A CHAMADA "TEORIA DA CADEIRA".

 


A CHAMADA "TEORIA DA CADEIRA".


Não fala de amor, amizade ou parceria de forma romântica. Ela fala de **comportamento**. A ideia é simples: algumas pessoas não entram na sua vida para construir algo com você. Elas entram apenas para **ocupar um lugar**. Enquanto a cadeira está disponível, confortável e útil, elas permanecem sentadas. Quando surge algo melhor, levantam sem culpa, sem explicação e sem olhar para trás. 

 Segundo essa teoria, o erro mais comum não é a pessoa ir embora. O erro está em **confundir ocupação com vínculo**. Quem ocupa um lugar não cria raiz. Não sustenta conflitos, não atravessa fases difíceis e não permanece quando a relação deixa de ser conveniente. Está ali apenas enquanto tudo é fácil.

 A teoria da cadeira se aplica a relacionamentos amorosos, amizades, trabalho e até relações familiares. Sempre que alguém só está presente enquanto recebe algo, enquanto é confortável ou enquanto não precisa se comprometer emocionalmente, não há relação real. Há uso. A cadeira existe para servir, não para ser cuidada.


Muita gente demora a perceber porque confunde frequência com compromisso. A pessoa está ali todos os dias, conversa, ri, promete. Mas no primeiro desconforto, some. Isso acontece porque nunca houve intenção de ficar. Apenas intenção de sentar. A imagem da cadeira pegando fogo representa exatamente isso: quando o ambiente esquenta, quem nunca criou vínculo se levanta.

 A teoria não ensina a desconfiar de todo mundo. Ela ensina a **observar padrões**. Quem quer construir permanece mesmo quando o clima muda. Quem só quer ocupar espaço sempre encontra uma desculpa para sair. Não é falta de amor, tempo ou maturidade. É falta de intenção.

 Compreender essa teoria muda a postura. Você para de implorar presença, de negociar respeito e de tentar convencer alguém a ficar. Aprende que quem quer ficar, fica. Quem quer apenas a cadeira, vai embora assim que surgir algo mais confortável.


Isso não endurece o coração. Pelo contrário. Torna você mais seletivo. Nem todo mundo merece sentar à mesa da sua vida. Algumas pessoas só sabem ocupar espaço, não sabem sustentar vínculo. E reconhecer isso é um ato de lucidez, não de frieza.

Quando você entende a teoria da cadeira, para de sofrer pela saída de quem nunca ficou de verdade. E passa a abrir espaço para quem sabe sentar, permanecer e construir, mesmo quando a relação esquenta.

Subscrito

Bonani

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