Jesus e a Serpente no Deserto.( Razão, ação,efeitos e resultados)



 Em setembro de 1957, um dos herpetólogos mais respeitados da América, o Dr. Karl Patterson Schmidt, enfrentou um momento que definiria seu legado, não pelo que descobriu, mas por como respondeu.


Schmidt recebeu uma cobra que não tinha certeza absoluta de como identificar. Ela se parecia com uma boomslang, uma espécie conhecida na África por seu veneno extremamente potente, mas um pequeno detalhe anatômico o deixou em dúvida. Confiante por décadas de experiência, ele manuseou a cobra como havia feito milhares de vezes antes. Em uma fração de segundo, ela atacou. Duas presas perfuraram seu polegar, um momento tão rápido que nem mesmo um especialista renomado mundialmente conseguiu evitar.


Mas o que aconteceu a seguir é o motivo pelo qual sua história ainda é contada hoje. Em vez de correr para um hospital, Schmidt escolheu o caminho de um cientista. Ele calmamente começou a documentar os efeitos da picada em si mesmo, registrando os sintomas hora a hora com precisão notável. Dor, náusea, calafrios e fraqueza. Ele anotou sangramentos internos que não paravam, observando cada mudança cuidadosamente, como se estivesse analisando um paciente, sem perceber que estava documentando suas próprias horas finais.

Na manhã seguinte, a verdade ficou clara. A cobra era, de fato, uma boomslang, cujo veneno causa hemorragias internas graves. Quando o perigo foi totalmente compreendido, já era tarde demais. Karl Patterson Schmidt faleceu aos 67 anos. No entanto, suas anotações finais tornaram-se um dos relatos auto-registrados mais detalhados de um envenenamento fatal por cobra na história científica. Esses registros ajudaram médicos e pesquisadores a entender melhor o veneno da boomslang, um conhecimento que salvaria vidas muito depois de ele perder a sua. Sua história permanece como um lembrete poderoso: mesmo especialistas nunca estão livres de riscos, a natureza não negocia com a confiança e a cautela é uma das ferramentas mais importantes tanto na ciência quanto na sobrevivência.

Pensando na narrativa acima,podemos pensar numa  maravilhosa analogia para descrever a maravilhosa Salvação que Cristo nos proporcionou. Tudo o que Ele em si recebeu em sua morte na cruz,em analogia, revela  pontos importantes que prorcionaram nossa salvação, ou seja; razão, ação,efeitos, resultados(conclusão).

"Assim como a serpente foi levantada no deserto!":

Esta analogia bíblica (João 3:14-15) estabelece que, tal como Moisés levantou a serpente de bronze no deserto para curar quem a olhasse (Números 21:9), o Filho do Homem (Jesus) deve ser levantado na cruz, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna e salvação. 

Pontos-chave da analogia:

1-Razão

A Serpente no Deserto: Quando o povo de Israel foi picado por serpentes venenosas, Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de bronze e a colocasse num poste; quem olhasse para ela vivia, sendo um ato de fé e arrependimento.

2-Ação

O Filho do Homem Levantado: Jesus refere-se à sua crucificação, ressurreição e exaltação como a forma de curar a humanidade do "veneno" do pecado.

A Cura/Salvação: Assim como a serpente de bronze não tinha veneno, Jesus não tinha pecado, mas tornou-se pecado por nós para trazer cura, oferecendo vida eterna a quem nele crê.

3-Efeitos

Esse meio divinamente providenciado para a nossa Salvaçao efetua nossa cura completa do veneno e efeitos do pecado!

Traz consigo também  a cura física e tantos outros benefícios!

4- Resultados

A Serpente levantada no deserto traz a nós a garantia da vida eterna."Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida."João 5:24


Glórias a Deus!


Bonani

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