"CLICHÊGELHO, EVANGELHO E O EFEITO DO AMOR PRÁTICO!"




Clichê pode ser definido como: frequência  previsível, repetitiva, padrão, chavão, monotonia, repetição, comum, trivial, banal, vulgar, chato, sem originalidade, tópico, igualdade, bordão,comum,modelo,molde,tipo vulgaridade, gravura,estampa, ilustração, talha, forma, matriz!

São frases de efeito nas mensagens,cultos, cultura, relações interpessoais, literatura, show gospel, etc! 
Nessa presente postagem, espero contribuir para esclarecer àqueles(as) que não pertencem ao meio a se familiarizarem com as expressões mais usuais encontradas no movimento evangélico da atualidade!
Faço isso por amor ao Evangelho que mais do que frase de efeito é o "efeito do amor prático!"
Vamos então à nossa pequena análise:

CLICHÊ EVANGÉLICO
O nosso objetivo é revelar os elos entre a linguagem e o grupo social dos evangélicos, que tem crescido bastante nos últimos anos, suas características e sua história, citando alguns exemplos de seu jargão.
Palavra-chave: 1 - lingüística, 2 - sociolingüística 3 - jargão,
0. Introdução
O nosso trabalho surgiu a partir de um convite para pesquisar o assunto feito pelo Prof. Afrânio Garcia e da vontade de conhecer no campo um maior número de vocábulos evangélicos, pois o material publicado é escasso.
Gostaríamos de ressaltar que será apresentada apenas uma visão geral do tema, pois esta ainda é preliminar do estudo que pretendemos oportunamente aprofundar.
1. Sobre o Jargão
Conforme Burke (1997) a maioria dos estudos sobre a língua de classe são bidimensionais, falhando ou na abordagem histórica ou na dimensão social. Mas é impossível fazer um bom trabalho do que seria a sociolingüística, sem prestar atenção à história social, já que ela é cheia de solidariedades e conflitos, continuidades e mudanças.
Sabemos que o jargão está relacionado ao ouvido do receptor e à língua do emissor. Portanto, podemos observar que palavras que eram consideradas jargão, com o tempo foram incorporadas ao uso corrente, tornando-se, algumas, indispensáveis.
O termo jargão tem sua origem na Idade Média, entre os séculos XII e XIII. Chaucer usava o termo para descrever o gorjeio dos pássaros, ou seja, ele estava ligado a um tipo de discurso ininteligível, como um gargarejo. Em meados do século XVI usava-se em inglês o termo gibberish (gorjeio) ou gabble (lengalenga) para designar o jargão, que já havia se espalhado por boa parte do mundo. Em português utilizava-se o termo gerigonça.
Espalhando-se entre várias línguas, o termo jargão passou a designar a linguagem dos marginalizados, próximo da definição moderna de gíria. Portanto, era o tipo de fala dos pedintes, ladrões e vigaristas, que era praticamente incompreensível para o cidadão comum. Uma “antilinguagem” de uma contracultura ou uma linguagem para marginais.
É interessante notarmos que alguns acreditavam que a fala dos mendigos era derivada da linguagem dos judeus, inclusive o reformador alemão Martinho Lutero.
Dependendo do contexto, o jargão também pode ser considerado uma língua simplificada ou de comércio.
O saber dessas línguas tornou-se mais notório entre séculos XVI e XVII. Burke (1997) cita que na Inglaterra, o clichê passou a referir-se também à linguagem dos filósofos escolásticos, provavelmente eles estavam sendo considerados vigaristas. O termo passou também para grupos religiosos, como os quacres e os puritanos.
Sabemos que muitos grupos têm a tendência de criarem os seus próprios jargões. Isso não está restrito somente às profissões, mas também aos esportes, especialmente depois de sua institucionalização.
Durante um bom tempo os jargões eram estudados como um conteúdo de mera curiosidade, mas especificamente até o século XIX, até o surgimento da Lingüística. Quando foram feitas tentativas de definir o jargão e a gíria observam-se que são línguas que servem como um tipo de suplemento ao vernáculo, não como uma alternativa do idioma.
A língua dos religiosos deu o ponta-pé inicial aos estudos sociolingüísticos, antes mesmo de ter esta nomenclatura, mais especificamente, a língua dos primeiros cristãos. Na Primeira Guerra surgiram vários estudos dedicados à gíria dos soldados. Além dos estudos sobre o jargão dos estudantes, definindo os jargões profissionais, conseqüentemente distinguindo o pidgin e crioulo.
O termo jargão foi criado para depreciar a língua dos outros, como se fosse um gargarejo. Tal noção de desprezo não é nova, os gregos já usavam  para retratar aqueles que não sabiam o idioma, não sendo capazes de produzir mais do que sons incompreensíveis para os ouvintes helênicos.
A crítica ao jargão está ligada ao modelo da gramática normativa, que é imposto por uma minoria, normalmente elitizada e preconceituosa, que o vê como uma deformação da língua, ou seja, defende-se o cânon ou pureza de um grupo que impôs um modelo “puro” vernáculo que rejeita o jargão dos outros grupos, todavia aceita o seu.
Grupos secretos (vide a maçonaria) têm a necessidade de utilizar uma língua que seja entendida somente pelos seus membros. Isto quer dizer que o uso do jargão por um grupo social é um dos meios mais potentes de inclusão e exclusão.
É importante perceber que para Câmara Jr. (1986:127) gíria e jargão seriam basicamente a mesma coisa. Ele cita Marouzeau (1943:36) quando diz que o jargão / gíria é “fundamentado num vocabulário parasita que empregam os membros de um grupo ou categoria social com a preocupação de se distinguirem da massa dos sujeitos falantes”.
Câmara Jr. (1986:127) ainda fala da Língua Especial, que trata de um simples vocabulário técnico, sem intenção de estilo do grupo. O que é diferente do jargão / gíria, já que num sentido amplo, ela representa um conjunto de vocábulos que generalizam o estilo de um determinado grupo. 
No caso dos evangélicos, podemos notar que é utilizada para se fazer a distinção de outros, portanto a definição de Língua Especial não se aplica, mas sim de jargão.
2. Sobre os Evangélicos
Os evangélicos representam o segmento religioso que mais cresce no Brasil. O ISER (Instituto Superior de Estudos da Religião) sugere que o número de evangélicos gira em torno de 13 % da população, chegando a 20% em alguns estados, como o Rio de Janeiro. Para os pessimistas o percentual nacional seria de 11 % e para os otimistas 22 %.
De qualquer forma, o crescimento é bem alto. Temos evangélicos em todas as classes sociais: gente famosa, gente desconhecida, cantores, médicos, professores, estudantes, políticos, motoristas, ambulantes, cientistas. Segundo Freston (1994), já tivemos até mesmo um presidente evangélico: Ernesto Geisel.
É importante salientar que existem basicamente dois grupos evangélicos: (1) os tradicionais (protestantes), como os batistas, os presbiterianos, os congregacionais e outros; e (2) os carismáticos (pentecostais), como a Assembléia de Deus, Nova Vida, Brasil para Cristo, Universal do Reino de Deus. O primeiro grupo possui uma liturgia mais próxima mais da européia, com um culto em alguns sentidos mais parecido com o católico, mais reflexivo sobre o texto bíblico. O segundo grupo dá ênfase às emoções e manifestações sobrenaturais. Às vezes, alguns grupos protestantes tornam-se pentecostais, como as igrejas batistas renovadas, presbiterianas independentes e outras, mas raramente um grupo pentecostal se torna protestante.
Um outro aspecto que precisa ser explicado é que nos últimos anos, tem crescido uma teologia vinda dos EUA de qualidade bastante duvidosa, a chamada Teologia da Prosperidade, que enfatiza a riqueza, a saúde, os milagres, a fé e, infelizmente, o dinheiro dos fiéis.
Podemos falar sobre os assunto sem muito constrangimento e medo de estarmos errados, porque o nosso olhar é de quem está dentro. Somos evangélicos, e participamos de movimentos para-eclesiásticos que visam, entre outras coisas, lutar contra a distorção da fé cristã evangélica.
Essa teologia foi praticamente banida dos EUA, exceto nas redes de televisão, mas em países de Terceiro Mundo tem produzido muito estrago. Pessoas que vêm buscar nas igrejas alívio para o sofrimento, encontra esperança, mas nem sempre um ambiente saudável, com gente dando cada vez mais para alcançar as bênçãos, num tipo de capitalismo cristão moderno, sem nenhum compromisso ético.
Com a missão de expandir a fé, notamos o quando os grupos evangélicos (protestantes e pentecostais, ligados ou não à Teologia da Prosperidade) investem na divulgação: são programas de televisão durante praticamente todo o dia, em rádios AM e FM, com pregações e músicas cristãs 24 horas por dia, sete dias da semana, além de outdoors, faixas, camisas, “cruzadas” em praças públicas e mais meio mundo de coisa. É principalmente neste ambiente que encontramos as frases típicas do grupo.
3. Sobre o Discurso dos Evangélicos
É curioso notar que eles baseiam boa parte do discurso num livro que terminou de ser escrito a cerca de 2000 anos, a Bíblia, num ambiente bem diferente do nosso, em países diferentes do nosso, e com muitos símbolos e metáforas.
Um exemplo, obviamente, esteriotipado, que gostamos de citar é o de uma frase do Senhor Jesus que dizia “Em verdade, em verdade vós digo que...”. A forma enfatiza a palavra verdade com a intenção de confirmar que é real o que ele diz, ou seja, seria como dizer o seguinte “o que vou dizer é verdadeiro mesmo, e eu tenho autoridade para dizer...”.
Agora imaginemos, um jovem evangélico pedindo uma moça em namoro. Provavelmente ele poderia dizer algo “meio fora de contexto”, se não tivesse bom-senso. Algo como, “Em verdade, em verdade, te digo, que estou afim de vós (sic)”. É claro que é um exemplo exagerado e risível, até mesmo pelo uso equivocado das formas pronominais “te” e “vos”, mas serve para ilustrar o uso de um estilo fora de seu contexto.
O que o grupo tem (ou teve?) como marca é, sem dúvida, seu isolamento, físico ou psicológico, do resto do mundo.
Agora vejamos alguns exemplos bem típicos de jargão evangélicos. Por questão de espaço selecionamos vinte exemplos, que posteriormente serão ampliados com o prosseguimento da pesquisa:
1). “as pessoas do mundo” / “... quando eu era do mundo”
Essa expressão dá a impressão que os evangélicos são extraterrestres ou foram seqüestrados por discos voadores. Na realidade, o termo kosmos significa ‘mundo organizado’ que se opõe a Deus, dentro do conceito neotestamentário.
No Antigo Testamento encontramos o termo como ‘todas as coisas’ ou ‘o céu e a terra’. O conceito neotestamentário também indica que a humanidade é a parte mais importante do universo, é o vocábulo grego que passa a ser utilizado no sentido de seres humanos, sinônimo de he) oiloumene ge), que significa ‘terra habitada’, ou seja, são três significados diferentes para o termo e os evangélicos usam mais o primeiro sentido.
2) “Tremendo”
Temos observado como a maioria das pessoas que a usam são evangélicos. Ao invés de usar um calão, eles usam “tremendo” para expressar algo fantástico, mesmo uma experiência muito forte. A forma surgiu nesse contexto a partir do movimento conhecido como G12, que é um grupo de estudo bíblico, em que as pessoas têm o compromisso de não dizer o que aconteceu para atiçar a curiosidade dos outros.
3) “Inimigo”
A maioria usa como eufenismo, para evitar “demônio” que aparece no Antigo Testamento como sã‘ïr e she)dh. A primeira forma significa ‘cabeludo’, e coloca o demônio como um sátiro. O segundo termo tem sentido duvidoso, mas parece indicar a mesma coisa.
No Novo Testamento a designação usual é daiomonion, que é um diminutivo de daimõn, referência a seres espirituais contrários a Deus e aos seres humanos, sendo Belzebu o seu príncipe.
O eufenismo também é utilizado para evitar “diabo”, no grego caluniador, acusador, ho diabolos, e “Satanás”, no hebraico adversário, sãtãn.
Uma outra forma é a designação inimigo a qual tem crescido muito a partir da chamada Teologia da Prosperidade, que atribui um sentido mágico às palavras.
4) “O sangue de Jesus tem poder!”
No texto bíblico, sangue significa sacrifício para remissão de pecados, já que no Antigo Testamento um animal era sacrificado para expiar o pecado do povo, com a morte de Jesus, o termo indica a morte expiatória do Salvador.
5) “Queima!”
O mesmo que destruir pelo fogo, que é o símbolo do Espírito Santo. Portanto, tudo que é impuro que leva o cristão ao pecado, deve ser queimado pela ação sobre-natural de Deus (Mt 3.12). Quando os evangélicos usam a forma ‘Vamos orar para Jesus mandar fogo aqui’, significa que eles estão pedindo a presença do Espírito Santo para vencer os pecados.
6) “Inspiração”
Forma que ocorre duas vezes na tradução da Bíblia para o português (Jó 35.10 e 2 Tm 3.16). A primeira vem da forma hebraica nathan, que quer dizer dar. Já a segunda, a palavra inspirada vem do adjetivo theopneustos significando ‘soprado para fora da parte de Deus’, ‘expirado divinamente’. O ‘sopro’ ou ‘espírito de Deus’, em hebraico rüah neshmä, no Antigo Testamento, denota o exercício ativo de Deus na criação do mundo, na sua preservação, revelação dos seus profetas. Já o Novo Testamento usa o termo sopro, no grego pneuma, para designar a pessoa do Espírito Santo, que proporciona entendimento espiritual. No discurso evangélico tem sido utilizado como forma de pedido da atuação do Espírito Santo na pregação, na oração ou na música.
7) ‘Não toque no ungido do Senhor!’
A expressão aparece duas vezes na Bíblia, em I Crônicas 16:22 e Salmos 105:15; ambas as referências estão ligadas aos patriarcas. E tem sido utilizada para evitar questionamentos dos fiéis aos pastores, sobretudo os que estão ligados à Teologia da Prosperidade. A palavra unção quer dizer separado por/para Deus.
8) ‘Levantar louvor’
No hebraico temos as formas hãlal (algo como ‘fazer ruído’), yãdhâ (ações ou gestos corporais que acompanham o louvor) e zãmar (música tocada ou cantada). No grego vemos principalmente o vocábulo eucharistein (literalmente ‘agradecer’) usado quando com pessoas íntimas. O termo mais formal seria eulogein (bendizer).
Levantar o louvor significa fazer com que a música, a adoração chegue até as nuvens, ao céu, até Deus.
9) ‘Vou determinar’
Outra forma surgida no meio neopentecostal que traz a idéia de que se pode motivar, gerar ações no mundo através de palavras. Quando se diz, por exemplo, ‘vou determinar um carro’ está se afirmando que o emissor está criando condições no mundo espiritual para que se “manifeste” um carro no mundo físico para ele!
10) ‘Irmão
A forma surge para expressar que os evangélicos são filhos de Deus, portanto, quando eles se encontram tratam o outro como ‘irmão’, pois todos fazem parte de uma mesma família, a igreja.
11) ‘Tá amarrado’ / ‘Tá repreendido’
Baseado em textos bíblicos que sugerem que o mal pode ter seu poder reduzido (Marcos 3.27, Judas 9). A teologia clássica não sugere um poder mágico nas palavras, mas modernamente tem sido usado neste sentido, daí a necessidade de tomar-se cuidado com as palavras utilizadas, pois podem atrair o mal para o outro. A defesa seria neutralizar o poder do mal através do ‘amarrar’.
12) ‘Jesus te ama’
É um exemplo clássico baseado em vários textos que falam que Jesus Cristo morreu por amor aos homens.
13) ‘A paz do Senhor’
O vocábulo surge primeiramente no Antigo Testamento, shãlôn, que significa ‘algo completo’, ‘saúde’, ‘bem estar’. É utilizado quando alguém deseja o bem-estar de outrem, podendo também designar prosperidade material ou espiritual. No texto, ela está associada com a retidão e com a verdade, mas nunca com a impiedade.
Em grego o vocábulo cire)ne) tinha um significado negativo, através da tradução do Antigo Testamento do hebraico para o grego (Septuaginta) a palavra passa a ter o sentido de prosperidade espiritual.
O Novo Testamento sugere o bem-estar entre os cristãos dado por Deus, contrário a pax romana que era ‘temporal e imposta pelo Estado’.
14) ‘ A obra’ / ‘o trabalho’
Os três empregos principais desse vocábulo [obra], embora distintos, estão essencialmente relacionados - as obras de Deus, as obras de Jesus Cristo, e as obras do homem em relação à fé’. (Douglas, 1983:1135)
Os principais vocábulos para trabalho no hebraico são ma‘aseh, que aparece 181 vezes; mela’khâ, 117 vezes; põ‘al, 30 vezes, além dos termos yeghï‘a (labor, cansaço), ‘ãmãl (labor, miséria). Os termos gregos são ergon, 142 vezes; o substantivo abstrato energeia, usado especificamente pelo apóstolo Paulo; além de kopiaõ (labutar, esfalfar-se) e ergate)s (trabalhador).
Os dois termos estão associados à atividades que os homens fazem para Deus. A igreja e o culto de rua são vistos como um trabalho, uma obra de Deus.
15) ‘Misericórdia’
Douglas (1983:1054) diz que
Acompanhar o conceito de misericórdia, na Bíblia em português é algo complicado devido o fato que há diversas raízes hebraicas e gregas traduzidas como ‘misericórdia’, etc., além de outras traduções sinônimas, tais como ‘bondade’, ‘graça’, ‘favor’ e verbos cognatos.’
Quando o evangélico usa a expressão misericórdia está pedindo que Deus tenha um sentimento doloroso de bondade para ele por causa de algum erro cometido.
16) ‘Aleluia’
É transliteração da liturgia hebraica hallelü-yâh, o mesmo que ‘louvai vós Yah’, forma abreviada de Yahweh. No Novo Testamento, a expressão significa adoração cristã.
No culto evangélico pode ser substituído por ‘louvado seja Deus’, ‘glórias a Deus’, ‘graças a Deus’, entre outros.
17) ‘Ímpio’
Refere-se àquela pessoa que não é da religião cristã-evangélica, em alguns casos pode significar ‘perverso’.
18) ‘Tomar posse da bênção’ / ‘Tá na bênção’
Bênção no hebraico é berãkhâ, que denota a concessão de bem, geralmente material. No grego, o termo é eulogia que traz o sentido de bem espiritual transmitido pelo evangelho.
A forma ‘tomar posse da bênção’ também surgiu a partir da Teologia da Prosperidade, no sentido de adquirir prosperidade material, já a forma ‘tá na bênção’ pode ter o mesmo sentido da frase anterior ou da forma grega. Normalmente o segundo sentido é mais comum.
19) ‘Tributar’
O mesmo que ‘prestar, render, dedicar’ a Deus alguma coisa. Vem da palavra ‘tributo’, que é o que o Estado paga a outro em sinal de dependência ou o imposto lançado ao povo pelos governos. A noção seria de dedicar o culto, a música, as honras somente a Deus acenando para sua vinculação.
20) ‘Evangelizar’
Em grego euangelion, quer anunciar as ‘boas novas’. É mesmo que pregar o texto bíblico para as pessoas que não seguem a fé evangélica.
4. Conclusão
O objetivo do trabalho foi falar um pouco sobre a cultura evangélica e de como ela se manisfesta no discurso. O discurso evangélico é rico em vocábulos extraídos do texto bíblicos e nas traduções antigas, que utilizam palavras que não são muito comuns hoje para a maioria dos falantes. Uma das formas de se sentir aceito e fazendo parte do grupo é através da incorporação deste discurso.
Sua utilização pode gerar uma grande dificuldade de comunicação quando o outro não é conhecedor do significado específico de certos vocábulos, promovendo a antítese daquilo que é o desejo da fé evangélica - a divulgação de sua fé.
Por outro lado, em alguns momentos, o desejo de se manter isolado do restante do mundo (kosmos), provocado por algum tipo de perseguição religiosa, leva ao discurso que mais se parece com o gorjeio, principalmente no interior do Brasil, essencialmente católico, no passado.
Além disso, o jargão evangélico serve também para complementar nosso vernáculo. Seu estudo torna-se relevante graças à amplitude do grupo na atualidade, assim como pelo transbordamento do seu uso que já não está tão restrito à religião.
Por questão de espaço não pudemos usar todas as palavras coletadas até o momento. Esperamos que o trabalho possa ser lido e criticado para melhoramos na próxima publicação sobre o assunto.

5. Bibliografia
Bíblia online: a maior biblioteca da Bíblia em CD-ROM no Brasil. Barueri : Sociedade Bíblica do Brasil, 1998.
Bíblia Sagrada, A. Tradução na linguagem de hoje. São Paulo : Sociedade Bíblica do Brasil, 1988.
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BOYER, O. S. Pequena enciclopédia bíblica. 20 imp. São Paulo : Vida, 1983.
BURKE, Peter,e PORTER, Roy (org). Línguas e jargões: contribuições para uma história social da linguagem. Tradução Álvaro Luiz Hattnher. 1 reimp. São Paulo : Fundação Editora da UNESP, 1997.
CÂMARA JR., Joaquim Mattoso. Dicionário de lingüística e gramática. 16 ed. Petrópolis : Vozes, 1986.
CÉSAR, Elben M. Lenz. História da evangelização do Brasil: dos jesuítas aos neopentecostais. Viçosa : Ultimato, 2000.
DOUGLAS, J. D. (org.). O Novo Dicionário da Bíblia. Editor em Português. R. P. Sheed. São Paulo : Edições Vida Nova, 1983.
FRESTON, Paul. Evangélicos na política brasileira: história ambígua e desafio ético. Curitiba : Encontrão, 1994.
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 7 ed. Rio de Janeiro : Fundação Getúlio Vargas, 1978.
ROMERO, Paulo. Evangélicos em crise: decadência doutrina na igreja brasileira. São Paulo : Mundo Cristão, 1995.

BONANI

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