A Fidelidade e a Prosperidade
Quando se trata de ministrar sobre a vida financeira e o que Deus pode proporcionar nessa área, compartilho algo que é crucial para a autenticação divina na vida financeira do discípulo de Jesus. Digo sempre: "Fidelidade produz prosperidade. Entretanto: Prosperidade não produz Fidelidade!"
Faz-me lembrar do empresário que decidiu dar 90% a Deus
Robert Gilmour LeTourneau não nasceu em berço de ouro. Foi inventor, empresário e um homem que conheceu o fracasso de perto. Falhou repetidas vezes, acumulou dívidas e, em certo momento, esteve à beira da falência total.
Foi no meio dessa crise que alguém lhe entregou uma Bíblia.
LeTourneau começou a ler. Não como quem procura consolo rápido, mas como quem busca respostas. Deteve-se especialmente em Provérbios e nos Evangelhos. Ali encontrou princípios que mudaram para sempre a sua relação com o dinheiro:
“Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos. E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares." Provérbios 3:9,10
A parábola dos talentos.
O ensino sobre ser fiel no pouco.
Então ele compreendeu algo simples e devastador: o dinheiro não era dele. Ele era apenas administrador.
Essa compreensão levou-o a uma decisão radical. Começou a devolver 10% da sua renda. Depois 20%. Depois 50%. Até chegar a um ponto impensável: passou a viver com apenas 10% e a entregar 90% de tudo o que ganhava.
E algo inesperado aconteceu.
Quanto mais doava, mais a empresa crescia. LeTourneau tornou-se um dos maiores fabricantes de máquinas pesadas do mundo. Registrou mais de 300 patentes. Ficou milionário. Mas o mais impressionante não foi a fortuna — foi o destino dela.
Ele financiou universidades, missões e obras cristãs em diversos países. Sustentou projetos inteiros sem pedir reconhecimento. Quando alguém lhe perguntava como conseguira tamanho sucesso, respondia com serenidade:
“Eu não dou 90% a Deus. Deus é que me deixa ficar com 10%.”
O ensino
A Bíblia não o tornou rico por magia.
O que o transformou foi outra coisa:
– Mudança de mentalidade.
– Gestão com excelência.
– Trabalho diligente.
– Integridade inegociável.
– Generosidade consciente.
Quando alguém aprende a administrar bem, a trabalhar com disciplina, a agir com retidão e a colocar Deus no centro, a relação com o dinheiro muda. Já não se vive em ansiedade. Vive-se com propósito.
Muitos desejam a bênção financeira sem o caráter que a sustenta. Mas a Escritura faz o caminho inverso: primeiro forma o coração, depois ensina a lidar com os recursos.
Porque a verdadeira prosperidade não começa na conta bancária.Começa na alma.
E quando o coração está em ordem, as decisões também estarão.
LeTourneau entendeu algo essencial: nunca colocou o coração no dinheiro.
Jesus foi claro:
“Buscai primeiro o Reino de Deus…” Mateus 6:33
E, muitas vezes, quando o coração está no lugar certo, o resto vem — não como promessa vazia, mas como consequência.
Bonani

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