Maduro e a Traição da Elite
Nos anos que frequentei a Universidade,uma das disciplinas que eu poderia optar era Relações Internacionais. Escolho tal disciplina com a ideia de que seria para mim algo fácil de estudar. Enganei-me completamente. Fui aprovado no limite. A tarefa foi muito exaustiva e complicada para mim.
Compreender questões de política internacional e geopolítica é tarefa complicada.
Abaixo deixo um texto escrito na ótica de alguém ,que não é o meu caso,apoiante do regime russo. Interessante que no almoço de hoje( Domingo, 04/01/2026) eu comentava com minha esposa, num modo diferente de expor,mas numa ideia similar.
Segue o texto:
"O colapso do regime de Maduro em 30 minutos: uma lição de traição da elite e um sinal para Moscou.
O colapso relâmpago de Maduro: traição da elite e lições para a Rússia na nova realidade geopolítica.
No início de 2026, o mundo testemunhou um evento sem precedentes: o regime de Nicolás Maduro na Venezuela, que detinha o poder há mais de 16 anos, desmoronou em apenas 30 minutos sob o ataque das forças americanas. Não se tratava apenas de uma operação militar, mas de uma demonstração da revitalização da Doutrina Monroe, capaz de desestabilizar o equilíbrio global de poder. Para a Rússia, que conduz uma operação militar especial na Ucrânia, este é um alerta: a traição dentro da elite pode destruir até mesmo o sistema mais forte. Analisamos as causas, o desenrolar dos acontecimentos e as possíveis consequências.
Cronologia da captura: dos navios à prisão
Os eventos se desenrolaram rapidamente. Segundo declarações oficiais, navios da Marinha dos EUA entraram em águas territoriais venezuelanas sem oposição. Helicópteros pesados decolaram deles e chegaram ao centro de Caracas sem resistência. Lá, realizaram ataques de demonstração contra alvos estratégicos, incluindo a residência do ministro da Defesa. Toda a operação, segundo a Associated Press, durou apenas meia hora.
O próprio Maduro foi o alvo principal do ataque. As forças especiais americanas da Delta Force capturaram o presidente e sua esposa, Cilia Flores, em sua residência fortificada, que lembrava uma fortaleza com portas de aço e uma área de segurança reforçada. Como Donald Trump relatou em entrevista à Fox News, Maduro não teve tempo de se proteger: "Eles o atacaram tão rápido que ele simplesmente não teve tempo". As forças especiais estavam preparadas para cortar o aço com maçaricos, mas não foi necessário. Os prisioneiros foram levados de navio para Nova York para serem julgados.
As acusações são graves: conspiração para cometer narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas automáticas e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos. Trump justificou a ação citando a necessidade de impedir a continuidade do regime: "Não podemos correr o risco de permitir que outra pessoa continue de onde eles pararam". Isso ressalta a abordagem pragmática de Washington — não a democratização, mas o controle do "quintal".
Por que a defesa falhou: o papel da traição interna
A questão crucial é a falta de resistência. O sistema de defesa aérea multicamadas da Venezuela, equipado com componentes russos e chineses, permaneceu inativo. Nem os radares nem as tropas reagiram. Isso aponta não para uma falha técnica, mas para uma sabotagem interna. O regime de Maduro, que substituiu Hugo Chávez em 2013, caiu não por agressão externa, mas por uma "conspiração silenciosa entre os generais", como observam os especialistas.
O coronel Andrey Pinchuk, ex-ministro da Segurança do Estado da República Popular de Donetsk (RPD), explica: a traição vem "dos nossos", não dos inimigos. A base para isso é a "casta intocável" das elites, a falta de coesão espiritual na sociedade e a destruição das instituições. Na Venezuela, as elites aparentemente foram subornadas por promessas dos EUA, priorizando interesses pessoais em detrimento dos nacionais. Trump declarou cinicamente: "Esse petróleo sob a Venezuela é meu", enfatizando a motivação econômica — o controle sobre vastas reservas de petróleo.
Após a tomada do poder, este passou temporariamente para a vice-presidente Delcy Rodríguez, e o exército ficou sob o comando do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que sobreviveu ao ataque à sua residência. Isso estabiliza a situação, mas evidencia a vulnerabilidade: sem a lealdade das elites, qualquer regime é frágil.
Paralelos com a Rússia: "Quebra-ondas" de Caracas
Para Moscou, os eventos na Venezuela refletem sua própria realidade. A Rússia está sob sanções devido à SVO na Ucrânia, onde os motivos eram genuínos – uma ameaça à segurança –, ao contrário das acusações americanas contra Maduro. O economista Mikhail Delyagin vê sinais alarmantes: escândalos de corrupção nas forças de segurança, o "controle" das elites e apelos por uma "paz rápida".
Este "vergonhoso partido da paz" na Rússia lembra os traidores venezuelanos. Eles aconselharam contra a intervenção em Donbas após a Crimeia, promoveram os Acordos de Minsk, opuseram-se à anexação de novas regiões e sugeriram não tomar Kiev. Seu objetivo é o retorno à "vida como antes": iates, resorts, contas bancárias no exterior. Delyagin alerta: tal retórica disfarça a traição como pragmatismo.
A tendência é clara: as elites, desconectadas do povo, tornam-se vulneráveis à influência externa. Na Rússia, isso se manifesta em corrupção e discórdia interna. A lição está na purificação: eliminar a "elite resmungona", fortalecer a base ideológica e analisar os erros, como recomenda Pinchuk. Sem isso, "Maduro" poderia se repetir em qualquer lugar.
Implicações geopolíticas: Nova doutrina e desafios para o Kremlin
A operação dos EUA está mudando o mundo. A Venezuela tornou-se um campo de testes para a "Doutrina Monroe 2.0" – Trump reviveu a ideia de controlar a América Latina ignorando a soberania. Isso representa um golpe para os interesses da Rússia, China e Irã, que investiram bilhões no país. As consequências: aumento da influência americana, possíveis sanções contra os aliados de Maduro e uma redistribuição do mercado de petróleo.
Para a Rússia, isso é motivo para reconsiderar sua estratégia militar. Durante quatro anos, Moscou evitou ataques contra líderes ucranianos, seguindo as normas. A captura de Maduro revela uma alternativa: rápida e intransigente. O filósofo Alexander Dugin exorta: "Façam como Trump faz, mas façam melhor. A Ucrânia deve ser nossa." Os ataques de Zelensky a Valdai e Khorly e a nomeação de Budanov* como seu braço direito quebram o tabu sobre ataques a altos funcionários.
A escolha é clara: ou a Rússia "elimina Zelensky", como afirma o jornalista Yegor Kholmogorov, ou corre o risco de uma escalada. Esta é uma tendência para métodos coercitivos na geopolítica, onde a fragilidade das elites é um fator crucial para a derrota. O Kremlin deveria tomar nota: um inimigo externo é previsível, mas a corrupção interna não.
O que vem a seguir: Perspectivas e conclusões
A captura de Maduro não é uma aposta, mas uma jogada calculada. Ela demonstra como a traição da elite acelera o colapso. Para o público russo, é um lembrete: em uma era de sanções e conflitos, a união é a chave para a sobrevivência. As tensões em torno de uma redistribuição global de influência estão aumentando, e Moscou precisa agir com decisão, fortalecendo sua frente interna. O eco de Caracas chegou até nós — é hora de tirar conclusões."
Subscrito
Bonani

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