Documento jurídico de 402 a. C
Um pai judeu que vivia no Egito por volta de 402 a.C. transferiu a propriedade de sua casa para sua filha em uma folha de papiro.
O documento, escrito em aramaico imperial, foi descoberto na ilha de Elefantina, no sul do Egito — local que abrigava uma próspera comunidade judaica durante o período persa. Atualmente, ele está sob a guarda do Museu do Brooklyn.
Em síntese, o documento jurídico
declara:
“Eu, Ananias, filho de Azarias, transfiro a propriedade da minha casa para minha filha, Yehoishema. Deste dia em diante, a casa pertence a ela, e seus direitos sobre ela são formalmente reconhecidos.”
Embora se trate de uma escritura de propriedade comum, o documento oferece um vislumbre notável da vida judaica de quase 2.400 anos atrás. Ele revela que os judeus no antigo Egito possuíam casas, redigiam contratos jurídicos em aramaico e transferiam formalmente propriedades dentro de suas famílias sob o domínio persa. Demonstra também que as mulheres podiam possuir e herdar propriedades por meio de acordos legalmente reconhecidos.
Considere o contexto histórico. Este documento foi redigido aproximadamente 780 anos após o Êxodo do Egito, cerca de 180 anos após a destruição do Primeiro Templo e por volta de 135 anos após o retorno a Sião, vindo do exílio na Babilônia.
Crédito da imagem: Museu do Brooklyn/Charles Edwin Wilbour. Sem restrições de direitos autorais conhecidas.
Subscrito
Bonani

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