MINHA RESPOSTA, NO EVANGELHO DE JESUS AO "ANTINOMISMO"




                        MINHA RESPOSTA NO EVANGELHO DE JESUS AO ANTINOMISMO
Outro dia comentei um texto, em que o autor abordava sobre a moral nas escrituras. Por discordar  apenas da estrutura do texto que não estava muito clara, embora na essência eu entendesse o que o autor queria transmitir, fui por ele considerado “antinomista”. Mas talvez você me pergunte: o que significa esse termo? Explico: “Antinomismo significa “oposição à lei”. Conceitos antinomianos são os que negam que a lei de Deus, nas Escrituras, deve controlar diretamente a vida dos cristãos. O antinomismo dualístico surgiu muito cedo nas heresias gnósticas, como aquelas repudiadas por Pedro e Judas (II Pedro 2; Judas 4-19). Os gnósticos ensinavam que a salvação era só para a alma, tornando irrelevante o comportamento do corpo, tanto para o interesse de Deus quanto para a saúde da alma. A conclusão era que uma pessoa podia comportar-se desenfreadamente, sem que isso tivesse a menor importância.
O antinomismo “espiritual” atribui uma confiança tal à atuação interior do Espírito Santo, que nega a necessidade da pessoa ser ensinada pela lei em seu modo de viver. A liberdade em relação à lei como meio de salvação traz consigo, segundo eles, a negação da necessidade da lei como guia para a conduta. Nos primeiros 150 anos da era da reforma, essa espécie de antinomismo era comum. A igreja de corinto pode ter estado presa nesse erro, uma vez que Paulo adverte os crentes de Corinto que uma pessoa verdadeiramente espiritual reconhece a autoridade da Palavra de Deus (I Coríntios 14.37).
Outro tipo de antinomismo tem seu ponto de partida na ideia de que Deus não vê pecado nos crentes, porque os crentes estão em Cristo, que cumpriu a lei por eles. Disso tiram a falsa conclusão de que o comportamento dos crentes não faz diferença, desde que eles continuem crendo. Porém I João 1.8 – 2.1 e 3.4-10 indicam uma conclusão diferente. Não é possível estar em Cristo e, ao mesmo tempo, adotar o pecado como meio de vida. Alguns dispensacionalistas têm sustentado a ideia de que os cristãos, desde que vivem sob a dispensação da graça – e não da lei – não têm a necessidade de observar a lei moral em nenhuma etapa da vida. Romanos 3.31 e I João 6.9-11 mostram claramente, contudo, que observar a lei é uma obrigação contínua dos cristãos.”
As Escrituras quando lidas do ponto de vista religioso e de todos os "tipos de morais, éticas e paradigmas", desenvolvidas durante os tempos imemoriais das civilizações mais antigas, até os nossos dias, com certeza; mais discussão  criará e menas conclusões serão tiradas. Se na consciência de uma fé inamovível em Jesus como centro convergente e desencadeante do verdadeiro modelo de homem, não obteremos nenhum outro padrão de ordem moral! Deixo a minha humilde contribuição, dizendo o seguinte: Cada vez que o homem busca o "centro das coisas" explorando-o a partir das "periferias do centro", mais ele se distância do "Centro" que é Jesus e de seu próprio "centro interior" e todas as quantas-quânticas idéias, ciências,morais, éticas, paradigmas, teorias e filososfias que a priori partirem desta busca, serão idéias que passam a ter indefinidas, irremediáveis e inumeráveis suposições que, até podem satisfazer aquele que é atraído por tais descobertas, entretanto, existencialmente; continua sem descobrir seu próprio "Centro", revelando na verdade, a simplicidade "quântica- poética" que canta Caetano Veloso: ...no avesso, do avesso, do avesso,do avesso, do avesso!..
Declaro!: …Em Cristo, toda a lei é imprimida em nossos corações configurada em "Lei Consciência", até porque, quem entender a leitura dos Evangelhos, perceberá que o ministério terreno de Jesus deu-se a priori num contexto judaico, onde a obrigatoriedade da "lei moral e cerimonial" era uma exigência legalista especifica para um povo peculiar. Dai a veemente repreensão de Jesus ao que se diziam detentores da lei, ensinado-a e exigindo aos outros obediência, como os fariseus e saduceus, quando eles mesmos, não eram capazes de a obedecerem!
Muito do que Jesus falou acerca da lei e sua obediência, fez num "pretexto-contexto" de condenação da hipocrisia religiosa que se fazia em nome da lei, que foi dada em princípio para Israel! Uma leitura despida de qualquer roupagem dogmática chegará com facilidade a essa conclusão! Entretanto, o próprio Jesus discorre que toda a lei e os profetas tem-no como ponto "convergente" e "desencadeante", e porque não dizer, posto que o nosso próprio debate assim confirma, na ótica de algumas posições teológicas, ponto "divergente" de análise! Não foi isso que Paulo expôs em suas cartas, quanto do combate ferrenho que travou contra os judaizantes, que queriam fazer simbiose das prescrições morais e éticas da lei, na e  misturá-la com a lei do espírito e vida da Graça? Leia Romanos 8:1-4. Tão simples! Por favor, esqueçamos essas "expressõesinhas", como "Antinomistas","Relativismos", "Liberalismos", "frases-zinhas" de efeito! Vamos para a "concretização do concreto." “Em Jesus toda a justiça exigida pela Lei foi cumprida em nós através de Jesus! Aleluia!
"Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito.
Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz." Romanos 8:1-6.
“Em Jesus, na lei que agora é imprimida em nossos corações, não recebo concessão para pecar, mas “Nele”, recebo vitória sobre  o “pecado essencial” e os resultados, que são os pecados, que são vencidos nos membros do meu corpo! Não é assim que canta o sacro?
Foi na cruz, foi na  cruz,
Que um dia eu vi.
“Meu Pecado”,
Castigado em Jesus!…
"Olhar Reformado" que não se identifica com o olhar da proposta da Nova Aliança de "convergir" em Cristo todas as coisas, pode se tornar um "Olhar Deformado"! ler Efésios 1:9-10.
Mais!
O capítulo 24 do Evangelho de Lucas, discorre o contexto dos eventos sucessivos que aconteceram no primeiro dia da semana; o dia da ressurreição! No uso de alguns versículos de Lucas 24; a saber: 13 ao 35; "Jesus, após sua ressurreição, foi quem primeiro fez evangelismo pessoal no caminho de Emaús para dois de seus discípulos, discorrendo uma exposição de todas as escrituras, começando por Moisés e indo até os profetas, fato esse que aconteceu junto aos discípulos no “caminho” da mencionada aldeia", sendo que assim “Ele” mesmo manifestou e revelou dessa forma, a importância de se tê-lo como o "tema central" de toda a Escritura, sendo “DEle” mesmo o maior testemunho de que “Ele” mesmo pregou nas Escrituras; “Ele mesmo!”
Se fosse fazer uma exposição homilética do assunto eu “tematizaria” o texto referido dessa forma: “Jesus Pregou Jesus!!!”
Sim!
A mensagem mais vibrante que "Jesus" pregou em sua evangelização em Emaús foi "Jesus!"
Pensando ainda no contexto daquela aula, considero que: realmente; não há outra mensagem que Jesus, “O Verbo" nas e das "escrituras” não pregue do que “Ele” mesmo, posto que não há “outro Evangelho” a ser pregado, como declara Paulo ao Gálatas 1: 8 e 9.
Viver “outro evangelho” é viver um evangelho nas dimensionalidades de Emaús, ou seja: viver o evangelho do nosso próprio caminho.
É vida que já não mais espera em Jerusalém, pois perdeu sua "geografia", pois não sabe nem mais qual caminho a tomar, então, o melhor é tomar o “caminho de casa” como fazia Cleofas e seu companheiro de caminho, pois, na verdade; não há melhor lugar que possamos realmente “ser-nosso-próprio caminho” que no recôndito de “nosso-caminho-casa!”
Mais!!!
Viver “outro evangelho” é ocupar-se de falar tudo que se sabe sobre Jesus e os respectivos acontecimentos que envolvem sua pessoa, seus feitos, sua doutrina, como também discorriam os dois discípulos. É como circunscrever a "mensagem Jesus" apenas e exclusivamente na dimensão da “Confraria dos Estudiosos dos Compêndios sobre a Doutrina de Cristo”, e, na caminhada, engrossar fileiras com os discípulos de Emaús no afã cristão de circunscrever-se tão somente as dimensionalidades do “muito falar” e do “muito ouvir” e do "muito conhecer" sobre "Ele", sem se dar conta de que; na mensagem onde “Jesus Prega Jesus”, a questão em causa, não são doutrinas sobre “ Ele”, pois, o próprio caminho é “Ele” mesmo, propondo, não o falar “Dele”, nem ouvir sobre “Ele”, mas, muito mais; “ouvir Ele” e “falar Ele”, pois "Ele" mesmo é toda a Escritura!
Evangelho “Jesus Pregando Jesus” não é uma projeção distante de um ente chamado Jesus que fica trancafiado numa retoma hermética de conceitos doutrinários de comentários acerca  de sua pessoas; não!
“Jesus Pregando Jesus” é “Ele” mesmo caminhando o nosso caminho e dando-nos sentido real de colorido de incomparável valor e sabor à nossa caminhada!
Como se não bastasse!
Todo o “caminho-mensagem” e toda “mensagem-caminho” que não tem “Jesus Pregando Jesus” faz de Jesus “Peregrino-Caminho” em vez de “Guia-Caminho”!
Sim!…
É tornar a mensagem do Evangelho como a dos dois discípulos de Emaús que por algumas horas, mesmo tendo Jesus como “guia-caminho”, o viam como “peregrino-caminho”.
Tornaram-no o “ente-peregrino-passageiro” de seus “ente-peregrinos-des-caminhos” considerando-o “o peregrino do caminho!”
Se o que eu creio é  “antinomismo”, Jesus  então foi o primeiro a ensiná-lo! 

Qual é o Evangelho que temos crido ou vivido? O da Lei ou o da Graça?

BONANI

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