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“De onde veio Deus?”

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  Essa pergunta parte de uma suposição errada. Ela já mostra que você está pensando no Deus errado, porque o Deus da Bíblia não é afetado por tempo, espaço ou matéria. Se Ele fosse afetado por tempo, espaço ou matéria, então não seria Deus. Tempo, espaço e matéria formam o que chamamos de um contínuo. Os três precisam ter vindo à existência ao mesmo tempo. Se houvesse matéria, mas não houvesse espaço, onde você colocaria essa matéria? Se houvesse matéria e espaço, mas não houvesse tempo, quando isso aconteceria? Não é possível ter tempo, espaço ou matéria de forma independente. Eles precisam surgir simultaneamente. A Bíblia responde isso em apenas dez palavras, logo no início de Gênesis: “No princípio” representa o tempo. “Deus criou os céus” representa o espaço. “E a terra” representa a matéria. Aqui temos tempo, espaço e matéria criados juntos, de uma só vez. É como uma trindade de trindades. O tempo se divide em passado, presente e futuro. O espaço possui comprimento, largura e ...

O Maravilhoso Paradoxo de Viver

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 Há algo de trágico no simples fato de viver. Não porque tudo termine mal, mas porque somos obrigados a escolher antes de compreender. Tomamos decisões com informações insuficientes, desejos contraditórios e um tempo que não nos devolve as oportunidades perdidas. Quando finalmente entendemos o que aconteceu, muitas vezes já é tarde para fazer diferente. O mundo não assume compromisso algum com nossa necessidade de justiça ou sentido. O sofrimento não é distribuído segundo o mérito; a prudência não assegura proteção; o amor não garante permanência. Envelhecemos enquanto ainda ensaiamos quem gostaríamos de ser. Carregamos vidas que não vivemos e perdas que nenhuma maturidade transforma necessariamente em aprendizado. Mas há uma armadilha nessa lucidez: converter a tragédia em resignação. Nietzsche nos confrontaria com uma pergunta desconfortável: por que continuamos exigindo que a vida corresponda às nossas expectativas de ordem? Reconhecer a crueldade, a contingência e a perda não s...

Por que os Piores Chegam ao Poder?

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  Há uma contradição persistente na história política brasileira: mudam os governos, os discursos e as promessas de transformação, mas práticas como o clientelismo, a concentração de poder e a preservação de privilégios permanecem. Em O Caminho da Servidão (1944), Friedrich Hayek apresenta, no capítulo “Por que os piores chegam ao poder”, uma reflexão inquietante: determinadas estruturas políticas podem favorecer indivíduos dispostos a manipular, coagir e ultrapassar limites morais para conquistar e preservar a autoridade. A questão, portanto, não é apenas quem chega ao poder, mas por que continuamos reproduzindo as condições que favorecem sua ascensão. Desde o período colonial, a organização política brasileira foi marcada pela concentração de recursos e pela dependência em relação às autoridades. O coronelismo demonstrou como o exercício do voto podia coexistir com relações de submissão e troca de favores. Posteriormente, tanto o Estado Novo quanto a ditadura militar utilizaram p...

Momento Psicanalítico - "OS COMPLEXOS FAMILIARES: O PASSADO QUE CONTINUA DENTRO DE NÓS"

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Nem sempre um homem (ou uma mulher) percebe o quanto suas experiências com o pai e a mãe continuam influenciando sua vida adulta. Às vezes, ele busca aprovação em excesso, tem dificuldade de impor limites, teme ser rejeitado ou procura na parceira o afeto que sentiu faltar na infância. Em outros casos, reage à autoridade com revolta ou sente que nunca é bom o bastante. Freud nos convida a investigar como as primeiras relações deixam marcas na maneira como amamos, confiamos e nos relacionamos com o mundo. Isso não significa culpar os pais por tudo o que acontece em nossa vida. Significa reconhecer padrões que talvez tenhamos aprendido sem perceber. Você não escolheu todas as marcas que carrega, mas pode começar a compreender como elas influenciam suas escolhas. Afinal, quantas vezes você está reagindo ao presente sem perceber que algo do passado ainda está gritando dentro de você? Bonani

A Arte de Ter Razão Mesmo Estando Errado

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  O grande erro de quem tenta compreender certos movimentos políticos, especialmente os revolucionários, é acreditar que uma contradição representa uma fraqueza. Imagina-se que basta demonstrar a incoerência de uma ideia para desacreditá-la. Mas, na lógica dialética utilizada como instrumento de poder, a contradição não é um problema, é uma vantagem. Pode-se defender uma posição e manter seu contrário como alternativa. Se uma funciona, aproveita-se o resultado; se fracassa, utiliza-se a outra. O importante já não é a coerência dos princípios, mas a capacidade de tirar proveito de qualquer situação. É uma lógica em que até mesmo o absurdo pode ser útil, desde que contribua para manter o poder. A mente humana não funciona como um computador. Nosso pensamento se desenvolve também por oposições. Quando acreditamos em alguma coisa, a possibilidade da dúvida já existe em nossa consciência. Não há convicção sem a possibilidade de questionamento. A dialética parte justamente dessa caracter...

Manter o Comando dos Impulsos em Um Mundo em Colapso

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  Ok A maioria gasta a vida inteira tentando reformar o caos externo, ignorando que o verdadeiro império é interno. Tentar consertar a loucura alheia não é altruísmo; é desperdício. Poucos  entendem que o mundo sempre foi uma estrutura em colapso; a questão não é impedir a queda, é não ser esmagado por ela enquanto você mantém o comando sobre seus impulsos. Saber disso é apenas o começo. A verdadeira maestria exige entender as engrenagens ocultas que movem as peças deste jogo, algo que poucas pessoas estão preparadas para processar sem perder o sono. Subscrito  Bonani  

Declaração Política de um Cidadão Ilustre e Desconhecido

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Eu me posiciono. Todos os dias! Me posiciono ao acordar cedo, ao trabalhar, ao pagar minhas contas, ao não furar fila, ao cuidar da minha rua.  Me posiciono quando respeito quem pensa diferente de mim, o que hoje já é um ato revolucionário. Não me filiei a torcida. Torcida cobra ingresso caro e entrega pouco. Não sou de esquerda. Não sou de direita. Sou de dentro. De dentro da minha casa, da minha família, do meu trabalho. É aqui que a política real acontece. O resto é barulho em rede social. Minha ideologia é simples: bom senso, trabalho e liberdade para cada um viver como quiser, desde que não atrapalhe o outro. Acredito no Estado que funciona, e não no Estado que lacra. Acredito em menos discurso e mais resultado. Por isso sou um cidadão ilustre. Porque todos me conhecem quando precisam de ajuda. E sou desconhecido. Porque nunca apareço quando precisam de plateia. Não vou discutir nos comentários. Não vou vestir a camisa de político nenhum. Político não é time, é funcionário. Se...

Não Sabeis o que Acontecerá Amanhã

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  " Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e ganharemos;  ... não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.".  (Tiago 4:13-14) Lênin: o homem que ajudou a transformar o destino de milhões, mas não conseguiu controlar o próprio corpo O homem que ajudou a mudar o destino de milhões de pessoas já não conseguia decidir sozinho sobre os movimentos do próprio corpo. Em 1923, Vladimir Lênin, um dos líderes políticos mais influentes do século XX, vivia praticamente afastado do poder que havia ajudado a conquistar. Seu corpo estava debilitado, sua fala havia sido profundamente afetada e sua mobilidade estava comprometida. Ele tinha apenas 53 anos. Lênin liderou a Revolução Bolchevique de 1917, que derrubou o Governo Provisório russo e abriu caminho para a construção de um novo regime. À frente do governo revolucionário, participou da forma...

O Hoje, o Presente do Indicativo e a Jornada da Fé!

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¹³ Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;¹⁴ Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.¹⁵ Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação.¹⁶ Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.¹⁷ Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?¹⁸ E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?¹⁹ E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade. Hebreus 3:13-19  Alguém certa vez escreveu: "Há na língua portuguesa um tempo verbal que deveria ser estudado menos pelos gramáticos e mais pelos filósofos, teólogos, pensadores e principalmente os "Discípulos de Jesus". Chama-se futuro do pretéri...

Sobre as eleições e a escolha de um dos candidatos.

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"O negócio tá assim. Você abre a porta da sala e entra e a porta se fecha. Aí você descobre que está numa sala cheia de "merda" e tem dois corredores bem apertados de cada lado e você tem de passar para abrir a porta do outro lado escolhendo um deles." Essa é a escolha dessas eleições. Bonani  

QUANDO MENOS SE ESPERA, O QUE SERIA, JÁ ERA

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Há na língua portuguesa um tempo verbal que deveria ser estudado menos pelos gramáticos e mais pelos filósofos. Chama-se futuro do pretérito, e o nome, à primeira vista técnico e inofensivo, guarda uma pequena tragédia: é o futuro que mora dentro do passado, o amanhã que já nasceu velho, a promessa que se conjuga com voz de lembrança. "Seria" é o verbo de tudo aquilo que esteve a um passo de acontecer e, no entanto, permaneceu suspenso na beira do mundo, como um pássaro que abre as asas para o voo e descobre, no instante seguinte, que a árvore onde pousaria já foi cortada. E há, na fala do povo, uma expressão que completa a gramática com a crueza que só a rua conhece: "já era". Duas palavras e um velório inteiro. O pretérito imperfeito, que nas aulas aprendemos como o tempo da continuidade, do que durava, do que costumava ser, vira na boca das pessoas o carimbo do irremediável. Quando se diz "já era", diz-se que algo passou sem pedir licença, que o trem pa...

Um humano mais humano a descobrir o melhor do humano dentro de mim.

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Em tempos de tanta polaridade política, religiosa, filosófica e de gênero que a cada dia dissemina  o ódio, preconceito, guerras, principalmente através das  ideias, notícias, informações, cultura ou boatos que a cada instante se  tornam amplamente conhecidos ou propagados entre as pessoas... Tenho ocupado o meu tempo precioso e a minha alma em construir o bem interior, projetando-o para o bem exterior.  Tenho lido, meditado e prospetado à partir do subsolo da minha alma e no uso da minha fé, ser um humano mais humano a descobrir o melhor do humano dentro de mim. Abaixo alguns trechos das minhas leituras:    Bonani

O Canis lupus politicus

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  Político! Um mal necessário? Um sistema impossível de se desvencilhar? Um modelo de gestão das questões sociais quer por bem ou por mal tem de funcionar? Um tipo de controle que tolhe a capacidade politico-pensante do cidadão? O que hoje para você significa o político? Há na atual conjuntura, pessoas que desejam representar com excelência os anseios, necessidades, expectativas e sonhos de uma sociedade?  Confesso a vocês que  "estou", não "sou", pontualmente pessimista nesse tema. Politica que para mim deveria ser aquilo que o mais  importante na sociedade de hoje, como: o brilhar da liberdade instruída, da democracia institucionalizada e da elevação da consciência, parece-me ofuscada e totalmente enlameada, obstruindo a limpidez democrática. Não encontramos mais diálogo e consenso  que viabilizam o mínimo da lógica e do sonho, que  ainda que pareça  utópico, entretanto, único e útil para a convivência de todos.  Dito isto como um desabafo, segu...

A Nova Esfera da Fé: Cristo no Centro de Todas as Coisas!

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  Fizemos uma reforma no palco da Igreja. Ficou lindo. Os irmãos que trabalharam para o confeccionar o fizeram com excelência.  Nesse processo, surgem sempre novas ideias, propostas, conselhos do tipo: porque não colocar uma Arca da Aliança, um Candelabro, umas tábuas representando a Lei de Moisés? Fora outras boas intenções boas e sugestivas  que surgem como, a Bandeira de Israel, de Portugal, do Brasil, etc.  É claro que eu levo em conta tais ideias, entretanto eu respondo em tom de brincadeira, e,  ao mesmo tempo com muita seriedade, sem cinismo ou depreciação por nenhuma proposta: "vamos evitar presepada", ou seja, fazer do lugar onde ministramos a Palavra e os Louvores um presépio gospel.  Creio que sabiamente;  os irmãos que trabalharam e tiveram a ideia estética do novo modelo implantado, foram muito felizes na concepção, construção e entrega do trabalho. A didática que desejo passar como Ministro de uma Nova Aliança é a de  transmitir que ...

Não Case!

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"Malum eligendum minimum". Minha Análise entre o Ruim e o Pior.

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  A imagem dos candidatos cabisbaixos em um cenário nebuloso e cinzento é a minha visão do atual cenário político do Brasil.  Ter de tomar uma decisão sem neutralidade, numa configuração que faz meu estômago sentir náuseas diante de duas figuras que em absoluto não representam meus o perfil de líderes exemplares no comando de uma Nação, é um exercício sacrificial muito grande que parece estuprar a minha consciência cidadã! Uma vez dito isto, qual será minha melhor opção diante da responsabilidade e direito do  voto em um regime democrático, sabendo que qualquer que conquistar a cadeira de representante maior de uma Nação, pode trazer um cenário mais grave do que o atual?  Penso que; na decisão política, diante da escolha entre o ruim e o pior, a atitude clássica recomendada pela filosofia política é a adoção do princípio do "menor dos males" (malum eligendum minimum). Essa abordagem defende que, em cenários imperfeitos, a omissão ou a busca por uma pureza idealista p...

O silêncio das palavras não ditas: A Poesia do Incompleto

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  Entre o que sentimos e o que dizemos abre-se um intervalo que nenhuma gramática conseguiu ainda medir. Não é um abismo no sentido trágico da palavra, desses que engolem; é antes uma fenda estreita, quase imperceptível, por onde escorre aquilo que fomos sem conseguir declarar. Ali habitam as frases ensaiadas diante do espelho e nunca pronunciadas, os gestos que o corpo começou e a timidez interrompeu, as cartas escritas mentalmente durante insônias inteiras e jamais postas no papel. Esse intervalo tem uma substância curiosa: é feito de ausência, e no entanto pesa. É feito de nada, e no entanto ocupa espaço. Chamamos a isso saudade quando olhamos para trás, e angústia quando olhamos para a frente, mas é sempre a mesma matéria, a matéria do não acontecido. O silêncio, que costumamos tomar por simples falta de som, revela-se então um arquivo. Ele não é vazio; é saturado. Guarda as hesitações com a fidelidade de um tabelião, e quando enfim nos calamos diante de alguém, ele não nos dei...