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Balanço dos Trinta e Cinco Anos de Ordenação

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          Neste último mês de Março de 2025, completei  35 anos de ordenação ministerial pela Convenção da Igrejas Batistas Independentes do Brasil. Dou Graças a Deus! Até aqui Ele me tem ajudado e dado saúde, tanto espiritual, como também, psíquica e física. Por essa razões tenho tido vigor espiritual para trabalhar nesse maravilhoso  encargo.  Nesses longos anos, tenho percebido que várias possibilidades podem ser aproveitadas dessa  experiência acumulada  na dependência do Senhor Jesus, através de seu  amor, dons, paixão e da disponibilidade  no nobre serviço .  Desejo alistar algumas delas: 1-Mentoria de novos líderes: Guiar e treinar jovens pastores ou líderes da igreja, compartilhando sabedoria e experiências vividas. 2-Enfoque no ensino: Dedicar-se a sermões mais profundos, ensino bíblico ou conduzir estudos teológicos para ajudar a comunidade e ministérios a crescer espiritualmente. 3-Conselharia pastoral: Com a sa...

Entre distopia e revelações: Orwell, o profeta que fingiu ser ficcionista

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Confesso que sempre me intriguei com a maneira como o tempo julga os escritores. Uns são enterrados pelo esquecimento, outros são exumados por conveniências históricas, e há aqueles, raros, que parecem ter escrito não para sua época, mas contra ela, como se tivessem nascido em descompasso voluntário com o presente, para melhor anunciar os espectros do futuro. George Orwell, para mim, pertence a essa última estirpe. Ainda que catalogado nas estantes como romancista político ou ficcionista distópico, sinto que há algo de profundamente inadequado nesse enquadramento. Orwell não escrevia como quem inventava, escrevia como quem alertava. Suas palavras, ainda que revestidas da estética literária, carregam o peso de um testemunho. Não um testemunho do que foi, mas do que poderia vir a ser, caso continuássemos surdos, conformados e entorpecidos. Ele fingiu narrar futuros impossíveis, quando na verdade nos entregava manuais antecipados do real. Quando leio 1984, não o leio como romance. Leio co...

Nikola Tesla⚡

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  🌟 Dizem que gênios são loucos e loucos são brilhantes, mas, existiu um homem na Terra que pode-se dizer que encontrou-se nesse meio termo. 🌟 . 🧠 O seu nome é Nikola Tesla. ⚡ . . 📚 Esse nome muitas vezes nem sequer aparece nos livros, porém, foi de muita importância na história da ciência e da engenharia. . 🌍 Sérvio de nascimento, naturalizado nos Estados Unidos, Tesla aos poucos foi mostrando sua genialidade com uma pitada de loucura em suas invenções, sob o comando de Tomas Edison. . ⚡ Mais tarde, depois de alguns desentendimentos entre os dois inventores, Tesla desenvolveu o sistema de corrente alternada que venceria a disputa no mercado futuramente. . . 🔝 Separamos as 8 melhores ideias do cientista que provam que ele era um louco, “malvadão” e claro, um gênio. . . 1️⃣ – Além da bobina…. . . 🔩 Mesmo se você nunca tenha ouvido falar de Nikola Tesla, é muito provável que você já viu falar sobre sua bobina de Tesla (um circuito elétrico transformador ressonante) em filmes d...

"Homem Interior: A Única Possibilidade De Vida Plena!"(Parte 1)

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"Homem Interior: A Única Possibilidade De Vida Plena!" “Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus. ” Romanos 7:22 Paulo dá nos uma ideia do  homem que é composto por três partes fundamentais: espírito, alma e corpo, cada uma com funções distintas, mas interligadas. Ele apresenta uma visão baseada em passagens bíblicas, como 1 Tessalonicenses 5:23, para explicar como essas partes se relacionam no contexto espiritual. O corpo: É a parte física do ser humano, a que interage com o mundo externo por meio dos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar).  O corpo é onde reside a nossa conexão com o mundo material e as necessidades físicas. A alma: Essa parte é vista como o centro da personalidade e inclui três aspectos principais: A mente, responsável pelos pensamentos e compreensão. As emoções, que regulam sentimentos como alegria, tristeza e amor. A vontade, que governa as decisões e ações. Nesse entendimento: alma é o ponto de expressão do "eu...

O Escritor e a Arte de Perguntar

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  O Escritor e a Arte de Perguntar: A Literatura como Provocação do Pensamento Vivemos uma época em que o valor da informação parece ter suplantado o da sabedoria, e onde se exige de toda produção textual uma funcionalidade imediata, um esclarecimento pronto, uma resposta útil. Nesse contexto, tende-se a reduzir o papel do escritor a uma espécie de fornecedor de soluções, um domesticador de dúvidas, um mediador entre o caos da realidade e a ordem desejada pelo leitor. Contudo, a literatura, a verdadeira literatura, não nasce do desejo de resolver, mas do impulso de indagar. O bom escritor, portanto, não sana as dúvidas, ele as multiplica. Não traz respostas, mas lança perguntas como sementes em terreno fértil. A arte de escrever, em sua expressão mais elevada, não é uma engenharia de certezas, mas uma alquimia de perplexidades. É, como sugeria Kafka, um machado que rompe o mar congelado dentro de nós, e não há ruptura sem abalo, sem dúvida, sem tremor. O escritor não é um guia, mas...

"Os Nãos que Temos de Aprender a Viver!"

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Nunca peça perdão por sua tristeza, por suas angústias, por sua depressão.  Não se justifique por sofrer discriminação, ostracismo, cancelamento. Se lhe chutarem para escanteio, observe quem fez isso; talvez você vá se orgulhar do chute que sofreu. Não se explique por ter adquirido nova consciência, por mudar, por se sentir diferente do que outrora foi. As águas estagnadas são venenosas. Não se culpe por inadequações, precariedades, tropeços, inaptidões, incompetências, trapalhadas. Não se autoincrimine por imaturidades, embaraços, constrangimentos, por ter sido elefante em loja de cristais. Nascemos despreparados e aprendemos a navegar no oceano existencial com o barco já em alto mar. Todos somos neófitos na arte de viver;  desbravadores de caminhos nunca percorridos;  sem traquejo em lidar com traumas; canhestros nas tretas existenciais. Você se constituiu na soma de suas virtudes e dos seus defeitos. Luz e trevas não se opõem dentro de você, mas se complementam para de...

O Mapa da Informação e a Bússola da Sabedoria

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  Vivemos em um tempo de excesso em que o fluxo incessante de dados nos envolve como uma maré que não recua. A informação, outrora um bem escasso e precioso, tornou-se onipresente, acessível a um toque, mas paradoxalmente nos deixa à deriva, incapazes de encontrar um porto seguro no mar de fragmentos desconexos. É nesse cenário que a distinção entre informação e sabedoria aparece como um problema filosófico. A informação, em sua essência, é bruta, factual, um amontoado de signos que nos bombardeia sem critério ou direção. Ela é o ruído do mundo, a cacofonia de vozes que competem por nossa atenção. A sabedoria, por outro lado, é o que se forja no silêncio, na reflexão, na capacidade de destilar sentido a partir do caos. Se a informação é o mapa, a sabedoria é a bússola; uma nos mostra o terreno, a outra nos guia por ele. Para Bauman, estamos presos ao mapa, obcecados por acumular mais detalhes, enquanto esquecemos como - ou por que - navegar. Esse afogamento em informações mostra um...