A Bíblia e os Enredos da Literatura Ocidental
Northrop Frye, pastor protestante e, depois de Aristóteles, o maior dos críticos literários, demonstrou em "The Great Code" que praticamente todos os enredos da literatura ocidental provêm de raízes bíblicas.
Dessa observação pode-se concluir, sem erro, que a literatura ocidental inteira é parte essencial do processo que Eric Voegelin chamou "descompactação dos símbolos", pelo qual os velhos símbolos se apresentam em versões cada vez mais diferenciadas, renovando possibilidades de intelecção que a passagem do tempo ia tornando opacas.
Isso quer dizer que NÃO É A MESMA COISA ler a narrativa bíblica com uma consciência literária desenvolvida e lê-la tão somente com o suporte teológico-dogmático.
"A Bíblia é, antes de tudo - para usar uma palavra não menos precisa por ser um termo da moda - um mosaico: um padrão de mandamentos, aforismos, epigramas, provérbios, parábolas, enigmas, perícopes, dísticos paralelos, frases formuladas, contos populares, oráculos, epifanias, Gattungen, Loggia, trechos de versos ocasionais, glosas marginais, lendas, fragmentos de documentos históricos, leis, cartas, sermões, hinos, visões extáticas, rituais, fábulas, listas genealógicas e assim por diante quase indefinidamente.".
Subscrito
Bonani

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