A Nova Esfera da Fé: Cristo no Centro de Todas as Coisas!

 

Fizemos uma reforma no palco da Igreja. Ficou lindo. Os irmãos que trabalharam para o confeccionar o fizeram com excelência. 

Nesse processo, surgem sempre novas ideias, propostas, conselhos do tipo: porque não colocar uma Arca da Aliança, um Candelabro, umas tábuas representando a Lei de Moisés? Fora outras boas intenções boas e sugestivas  que surgem como, a Bandeira de Israel, de Portugal, do Brasil, etc. 

É claro que eu levo em conta tais ideias, entretanto eu respondo em tom de brincadeira, e,  ao mesmo tempo com muita seriedade, sem cinismo ou depreciação por nenhuma proposta: "vamos evitar presepada", ou seja, fazer do lugar onde ministramos a Palavra e os Louvores um presépio gospel. 

Creio que sabiamente;  os irmãos que trabalharam e tiveram a ideia estética do novo modelo implantado, foram muito felizes na concepção, construção e entrega do trabalho.

A didática que desejo passar como Ministro de uma Nova Aliança é a de  transmitir que a realidade que o Evangelho nos traz,  revela apenas Jesus Cristo como centro de toda adoração, senhorio, intercessão  e divindade sem a necessidade de nenhum outro elemento ou adorno representativo.

Para esclarecer mais o que entendo sobre esse tema, segue abaixo um texto que creio ser esclarecedor!

"No Monte da Transfiguração, uma revelação sem precedentes foi concedida aos discípulos. 

Ali estavam Moisés, representando a Lei; 

Elias, representando os Profetas; 

e os três apóstolos, representando a futura Igreja. 

Contudo, quando a nuvem da glória os envolveu, ouviu-se a voz do Pai:


"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o."


Nesse momento, a antiga ordem cedeu lugar à plenitude da revelação divina. Moisés não foi apresentado para ser ouvido. Elias não recebeu a atenção central. Os apóstolos não foram exaltados. O Pai apontou exclusivamente para Jesus.


A Nova Aliança inaugura uma nova esfera de fé, onde tudo converge para Cristo e dele recebe significado. A Lei encontra nele o seu cumprimento. Os Profetas encontram nele a sua realização. Os apóstolos recebem dele a sua autoridade. O culto, a adoração e a esperança dos santos encontram nele o seu destino final.


A Arca da Aliança apontava para a presença de Deus, mas Cristo é o verdadeiro Emanuel, Deus connosco. O candelabro iluminava o Lugar Santo, mas Cristo é a Luz do mundo. Os sacrifícios anunciavam redenção, mas Cristo é o Cordeiro perfeito. O sacerdócio ministrava diante de Deus, mas Cristo é o Sumo Sacerdote eterno.


Diante dele, Moisés se curva, pois o Legislador encontra o Autor da graça. Elias se rende, pois o profeta contempla a Palavra viva. Pedro, Tiago e João se prostram, pois reconhecem naquele homem glorificado o Senhor dos céus e da terra.


Na Nova Aliança, ninguém divide a glória com Cristo. Nem a Lei, nem os Profetas, nem os Apóstolos ocupam o trono. Todos apontam para Ele. Todos testemunham acerca dEle. Todos se submetem a Ele.


Cristo é o centro da revelação, o fundamento da fé, o cumprimento das promessas e o Senhor da Igreja. Nele a Antiga Aliança encontra o seu propósito. Nele a Nova Aliança encontra o seu poder. Nele convergem todas as coisas visíveis e invisíveis.


Por isso, a verdadeira fé não se apoia em símbolos, homens ou instituições, mas somente em Jesus Cristo, o Filho amado do Pai. Quando a nuvem da glória se dissipou, os discípulos ergueram os olhos e viram apenas Jesus.


E esta continua a ser a mensagem do Reino: quando tudo passar, quando toda figura profética tiver cumprido a sua missão, quando toda autoridade delegada tiver terminado a sua obra, permanecerá somente Cristo, exaltado acima de todos, adorado por todos e glorificado para sempre.


Cristo: O Centro da Nova Esfera da Fé


No Monte da Transfiguração, Deus revelou de forma inequívoca quem ocupa o lugar supremo na Sua economia eterna. Ali estavam Moisés, representante da Lei; Elias, representante dos Profetas; e Pedro, Tiago e João, representantes da futura Igreja. Porém, quando a nuvem da glória os envolveu, ouviu-se a voz do Pai:


"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o." (Mateus 17:5)


O Pai não disse: "Ouvi Moisés". Não disse: "Ouvi Elias". Nem disse: "Ouvi os apóstolos". O mandamento celestial foi dirigido exclusivamente ao Filho.


Quando a visão terminou, os discípulos ergueram os olhos:


"E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus." (Mateus 17:8)


Esta é a essência da Nova Aliança: tudo converge para Cristo.


A Lei se sujeita a Cristo


Moisés foi um servo fiel na casa de Deus, mas Cristo é o Filho sobre a casa.


"Moisés era fiel em toda a casa de Deus como servo... mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa." (Hebreus 3:5-6)


A Lei foi dada por intermédio de Moisés, mas sua plenitude veio em Jesus:


"Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo." (João 1:17)


Por isso Paulo declara:


"O fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê." (Romanos 10:4)


A Lei não desaparece; encontra o seu cumprimento perfeito no Filho.


"Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir." (Mateus 5:17)


Os Profetas se sujeitam a Cristo


Elias representava toda a voz profética do Antigo Testamento.


Contudo, todos os profetas apontavam para Jesus.


"Porque o testemunho de Jesus é o espírito da profecia." (Apocalipse 19:10)


Pedro pregou:


"Todos os profetas dão testemunho dele." (Atos 10:43)


O próprio Senhor afirmou:


"São elas que de mim testificam." (João 5:39)


Aquilo que os profetas anunciaram, Cristo realizou.


A Arca e o Tabernáculo apontavam para Cristo


A Arca da Aliança simbolizava a presença de Deus entre o Seu povo.


Mas em Cristo habita corporalmente toda a plenitude divina.


"Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade." (Colossenses 2:9)


A Arca era figura.


Cristo é a realidade.


"Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais." (Hebreus 8:5)


O Candelabro se sujeita à Luz Verdadeira


O candelabro iluminava o Lugar Santo.


Jesus declarou:


"Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas." (João 8:12)


Ele não apenas traz luz.


Ele é a própria Luz.


"Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens." (João 1:4)


Os Sacrifícios encontram seu cumprimento em Cristo


Todos os altares da Antiga Aliança apontavam para o sacrifício perfeito.


"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." (João 1:29)


"Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados." (Hebreus 10:14)


Onde os sacrifícios se repetiam continuamente, Cristo consumou a redenção para sempre.


O Sacerdócio se sujeita ao Sumo Sacerdote Eterno


Os sacerdotes ministravam no templo terreno.


Cristo ministra no santuário celestial.


"Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem de Melquisedeque." (Hebreus 7:17)


"Temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus." (Hebreus 4:14)


Os Apóstolos também se sujeitam a Cristo


Pedro, Tiago e João caíram sobre seus rostos diante da glória do Filho.


Os apóstolos jamais reivindicaram adoração para si.


Pedro declarou:


"Também nós somos homens como vós." (Atos 14:15)


A autoridade apostólica procede exclusivamente de Cristo.


"Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra." (Mateus 28:18)


A Igreja está edificada sobre o fundamento apostólico, mas a pedra angular é Cristo.


"Sendo ele mesmo Cristo Jesus a principal pedra da esquina." (Efésios 2:20)


Toda a Criação se sujeita a Cristo


A supremacia de Cristo vai além da Lei, dos Profetas e da Igreja.


"Porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e sobre a terra." (Colossenses 1:16)


"E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele." (Colossenses 1:17)


O Pai determinou que toda criatura reconheça seu senhorio.


"Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra." (Filipenses 2:10)


A Revelação Final: Somente Jesus


O escritor aos Hebreus resume a transição da antiga para a perfeita revelação:


"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho." (Hebreus 1:1-2)


A Lei apontava para Ele.


Os Profetas anunciavam-No.


A Arca simbolizava Sua presença.


O Candelabro refletia Sua luz.


Os Sacerdotes prefiguravam Seu ministério.


Os Sacrifícios anunciavam Sua cruz.


Os Apóstolos testemunharam Sua glória.


Mas somente Cristo recebeu a aprovação pública do Pai:


"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o." (Mateus 17:5)


Por isso, a fé da Nova Aliança não está centrada em Moisés, Elias, símbolos sagrados, líderes espirituais ou instituições religiosas. Ela está centrada exclusivamente em Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Verbo encarnado, o Senhor ressurreto e Rei eterno.


"Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo." (1 Coríntios 3:11)


"Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente." (Hebreus 13:8)


"Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." (Romanos 11:36)


Este texto enfatiza a centralidade absoluta de Cristo revelada na Transfiguração. Moisés, Elias, a Arca, o Candelabro e os próprios Apóstolos não são diminuídos, mas apresentados como testemunhas que encontram o seu significado pleno em Jesus, o único Filho que o Pai ordenou que fosse ouvido e seguido.


Bispo Bonani

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