A gentileza também pode tornar-se eterna.
Ela encontrou uma funcionária de casa de banho adormecida às 2h30 da manhã, depois dos Grammys — e transformou aquele instante num dos maiores hinos de uma geração. Era 23 de fevereiro de 1983. A cerimónia do Grammy Awards tinha terminado, e a celebração continuava no Chasen's, um lendário restaurante de Hollywood em Beverly Hills que, desde 1936, acolhera estrelas, presidentes e até um Papa. Lá dentro, a festa fervilhava. Donna Summer, então com 34 anos, ainda vestida para a ocasião, afastou-se discretamente para encontrar a casa de banho. E foi aí que tudo mudou. Num canto, uma pequena televisão murmurava baixinho. Num banco próximo, uma mulher de uniforme dormia profundamente, a cabeça inclinada, o corpo vencido pelo cansaço. O seu nome era Onetta Johnson. Trabalhava ali desde o turno do jantar, vivendo de gorjetas — dobrando toalhas, organizando sabonetes, atendendo silenciosamente uma sucessão interminável de desconhecidos. Mas aquela não era a sua única batalha. Tinha um segu...