"O PROFETA DO PÃO E O PROFETA DA PEDRA"




No capítulo 6 do Evangelho de João, vemos a multidão seguindo a Jesus em razão do “Evangelho do Pão.”
Sim. Observemos: Então: Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma “grande multidão” vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos “pão”, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de “pão” não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco. E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco “pães” de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. E Jesus tomou os “pães” e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam. E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco “pães” de cevada, que sobejaram aos que haviam comido. “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, dizia: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.” João 6:5-14.
Destaco no texto a declaração em que a multidão proclama: Este é verdadeiramente o “profeta que devia vir ao mundo.” João 6:14
Jesus é reconhecido como o "profeta da multiplicação dos pães”. Posso afirmar que nesse caso o mestre virou o “profeta panificador”, e assim, em o sê-lo, traz consigo uma "grande multidão de seguidores". O registro  do  Evangelho de João esboçado acima, revela isso claramente!
Entretanto!...
Após a extraordinária multiplicação e a excelente refeição, Jesus inicia uma declaração veemente e revela sua “outra face profética”, mostrando ser também, “profeta da pedra”. A mensagem  que se segue no contexto daquele evento  é uma “pedrada” na consciência daquela multidão.  Leiamos a outra face do evento pós multiplicação: Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebido. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre. Ele disse estas coisas na sinagoga, ensinando em Cafarnaum. Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não crêem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar. E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele.  João 6:53-71
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Quero apenas destacar uma “observação óbvia” que fica extremamente revelado no texto evangélico esboçado, a qual é a seguinte: Jesus como “Profeta dos Pães”  possui uma lista incontável  de  "clientes seguidores”, entretanto, a quantidade dos "seguidores" do Jesus como “Profeta da Pedra” e infinitamente menor.

Qual é o profeta que você segue?



Bonani

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