“MISSÃO “; “MUNDO- MAR”; “HOMENS- PEIXES” E AS SARDINHAS ASSADAS!


Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão.Disse-lhes Jesus: Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes. Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: Quem és tu?, pois bem sabiam que era o Senhor.Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe.  São João 21:9-13 Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. Lucas 5:10

Segundo Júlio Couto, historiador portuense: “essa noite, as pessoas vingavam-se das dificuldades que viviam nos outros dias do ano”(…). O S. João não é, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o padroeiro do Porto, mas foi adoptado como festa da cidade há precisamente 100 anos. Foi num referendo popular promovido pelo Jornal de Notícias, em 1911, que a população reconheceu a festa do santo como festa da cidade e abriu caminho à instituição do feriado municipal (…). Hoje em dia, é já uma tradição comer sardinhas assadas no S. João, mas o prato típico da festa, em concreto do dia 24, era o anho ou cabrito assado com arroz de forno.  (…) “Nós comíamos anho. Só passamos a comer sardinhas depois, porque o cabrito era muito caro”, conta Júlio Conto, do alto das suas 76 primavera. …E a tradição da sardinha dividida em 3, vem de onde? “Não se vivia com grande euforia económica, mas, com 5 tostões para um alho-porro e vontade de brincar, o S. João era nosso”, recorda o historiador (…).

“Amo sardinhas assadas!”

Lembro-me que a primeira vez que  deparei-me  com elas, deliciosamente dispostas em cima de brasas incandescentes, foi na casa de um casal de amigos aqui no Norte de Portugal. Naquela noite memorável, “vinte e uma espinhas”, “vinte e uma”, ficaram como adorno em cima do meu prato. Já  deu  para perceber como eu gosto da “Sardina pilchardus”, que é o nome científico da iguaria em causa.

As impressões que a sardinha, à partir desse evento gastronómico, deixaram em minha memória digestiva, me levaram a pesquisar um pouco mais sobre a origem das mesma, e descobri que, costumavam nadar em grandes cardumes pelos mares da Sardenha, ilha localizada no Mediterrâneo — daí seu nome. Aventureiras, navegaram quilômetros até disseminar populações de sua espécie pelos vários oceanos do mundo . Ao longo de sua missão desbravadora, vieram parar nas águas — e no prato até d uma brasileiro como eu, formando a família Sardinella brasiliensis, a típica iguaria nacional. Por ser tão comum e ter um baixíssimo custo, nem todo mundo se dá conta de que a sardinha esconde uma riqueza inestimável. Denomino-a com carinho, aqui de terras lusitanas de Sardinella-portucallenses. Fica  aqui a  proposta de que os biólogos marinhos batizem assim o nome das sardinhas do Norte! 

Com o “São” ou sem o “São”, com o “João” ou sem o “João”, seja de Junho ou qualquer outro mês do ano, como sardinhas sem nenhuma cerimônia. Com uns pimentões, umas cebolas em rodelas e uma “emproada broa” abundantemente regada com um delicioso azeite! Não há palavras para descrever esse evento gastronômico!

Entretanto… Sardinhas tem de ser também um pretexto para companhia, convívio, convivência salutar de amigos e irmãos, que, irmanados em um espírito de fraternidade, fazem desse “sadio-sardino-momento”, um tempo de reflexão e fortalecimento de vínculos!  Talvez tenha sido por isso que Jesus, reunindo  brasas e distribuindo em cima delas alguns peixes( sabe lá se não eram sardinhas), reuniu novamente em torno de si  seus discípulos amados e reanimou-os a continuarem a “missão” de se lançarem  ao “mundo-mar” à pescarem “homens-peixes”!
BONANI

Comentários

  1. O Bonani Brother, de Capão Bonito-SP, o Fernando
    ta devendo pra mim esta iguaria que el tanto comenta, vamo ver se ele sara da gripe e prepara pra nóis aqui; simples mortais, esta iguaria do s deuses.

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