"O AREOPAGITA": PENSAMENTOS PASCALINOS!


O aumento do conhecimento é como uma esfera dilatando-se no espaço: quanto maior a nossa compreensão, maior o nosso contacto com o desconhecido.

É uma doença natural no homem acreditar que possui a verdade.O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam.Dois excessos: excluir a razão, admitir apenas a razão.Há duas espécies de homens: os justos, que se julgam pecadores e os pecadores que se crêem justos.Tudo o que é incompreensível, nem por isso deixa de existir.Apenas acredito nas histórias cujas testemunhas estivessem dispostas a deixar-se degolar.A razão, por mais que grite, não pode negar que a imaginação estabeleceu no homem uma segunda natureza.À medida que vamos tendo mais espírito, achamos que há mais homens originais. As pessoas vulgares não fazem distinções entre os homens.Os homens são tão necessariamente loucos, que não ser louco significa ser louco de um outro tipo de loucura.Quando considero a duração mínima da minha vida, absorvida pela eternidade precedente e seguinte, o espaço diminuto que ocupo, e mesmo o que vejo, abismado na infinita imensidade dos espaços que ignoro e me ignoram, assusto-me e assombro-me de me ver aqui e não lá. Quem me pôs aqui? Por ordem de quem me foram destinados este lugar e este espaço?
O Homem não é o único animal que pensa. 

Entretanto é o único que pensa que não é animal.
Fora de Jesus Cristo não sabemos o que é nossa vida, nem nossa morte, nem Deus, nem nós mesmos.O temor saudável provem da fé – o temor errôneo provem da dúvida.
No fundo, o que é o homem na natureza? 
É nada em relação ao infinito, é tudo em relação ao nada, algo de intermediário entre o nada e o tudo.
Há dois tipos de pessoas: as que têm medo de perder Deus e as que têm medo de encontrá-Lo.
Bonani

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