Epigenética e os Traumas dos Antepassados
Não é metáfora vazia. É uma hipótese científica sustentada por evidências reais.
A ciência descobriu que algumas cicatrizes não desaparecem simplesmente com o tempo. Elas não alteram o DNA em si, mas podem influenciar a forma como certos genes são ativados ou silenciados ao longo da vida.
Isso se chama Epigenética.
Estudos mostram que traumas severos vividos por pais ou avós, como fome extrema, guerras ou estresse intenso, podem, em alguns casos, deixar marcas químicas associadas ao material genético. Essas marcas atuam como reguladores, funcionando como interruptores biológicos que alteram a resposta do organismo ao ambiente.
Em determinadas situações, parte dessas alterações pode ser transmitida para as gerações seguintes.
Isso significa que você pode herdar uma predisposição maior à ansiedade, ao medo ou a respostas exageradas ao estresse, mesmo sem ter vivido diretamente o evento que deu origem a isso.
O que seus antepassados sentiram não determina quem você é, mas pode influenciar a sua biologia hoje.
A boa notícia é que esses processos são dinâmicos. Muitas marcas epigenéticas podem ser modificadas ao longo da vida. Ao cuidar da sua saúde mental agora, você não está apenas ajudando a si mesmo, e isso pode melhorar o ambiente emocional e biológico em que futuras gerações vão se desenvolver.
A ciência ainda está avançando. Mas uma coisa já é clara: o passado não fica só na memória. Em alguns casos, ele ecoa no corpo.
Subscrito
Bonani

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