, transfiro a propriedade da minha casa para minha filha, Yehoishema. Deste dia em diante, a casa pertence a ela, e seus direitos sobre ela são formalmente reconhecidos.” Embora se trate de uma escritura de propriedade comum, o documento oferece um vislumbre notável da vida judaica de quase 2.400 anos atrás. Ele revela que os judeus no antigo Egito possuíam casas, redigiam contratos jurídicos em aramaico e transferiam formalmente propriedades dentro de suas famílias sob o domínio persa. Demonstra também que as mulheres podiam possuir e herdar propriedades...

Manifesto da Adoração Pura (Sem luzes. Sem palco. Sem cores. Sem inovações. Só o Rei da Glória)

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E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizendo: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.  Apocalipse 5:11-14  A adoração que não depende de cenário, mas de visão.   A visão do Trono. A visão do Cordeiro. A visão do Deus que reina. Não quero luzes que tentem substituir a Presença. Não quero palcos que elevem pessoas acima do altar. Não quero cores que disputem atenção com a santi...

OS SEGREDOS DA ALMA

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  Há uma suspeita antiga, e talvez insuportável, que atravessa toda a tradição introspectiva do Ocidente, a saber, a de que a alma não é uma casa transparente onde habitamos com a luz acesa, mas antes um edifício de corredores que nem o seu próprio morador percorreu inteiramente, e onde certas portas, por razões que desconhecemos, permanecem deliberadamente fechadas. Pascal já o sabia quando escreveu que o coração tem razões que a própria razão desconhece, formulação que não é apenas uma defesa do sentimento contra o intelecto, mas antes o reconhecimento de que existe, no interior do sujeito, uma legislação secreta, anterior a qualquer deliberação consciente, que decide antes de nós aquilo que depois chamaremos de nossa escolha. Se isto é verdade, então a primeira e mais dolorosa das descobertas psicológicas não é a de que os outros nos escondem coisas, mas a de que nós mesmos somos, para nós mesmos, uma fonte de opacidade. A Rochefoucauld, com a crueldade elegante que lhe era próp...

A ANATOMIA DA ESPERANÇA

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  Há uma anatomia secreta na esperança, um esqueleto que sustenta a carne mole dos dias, e ninguém a dissecou sem ferir as próprias mãos no processo, porque esperar não é um gesto do intelecto, é antes uma febre que habita o corpo antes de se tornar palavra, um calor que insiste em correr nas veias mesmo quando a razão já assinou o atestado de óbito de todas as possibilidades. Kierkegaard chamou de paixão aquilo que outros chamariam de ingenuidade, e talvez estivesse certo ao afirmar que só se pode viver de fato quando se atravessa o abismo sem a garantia de uma ponte, quando se salta não porque se calculou a distância, mas porque a alternativa, a imobilidade eterna diante do precipício, é uma forma mais lenta e mais covarde de morrer. A esperança, nesse sentido, não é otimismo, é o contrário exato da certeza, é aquilo que só existe porque o resultado permanece invisível, porque se pudéssemos ver o fim já não precisaríamos da fé que a sustenta. Mas há também uma anatomia mais fria,...

A FÍSICA DO "ZEPTOSGUNDO"

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  "A FÍSICA DO "ZEPTOSGUNDO":  Como a ciência mediu a menor fração de tempo da história humana 🔬⏱️, Se você acha que um piscar de olhos é rápido (cerca de um terço de segundo), a física quântica opera em uma realidade onde um segundo é uma eternidade incompreensível. Cientistas da Universidade Goethe, na Alemanha, conseguiram quebrar todos os recordes de medição ao registrar um zeptosegundo, a menor fração de tempo já mensurada diretamente em laboratório. Para entender a escala, um zeptosegundo é igual a um trilionésimo de bilionésimo de segundo (10 elevado a -21 segundos), ou seja, o número 1 precedido por 20 zeros após a vírgula. O segredo para capturar algo tão efêmero exigiu transformar a própria luz em uma espécie de fita métrica temporal. Os físicos usaram o superlaser de raios-X do acelerador de partículas DESY para rastrear o tempo exato que um único fóton de luz leva para atravessar uma molécula de hidrogênio (H_2). O resultado dessa corrida microscópica foi de...

Ibrahim Eser. Que alma gigante!

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  O turco Ibrahim Eser, que vivem em na Venezuela há 22 anos e atua como representante do Conselho Empresarial Mundial Turco (DTİK), protagonizou um ato de enorme coragem após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a cidade costeira de La Guaira com apenas 39 segundos de diferença. No momento dos tremores, Ibrahim estava em seu escritório. Assim que percebeu a gravidade da situação, correu para casa para garantir a segurança da esposa e dos filhos, cuja residência ficava atrás de um dos prédios que acabou desabando. Enquanto corria pelas ruas, presenciou televisores, móveis e até pessoas caindo dos edifícios, descrevendo a cena como um verdadeiro cenário de guerra. Depois de colocar sua família em um local seguro, fez o oposto da maioria das pessoas. Em vez de deixar a área, retornou aos escombros ao ouvir os pedidos de socorro. Sem qualquer equipamento profissional, passou horas removendo destroços com as próprias mãos e conseguiu retirar 38 pessoas presas sob os esco...