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O Novo Testamento e a Escravidão

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  Sempre que ouvimos a palavra “escravidão”, a nossa mente, quase automaticamente, associa o termo à escravatura racial praticada pelos europeus contra os africanos entre os séculos XVI e XIX. Essa associação é compreensível, pois esse sistema marcou profundamente a história da África e das Américas. No entanto, quando lemos textos bíblicos como Efésios 6:5–9 e Colossenses 3:22 sem fazer a devida distinção histórica, corremos o risco de interpretar Paulo de forma equivocada, projetando sobre o mundo bíblico uma realidade que não corresponde ao seu contexto original. No Império Romano do século I, a escravidão não era baseada na raça, mas fazia parte de um sistema econômico e social complexo. Pessoas tornavam-se escravas por diversos motivos: captura em guerras, dívidas impagáveis, nascimento ou até por decisão própria. Em muitos casos, indivíduos se entregavam voluntariamente à escravidão como forma de sobrevivência, buscando proteção, alimentação, abrigo e estabilidade econômica d...

O DISCÍPULO O SEGREDO DO PÓ

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  VOCÊ SABIA O QUE SIGNIFICA REALMENTE "SEGUIR" O MESTRE? O SEGREDO DO PÓ QUE PODE MUDAR SUA MANEIRA DE ACREDITAR. Quando ouvimos a frase “Siga Jesus”, costumamos imaginar um conceito romântico, uma decisão interna ou um sentimento no coração. Mas na Judeia do século I, ser discípulo não era uma questão de sentimentos. Era uma questão de proximidade física, suor e terra. Existe uma antiga bênção judaica, preservada na Mishná (Pirkei Avot 1:4), que captura a essência da verdadeira devoção: "Que sua casa seja um lugar de encontro para os sábios, e que você se cubra com o pó dos seus pés, e beba com sede suas palavras". À olho nu, parece uma metáfora poética. Mas para um judeu da época de Yeshua, era uma instrução literal e rigorosa. O CAMINHO DO DISCÍPULO (TALMID) Em hebraico, a palavra para discípulo é: Talmide Um talmide não é apenas um aluno que aprende dados. É alguém que quer se tornar uma cópia exata do seu mestre. Naqueles tempos, os caminhos de Israel eram ári...

Descritivo ou Prescritivo... Como interpretar uma passagem bíblica?

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  “E o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (Atos 16.14). A citação referente a Lídia é fundamental para abrir este estudo, pois ela estabelece o princípio hermenêutico que deve governar toda leitura bíblica responsável: é Deus quem ilumina o entendimento, não ideologias, ressentimentos culturais ou leituras militantes do texto sagrado. Sem essa abertura divina, episódios difíceis das Escrituras são facilmente distorcidos, instrumentalizados ou usados como arma contra a própria fé cristã. O episódio envolvendo Ló e suas duas filhas, narrado em Gênesis 19.30–38, jamais pode ser lido como aprovação divina do incesto, nem como incentivo moral, nem como norma religiosa. Trata-se de uma narrativa descritiva, não prescritiva. A Bíblia não romantiza o pecado, nem o suaviza; ela o expõe para revelar a profundidade da queda humana e, simultaneamente, a soberania e misericórdia de Deus que atuam apesar da corrupção humana. A tentativa de acusar as Escrituras de ...

Seis Princípios Práticos da Nossa Fé

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  O texto abaixo,reflete de forma clara e simples os princípios que norteiam a vida do Discípulo de Jesus. Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude. 2  Pedro 1:3   E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória .1  Timóteo 3:16 Bispo  Bonani

O Caderno de Zurique

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  Você está vendo uma foto do caderno original de Einstein. O Caderno de Zurique captura o exato momento em que Albert Einstein começou a reimaginar a gravidade não como uma força, mas como a deformação literal do espaço e do tempo. Em 1912, Albert Einstein retornou a Zurique para enfrentar o maior enigma de sua carreira: preencher a lacuna entre a relatividade e a gravidade. Trabalhando com o matemático Marcel Grossmann, ele preencheu o agora famoso Caderno de Zurique com uma caligrafia densa e cálculos frenéticos. Este diário de 96 páginas oferece um vislumbre bruto e não editado da mente de um gênio em ação. Revela que o caminho para a Relatividade Geral não foi um lampejo de inspiração instantânea, mas uma luta árdua de três anos, repleta de tentativas e erros, na qual Einstein explorou pela primeira vez a ideia radical de que o espaço e o tempo não eram fixos, mas curvos. Usando as ferramentas da geometria riemanniana, Einstein começou a descrever a gravidade como a deformação...

A Fidelidade e a Prosperidade

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Quando se trata de ministrar sobre a vida financeira e o que Deus pode proporcionar nessa área, compartilho algo que é crucial para a autenticação divina na vida financeira do discípulo de Jesus. Digo sempre: "Fidelidade produz prosperidade. Entretanto: Prosperidade não produz Fidelidade!" Faz-me lembrar do empresário que decidiu dar 90% a Deus Robert Gilmour LeTourneau não nasceu em berço de ouro. Foi inventor, empresário e um homem que conheceu o fracasso de perto. Falhou repetidas vezes, acumulou dívidas e, em certo momento, esteve à beira da falência total. Foi no meio dessa crise que alguém lhe entregou uma Bíblia. LeTourneau começou a ler. Não como quem procura consolo rápido, mas como quem busca respostas. Deteve-se especialmente em Provérbios e nos Evangelhos. Ali encontrou princípios que mudaram para sempre a sua relação com o dinheiro: “ Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos. E se encherão os teus celeiros, e transbordarão ...

A Ilusão do Excesso de Confiança

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Durante séculos, filósofos, cientistas e pensadores observaram um fenómeno curioso: muitas vezes, quem menos sabe fala com mais convicção. E quem mais estuda, mais cuidado tem ao afirmar. Quando uma pessoa sabe pouco sobre um assunto, vê apenas a superfície. Não percebe as camadas escondidas, as contradições, os detalhes. Tudo parece simples. E, quando algo parece simples, gera uma falsa sensação de domínio. Essa ilusão chama-se excesso de confiança. A mente acredita que domina aquilo que, na verdade, maI compreende. Já quem estuda, investiga e lê, descobre rapidamente uma verdade desconcertante: o conhecimento não traz apenas respostas. Traz dúvidas, limites e novas perguntas. O filósofo Sócrates resumiu isso numa frase eterna: “Só sei que nada sei.” Não era humildade. Era lucidez. Ele percebia que cada resposta abre novas perguntas. A ciência confirma isso. Estudos em psicologia mostram que pessoas com baixo domínio sobre um tema tendem a acreditar que são especialistas. Enquanto esp...