A Compaixão não tem Roteiro
O ator turco de cinema e teatro Numan Ertuğrul Uzunsoy estava encenando uma cena em que seu personagem jazia gravemente ferido.
A plateia assistia em silêncio, cativada por sua atuação, até que algo inesperado aconteceu.
Um cachorro de rua entrou.
Ele subiu silenciosamente ao palco.
Aproximou-se de Uzunsoy e gentilmente apoiou a cabeça em seu ombro.
Ele o cutucou com as patas, como se para confortá-lo.
Por um momento, a peça se dissipou.
A dor do ator era fingida, mas a preocupação do cachorro era genuína.
A plateia prendeu a respiração e aplaudiu.
Alguns riram, outros enxugaram as lágrimas.
"Ele era como um anjo tentando me ajudar", disse o ator mais tarde.
O cachorro de rua logo partiu.
Ele não deixou nome para trás.
Ele foi simplesmente um lembrete de que a compaixão não tem roteiro.
Às vezes, a mais pura bondade, com quatro patas e um rabo abanando, chega dos lugares mais inesperados.
Bonani

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