Mente como receptora, não criadora.
Psicólogos estão explorando uma ideia fascinante que desafia a forma como entendemos a mente humana. Os pensamentos talvez não sejam algo que produzimos ativamente. Em vez disso, eles podem surgir, chegar ou emergir de processos subconscientes mais profundos, além do controle consciente. Em vez de serem criados momento a momento, os pensamentos parecem aparecer automaticamente, muitas vezes sem aviso ou intenção.
Estudos de neuroimagem mostram que a atividade neural associada a um pensamento começa milissegundos antes de a pessoa se tornar consciente dele. Isso sugere que a consciência vem depois que o pensamento já se formou, e não antes. Pesquisas sobre meditação também apoiam essa ideia, mostrando como os pensamentos surgem espontaneamente quando a mente está quieta e depois desaparecem quando a atenção muda.
Essa perspectiva muda a forma como nos relacionamos com a ansiedade, a criatividade e o autojulgamento. Se os pensamentos são recebidos, e não escolhidos, torna-se mais fácil observá-los sem apego. A clareza mental pode não vir do controle da mente, mas de ouvi-la com atenção.
A mente pode ser menos como um escritor e mais como um rádio, sintonizando sinais que já estão em movimento.
Bonani
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