Ilusões Evangélicas. Pseudo Crescimento. Efeito Bolha. Estatísticas Pontuais e minha missão de Aprender com a Realidade do Evangelho!


Ilusões Evangélicas. Pseudo-Crescimento. Efeito Bolha. Estatísticas Pontuais e  minha missão de Aprender com a Realidade do Evangelho!

Deus dá sonhos não ilusões, declarou alguém!

 Cheguei à Portugal em 1992. Tenho observado que estamos vivendo atualmente uma das mais graves crises nos países periféricos da Europa, os  chamados PIGS(Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha). Os jovens com menos de 30 anos não sabem o que é uma crise, ao contrário de seus pais e avós que atravessaram e enfrentaram muitas delas. Tem sido um verdadeiro choque financeiro e emocional para todos. Eu mesmo com minha família, estou me adaptando à um novo estilo de vida, tendo que me sujeitar a mudanças significativas de gestão diária, como também a maioria das pessoas que estão dentro do nosso nível de relação e fazem parte de nossa comunidade de fé e também de amizade.
Portugal em particular viveu um sonho imposto pelo resultado de fazer parte da U.E de receber diariamente milhões de euros de investimento para progredir ao nível das demais potencias europeias. Me lembro que pelos idos dos anos 90 do século passado, entravam diariamente vindo de fundos da U.E cerca de “doze milhões de Euros por dia”. Era gente chegando todos os dias de vários lugares do mundo, imigrantes do Brasil, Perú, Bolívia, leste europeu, etc. Desabavam diariamente nos aeroportos portugueses em busca de um sonho que durou pouco antes de virar pesadelo.
Significante número de participantes das Comunidades Evangélicas eram de origem não portuguesa levando as estatísticas de crescimento, pontuada pela Aliança Evangélica Portuguesa a afirmar que já eram mais de 2% no país. Na verdade, assim como na economia, vê-se hoje o efeito bolha nessas estatísticas pontuais e grande maioria dessa gente retornando aos seus países de origem ou para outros centros em crescimento, originando um colapso no tecido evangélico em Portugal onde muitas portas estão se fechando, entretanto, muitas delas deixaram aqui um lindo testemunho de semeadura!
Nesse momento em que escrevo esse artigo, há centenas de milhares de desempregados. Jovens desencantados veem-se forçados a emigrar. Há famílias endividadas a níveis insuportáveis, e outras perdendo casas por não poderem honrar os compromissos assumidos!
Muitos pensionistas(aposentados) veem as suas reformas drasticamente reduzidas. No caso de Portugal, o Serviço Nacional de Saúde, uma instituição da qual os cidadãos se orgulhavam, enchem as paginas noticiosas devido atrasos e esperas injustificáveis de cirurgias e consultas programadas!
O constante aumento de impostos continua a ser o pesadelo no bolso do contribuinte. Calcula-se que um quinto dos portugueses estão no limiar da pobreza ou em risco de nela cair!
É claro que todas as crises acabam, mais cedo ou mais tarde, deixando profundas alterações.
Urge a nós como Igreja de Cristo, tomadas de posição e novas atitudes diante do atual quadro apresentado.
Em meio a tudo isso, tenho tido da parte do Senhor da Obra, o encargo de continuar minha missão em terras lusitanas, pois tenho aprendido a saber pela história e experiencia pessoal que a própria natureza do Evangelho nas sociedades humanas, nos torna mais fortes, mais sábios, mais unidos, mais propícios a criação de novos paradigmas e ultrapassar fronteiras impostas.
Urge nos dias atuais, proclamar, ensinar, preparar e nomear através de uma proposta evangélica sem ilusionismos evangélicos, as realidades evangélicas, para que se possa verdadeiramente apresentar uma estatística que seja coerente com a própria natureza coerente do Evangelho!

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. Filipenses 4:8-13


Bonani

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