CORAGEM ANTES DO CONFORTO, A VERDADE ACIMA DA SEGURANÇA, O AMOR ACIMA DA VIDA...



ERA APENAS UM PASTOR DE 39 ANOS QUE ESCOLHEU A CORAGEM ANTES DO CONFORTO, A VERDADE ACIMA DA SEGURANÇA, O AMOR ACIMA DA VIDA...


UM HOMEM CORAJOSO, DECIDIDO, LUTADOR... que não merecia o triste final que teve de viver...


O jovem pastor de óculos redondos deveria estar seguro.


Dietrich Bonhoeffer veio do privilégio. Dinheiro. Educação. Uma família que poderia tê-lo protegido da tempestade que se formava sobre a Alemanha nos anos 30.


Podia ter baixado a cabeça. Pregar sermões tranquilos aos domingos. Fique em silêncio enquanto o mundo ardia ao seu redor.


Mas Bonhoeffer viu o que estava para vir antes da maioria.


Viu igrejas curvarem-se perante a vontade de Hitler. Viu vizinhos desaparecerem durante a noite. Ouviu as botas baterem sobre as calçadas e entendeu que o silêncio tinha se tornado uma forma de pecado.


Então ele falou.


Primeiro com cuidado. Depois com firmeza. Depois com tudo o que tinha.


O jovem teólogo brilhante começou a ensinar em um seminário clandestino. Ajudou a levar judeus para lugares mais seguros. E acabou ligado a círculos de resistência que procuravam derrubar o regime, inclusive Hitler.


Por isso a Gestapo foi atrás dele.


Ele foi preso em 5 de abril de 1943. Arrancaram-no da casa da família e levaram-no para a prisão de Tegel em Berlim.


Os guardas esperavam que ele se quebrasse. Os intelectuais aconteceram muitas vezes. Homens de mãos macias que se desmoronavam sob pressão.


Mas naquela prisão fria e cinzenta aconteceu algo estranho.


Todas as noites, outros presos escutavam seus passos. Não as botas pesadas dos oficiais das SS — essas traziam terror — mas o andar constante e sereno de Bonhoeffer.


Movia-se pelos corredores como uma sombra de esperança


Recitava as escrituras de memória a homens que se tinham esquecido de como rezar. Partilhava a sua comida escassa com aqueles que morriam de fome. Consolava igualmente criminosos e dissidentes.


Um preso escreveu depois: "Quando Bonhoeffer falava, as paredes pareciam desaparecer. Por alguns minutos, lembramos como era ser humano”.


Os guardas não sabiam o que fazer com ele.


Lá estava um homem diante de uma morte quase certa e ainda assim parecia mais livre do que aqueles que tinham as chaves.


Em 1944, a Gestapo encontrou documentos que o ligavam à resistência contra Hitler. Foi transferido para o campo de concentração de Buchenwald. E depois para Flossenbürg.


Um lugar onde a esperança ia morrer.


Mas mesmo ali, rodeado de arame farpado e o cheiro da morte, Bonhoeffer continuou fazendo o que sempre tinha feito.


Rezei com os doentes. Acompanhava homens à beira de perder a razão. Partilhava o cobertor com presos que tremiam de frio.


Quando alguém lhe perguntou por que se incomodava — se ele mesmo estava marcado para a execução —, sua resposta foi simples:


"Porque eu ainda estou vivo".


No domingo, 8 de abril de 1945, Bonhoeffer realizou um último serviço. Leu de Isaías: “Pelas suas feridas fomos curados”.


Os presos choraram enquanto eu falava. Eles sabiam disso. Ele sabia disso.


O fim estava chegando.


Nessa noite, guardas das SS entraram na cela dele. Disseram-lhe para ir com eles.


Não perguntou para onde. Eu sabia disso.


Bonhoeffer dobrou sua manta com cuidado. Sussurrou uma oração. E deixou uma mensagem para um colega de cativeiro, o oficial britânico Payne Best.


"Diga ao meu amigo Bispo Bell que, para mim, isto não é o fim, mas o começo da vida".


E andou.


O sol ainda não tinha nascido. O pátio estava vazio, exceto pela forca esperando na luz cinzenta do amanhecer.


Uma testemunha contou depois que Bonhoeffer não parou de rezar. Sua voz firme. Suas mãos tranquilas. Seu rosto em uma paz que inquietava até os carrascos.


Não era bluff. Não foi negação.


Era a certeza silenciosa de um homem que já havia entregado tudo, menos a sua alma.


Talvez fosse porque Bonhoeffer acreditava que a morte não era um fim, mas uma porta. Talvez porque sabia que as suas palavras sobreviveriam ao regime que o estava a matar.


Ou talvez porque eu tinha decidido, muito antes, que há coisas que valem mais do que respirar.


Enforcado ao amanhecer de 9 de abril de 1945.


Sem cerimônia. Sem últimas palavras registradas. Sem um túmulo com o nome dele.


Apenas um pastor de 39 anos que escolheu coragem acima do conforto, verdade acima da segurança, amor acima da vida.


Duas semanas depois, as forças aliadas libertaram Flossenbürg.


Hitler estava morto em menos de um mês.


O suposto “Reich de mil anos” durou 12.


Mas as cartas e os escritos de Bonhoeffer continuaram vivos. Sua mensagem final chegou ao Bispo Bell. E a sua história espalhou-se por um mundo quebrado, faminto por exemplos de uma fé que não se quebra.


Hoje, milhões lêem suas palavras e descobrem algo extraordinário:


O valor real nem sempre ruge. Às vezes sussurra orações numa cela. Às vezes ele caminha sereno para a morte, cantando baixinho sobre a vida.


E às vezes, só às vezes, essa coragem silenciosa ressoa mais do que todos os gritos juntos.


Fonte: Encyclopaedia Britannica ("Dietrich Bonhoeffer" s. f. ) 

Subscrito 

Bonani

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