Morte e Transição Eterna

 


Ragnar Ericson, na adolescência, caiu através de uma camada de gelo em um riacho na Alemanha durante o inverno. Após lutar para quebrar o gelo e ficar sem fôlego, ele acabou inalando a água congelante e perdendo a consciência, momento em que sentiu seu corpo ser levado pela correnteza enquanto entrava em um estado de existência completamente diferente do físico.


Ao deixar o corpo, ele descreveu uma sensação avassaladora de expansão e unidade, onde sua consciência individual permanecia, mas se conectava a um número impossível de coisas simultaneamente. Ele vivenciou o que chamou de eternidade, um ponto singular onde a ausência de tempo e espaço permitia que tudo o que já aconteceu e o que ainda acontecerá coexistissem. Não havia distância entre os pontos, apenas uma presença imediata e absoluta em um estado de ser que transcendia a compreensão humana comum.


Nesse ambiente fora da matéria, ele foi envolvido por uma sinfonia de vozes, pensamentos e emoções, sentindo-se parte de uma "unidade singular" que conecta tudo o que existe. A sensação mais marcante foi a ausência total de medo e a presença de um amor puríssimo, que o fazia sentir-se seguro e acolhido. Ele percebeu que a 'morte' não era um fim, mas uma transição para um estado de conhecimento e sabedoria plena, onde a individualidade começava a se desconstruir para ser reintegrada ao todo.


A experiência foi descrita como extremamente real e duradoura, parecendo ter levado horas, embora no tempo físico tenham sido apenas alguns minutos. Ele sentia que estava prestes a compreender o funcionamento de todo o universo e estava animado com essa nova forma de existência, livre das limitações dos cinco sentidos e do corpo físico. Para ele, ficou claro que todas as pessoas que amava estariam lá em breve, pois o tempo não era mais uma barreira separadora.


O retorno ocorreu de forma súbita quando ele ouviu uma voz dizer "ainda não", sentindo-se então puxado de volta para a realidade física quando acordou sendo socorrido pelos paramédicos.

Subscrito


Bonani

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