Qualidade x Quantidade: O processo Final é o que Conta!
Japão 1981: A Toyota enfrentava um dilema interno. Algumas equipes batiam metas de produção com folga. Outras ficavam para trás. O caminho óbvio? Premiar quem entregava mais. Pressionar quem entregava menos. Taiichi Ohno, arquiteto do Sistema Toyota de Produção, fez o oposto. Ele começou a observar o chão de fábrica. Não os números. As pessoas. Percebeu algo inquietante: As equipes “campeãs” escondiam problemas. Pulavam etapas. Ignoravam defeitos pequenos. Empurravam falhas para o próximo turno. As equipes “lentas” faziam algo diferente. Paravam a linha. Puxavam o cordão andando. Exibiam erros para todos verem. Pareciam piores. Na prática, eram melhores. Ohno tomou uma decisão radical. Promoveu quem parava a produção. Cortou quem batia meta escondendo defeito. O choque foi imediato. Gerentes reclamaram. Executivos questionaram. A carreira dele ficou em risco. Mas os dados vieram depois. Menos retrabalho. Menos recall. Qualidade superior. Custos menores no longo prazo. A Toyota en...