terça-feira, 29 de maio de 2012

"FRAQUEZA FATAL DOS HOMENS"



Todas as Nossas Paixões se Justificam a Si Próprias. Existem duas ocasiões distintas em que examinamos a nossa própria conduta e buscamos vê-la sob a luz em que o espectador imparcial a veria: primeiro, quando estamos prestes a agir; e, segundo, depois que agimos. Em ambos os casos os nossos juízos tendem a ser bastante parciais, mas eles tendem a tornar-se ainda mais parciais quando seria da maior importância que não fossem. Quando estamos prestes a agir, a veemência da paixão raramente nos permitirá considerá-la com a isenção de uma pessoa neutra. As violentas emoções que nesse momento nos agitam distorcem os nossos juízos sobre as coisas, mesmo quando buscamos colocar-nos na situação de outra pessoa. (...) Por essa razão, como diz Malebranche, todas as nossas paixões se justificam a si próprias, e parecem razoáveis e proporcionais aos seus objetos enquanto nós estivermos a senti-las. (... ) A opinião que cultivamos do nosso próprio carácter depende inteiramente dos nossos juízos acerca da nossa conduta passada. Mas é tão desagradável pensarmos mal de nós mesmos que amiúde afastamos propositadamente o nosso olhar das circunstâncias que poderiam tornar o julgamento desfavorável. (...) Esse auto-engano, essa fraqueza fatal dos homens, é a fonte de metade das desordens da vida humana. Se pudessemos ver-nos como os outros nos veem, ou como veriam se estivessem a par de tudo, uma reforma geral seria inevitável. Seria impossível, de outro modo, suportar a visão. (Adam Smith, in 'A Teoria dos Sentimentos Morais')

"Pensemos: ... Se os que detêm o poder em todas as suas esferas, pudessem ver-se como os olhos da legitimidade que em tese deveriam confiar a eles as responsabilidades mais nobres do pleno uso do estado de direito ou dos diretos fundamentais(…) . Pergunto: Quem deles resistiria a tal escrutínio?"



BONANI

“COROAS”-“GRAÇA” E “CONVERSÕES QUE O PRÓPRIO SERMÃO DESCONHECE!” (Histórinhas do Bonani)



"Coroas" é o termo dado, geralmente por mulheres ou homens jovens, a homens ou mulheres que têm idade superior à deles. Esta superioridade de idade que define "ser coroa", para muitos jovens, varia muito do conceito que cada um tem, mas, geralmente, as pessoas com mais de 40 anos estão inclusas neste perfil. Para algumas pessoas o termo "coroa" é bastante pejorativo, pois, de alguma forma, conota velhice.

Isso faz me lembrar daquele homem de 30 anos que casou com uma senhora de 55. O rapaz no início  da relação, carinhosamente chamava a sua esposa de “coroa”. Era minha coroa prá cá, minha coroinha prá lá e assim eles viviam uma vida feliz, até que, num determinado momento da vida conjugal, começou a pintar um ciúme doentio da parte da mulher em relação ao seu marido e literalmente a vida do rapaz virou um verdadeiro inferno em vida!
Já não suportando mais aquele estado de coisas, o homem começo a pensar seriamente na separação.
Um seu amigo no trabalho, que era  cristão, começou  a perceber  sua “ansiosa” inquietação de alma e convidou-o para uma reunião de libertação em sua Igreja.
Disse-lhe: Vamos comigo. O meu pastor vai revelar tudo o que você está passando e após a mensagem poderosa ele vai fazer uma prece poderosa que vai transformar a sua vida e mudar essa situação infernal que você está vivendo!
Desesperado e necessitado de uma real mudança no seu casamento, aceitou o convite e no dia marcado e pela “primeira vez” desejou ir a tal reunião  poderosa de libertação esperando que houvesse mudanças radicais em sua “coroa”- (esposa).
Acontece que o ônibus atrasou e ele chegou na metade da reunião, quando já, o "poderoso sermão" ja ia a caminho da  metade.
O homem sentou-se lá  no último banco, e atentamente observava e ouvia o que o poderoso mensageiro falava! 
Ouvi-o veementemente vociferar:...
_Ela é a tua “coroaaaa”! Guarda bem a tua “coroaaa”!Que ninguém roube a tua “coroaaaa”!
Sua “coroaaa” vale ouro! Ele não é mais de ninguém é só suaaaa!...
Uma mensagem baseada logicamente em Apocalipse 3:11 que diz: …guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa...; que foi o texto inicial da mensagem, o qual ele  não pode ouvir por estar atrasado para a reunião! 
(…rs,rs,rs,…; ““risos meus!””...rs,rs,rs,…)

Quando aquele homem ouviu aquela palavra, ficou espantado com tão grande revelação da sua intimidade, inclusive, a forma pejorativa “coroa” que ele usava para com sua mulher, agora revelada na boca do profeta! 
(…rs,rs,rs,… ““risos meus novamente””…!)

Conclusão:…

…Voltou feliz para a casa. Coração cheio de Graça.Começou a frequentar as reuniões daquela comunidade e no final de tudo, sua “coroa” também se converteu!

Moral da história: …a Graça opera conversões que o próprio sermão desconhece!

…rs,rs,rs…
Preciso dizer de quem é esse riso?

BONANI

"NÃO É NECESSÁRIO MAIS NADA PARA AMAR!"


Você e Eu
Quando eu chego em casa do trabalho,
Eu quero me enrolar em você,
Eu quero pegar você e te apertar,
Até que a paixão comece a subir.

Eu quero te levar para o céu,
Isso tornaria meu dia completo.

Mas não somos estrelas do cinema.
O que nós somos é o que somos.
Nós dividimos a cama,
Um pouco de amor,
e a TV, sim.
E isso é o suficiente para um cara trabalhador,
O que eu sou é o que eu sou.
E eu te digo, baby:
Bem, isto é o suficiente pra mim...

Às vezes, quando você está adormecida e
Eu estou apenas olhando para o teto,
Eu quero estender a mão e te tocar,
Mas você apenas continua sonhando...

Se eu pudesse te levar para o céu,
Isso tornaria meu dia completo.

Mas você e eu não somos estrelas do cinema.
O que nós somos é o que somos.
Nós dividimos a cama,
Um pouco de amor,
e a TV, sim.
Isso é o suficiente para um cara trabalhador,
O que eu é o que eu sou.
E eu conto para você,querida
Isso é o suficiente para mim.

Você e eu não somos super - astros.
O que nós somos é o que somos.
Nós dividimos a cama,
Um pouco de pipoca,
e a TV, sim.
Isso é o suficiente para um cara trabalhador,
O que eu sou é o que eu sou.
E eu te digo, baby:
Isso é o suficiente pra mim... (Alice Cooper)

BONANI


segunda-feira, 28 de maio de 2012

"APOSTOLARMEGALOMANIADEMENTEMENTE" -




 
 

Dias atrás, um desses “apóstolos” líder megalómano da teologia da prosperidade, depois de uma série de acontecimentos muito estranhos, foi desafiado por sua “apostola esposa” e seus “apóstolos-filhos”, não  podendo faltar também o conselho da "apostola do ventre materno", sua querida mãezinha,  a fazer uma visitinha básica ao psicanalista, pois eles começaram a preocupar-se com seu estado mental e das visões que saiam da sua “apostola-megalómana-demente-mente”.
Dias de “apostolar” resistência, finalmente rendeu-se a “apostólica” sugestão familiar e foi ao consultório do psicanalista que após os cumprimentos de praxe profissional foi logo  sentando-o  no seu Divã.
 Relaxado, absolutamente tranquilo e controlado pelas primeiras intervenções profissionais, ouviu do especialista o seguinte conselho:…
-“para  um bom inicio terapêutico, feche os olhos e faça  a primeira declaração que te vier a boca, mas tem de ser uma declaração absolutamente sincera!”
O dito apóstolo concentrou-se por alguns segundos, cerrou bem os olhos, encheu o pulmão de ar, levantou bem alto o seus braços, arreganhou aquelas mãos adornadas com lindos “anéis apostolares” e numa manifestação espantosa e veemente vociferou uma poderosa declaração:
- “No principio eu criei os céus e a terra!!!”


...rsrsrsrsrs...

...Ai fica complicado, vocês não acham?

Obs: "APOSTOLARMEGALOMANIADEMENTEMENTE" é mais um termo psicanalítico descoberto pelo  Bonani sobre o distúrbio mental de crente que desde a infância carrega um intenso complexo de inferioridade camuflada e depois em idade adulta e no palco do picadeiro evangélico transforma-o como "detrito" espiritual dessa  pseudo e doentia  imagem de querer se achar um quase deus, defecando sua autoridade no ambiente do "penico mental manipulado" de gente ignorante que engole qualquer coisa!"
 
 
E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo. Isaías 14:13-14

BONANI

sábado, 26 de maio de 2012

MULTIPLICAR É COM JESUS. DISTRIBUIR É CONOSCO!



Pensemos numa situação assim: alguns milhares de pessoas num lugar ermo, à tardinha, com fome, sem pão que as alimente. É uma situação crítica. O que fazer para resolvê-la?
 É exatamente essa pergunta que ocorria aos apóstolos de Jesus em situação semelhante. Uma pergunta sem resposta satisfatória.
Faltavam-lhe os recursos para comprar o pão. Faltava-lhes o pão para comprar; o lugar era deserto. Na falta de outra solução, parece-lhes certo despedir aquela gente para que cada um fosse cuidar de si, como pudesse. Não havia outro remédio, pensavam eles. Jesus , no entanto, ordenou-lhes: "Dai-lhes vós de comer". Assustados, argumentaram para provar que o que Jesus lhes determinava era algo impossível. Mesmo que houvesse ali pão para ser comprado, faltava-lhes o dinheiro para tanto. E muito dinheiro era o que lhes faltava. Jesus, porém, faz coisas que o dinheiro não faz. Tomou uns pãezinhos e uns peixes que um menino trouxera para a merenda e os multiplicou, resolvendo assim os problemas de maneira satisfatória.
Houve bastante e ainda sobrou. Aos discípulos coube o papel de fazer assentar o povo, distribuir o alimento e depois ajuntar os pedaços que sobejaram. Uma das muitas lições que aprendemos nesse incidente é esta: o que não podemos fazer, Jesus pode. Compete a nós obedecer-lhe e fazer o que podemos.
Escrito por  Pr. Carlos Alberto

BONANI


DECANTAR LEVA TEMPO - "AOS QUE QUEREM ENSINAR A PALAVRA…"



De quem é a responsabilidade pelo erro coletivo entre os que confessam o Nome?...
É claro que o povo é responsável também, mas, na Bíblia, a maior responsabilidade é de quem não é povo, como o rei, o sacerdote ou o falso profeta...
Na Bíblia os verdadeiros profetas não poupam o povo, mas o tratam como um menino tolo e enganável...
Oséias diz que assim como é o povo é o profeta, e assim como é o profeta é o povo...
No entanto, é o profeta que diz: “Eu tenho a Palavra do Senhor!...” — o povo apenas diz: “Conta-nos então...”; e, frequentemente, ouve sem saber discernir a mão direita da esquerda...
Por isto o povo sofre... Sim, em razão de seus profetas vendidos, sacerdotes gordos de conforto e reis corruptos e luxurientos...
Nos evangelhos vemos o amor e a compaixão de Jesus pela gente do povo, chamando-os de ovelhas sem pastor...
Assim Ele diz que quem sabia pouco e errou conforme o que sabia, esse levará “poucos açoites”, mas o que sabia muito e não curou os seus próprios caminhos, antes deliberadamente continuou em seu erro, esse levará “muitos açoites”...
As piores advertências do Novo Testamento são feitas a quem diz que sabe..., a quem diz que vê..., a quem diz que conhece e propõe que outros façam conforme ele diz saber...
As únicas vezes que Paulo menciona nomes negativamente nas suas cartas, todas elas têm a ver com aqueles que diziam que sabiam, mas ensinavam o erro...
O mesmo se pode dizer de Pedro. Suas duas cartas lidam com os que diziam que sabiam e ensinavam errado...
Judas, o irmão do Senhor, também dedica a sua cartinha aos que diziam que sabiam e ensinavam, e, por isto, corrompiam o povo pelo engano de seus ensinamentos...
As duas últimas cartas de João se referem também aos que impediam o povo de ter acesso ao que era bom e verdadeiro...
Por último, à exceção da Carta à Igreja em Filadélfia, todas as cartas às Igrejas do Apocalipse, são textos de advertência ao “anjo”, ao mensageiro; e, além dele, aos que no grupo diziam que sabiam, e, portanto, ensinavam errado e corrompiam...
Tiago diz:

“Não nos esqueçamos irmãos que aqueles que dizem que são mestres, esses receberem muito maior juízo!”
O que pode qualificar então alguém para anunciar o que sabe?
Primeiro: saiba apenas o que está revelado... Todos os problemas acima mencionados com Paulo, Pedro, Judas, Tiago, João e outros, sempre se vincularam ao que os “mestres traziam como novidades”...
Segundo: ensine somente aquilo que você sabe que Jesus ensinou e que os apóstolos ensinaram; portanto, não invente...
Terceiro: veja quais são as implicações de suas opiniões em relação ao que já esteja revelado... Não tenha opinião que se choque com a revelação, nem ao menos de resvalo...
Quarto: creia que você se torna responsável pela mentira, pelo engano, pelo distorcimento, pela perda de rumo que seu ensino sugerir...
Quinto: saiba que sua falta de fé não deve ser sua mensagem, pois, por ela você será cobrado...
Sexto: por mais cheio de conhecimento que você seja..., ainda assim não pregue se você apenas souber sem fé... Não anuncie nada sem fé... Nem mesmo um grande conhecimento!...
Sétimo: saiba que aquele que ensina fabrica idéias e pensamentos... Portanto, veja o que você semeia na mente das pessoas... No fim você será cobrado por todas as sementes hibridas que plantou ou por todas as sementes que você anunciou como sendo de uma qualidade... , quando, de fato, eram de outra...
Leva tempo até que a Palavra seja decantada em nós...
Por isto se diz que o “neófito”, ou “recém”, o “novinho”, “o jovem imaturo”, ou o “homem empolgado”..., não devem sair pregando; antes, precisam dar tempo ao tempo, e ver que qualidade de fruto será  produzido em sua própria existência...
E mais:
Se em sua casa, com os seus, você não frutifica o Evangelho, por que haveria você se pregar a outros... se você não faz o Evangelho mostrado em silencio pela sua própria vida?...
A seara é grande e os trabalhadores são poucos... Mas Jesus não mandou treinar e nem recrutar...
Não! Ele disse que se deveria pedir ao Senhor da seara para que Ele mesmo mandasse trabalhadores para a Sua seara!
Assim, melhor do que uma multidão de pastores que não sabem discernir entre a mãe direita e a esquerda... — é se ter apenas uns poucos pastores maduros, mas que façam tudo com amor e certeza em fé.
Não se apresse em levantar-se para pregar!...
Deixe que a Palavra levante você!
Quanto ao mais, apenas compartilhe o que seja o amor de Deus em você, mas não se apresse em ensinar... (Caio Fábio)

BONANI

quarta-feira, 23 de maio de 2012

"NÃO LEVE VANTAGEM VOCÊ TAMBÉM!" (" Em Briga de Crente Apanham os Dois!")





‎...amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; 1 Pedro 1:22
Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Gálatas 5:13
O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. João 15:12
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Romanos 12:10
Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. João 13:34







"Os Mandamentos do Evangelho nos orientam e estimulam à que nos amemos!

Sendo assim, evitemos de ter contendas entre irmãos. Entretanto, numa situação extrema, em que venha mesmo haver uma situação que configure uma briguinha entre irmãos, que ela possa pelo menos acabar assim! rs,rs,rs,..."











Rs,Rs,Rs,Rs,...


BONANI

segunda-feira, 21 de maio de 2012

"O DEDISMO CRISTOLÓGICO DA TEOLOGIA CAIPIRA!"



Crente Caipira foi na cidade grande e foi convidado a participar numa catedral de  simpósio  teológico sobre   o “deísmo”. 
Confuso com a expressão “Deismo”  a qual nunca ouviu na humilde congregação  de onde era membro, fez uma oração de proteção e foi participar do evento!
Feita a abertura  do colóquio, o preletor  introduziu o assunto fazendo uma definição do “deísmo”. Diz o “mestre”:
-“Deismo” é a teoria sobre a natureza e a existência de Deus. Tal teologia afirma que Deus existe e que criou o mundo, mas que Ele não tem relação atual com o mundo. Com esta afirmação, os deístas buscam harmonizar a ciência e o livre-arbítrio com a existência de um ser como Deus. Acreditam que não há conflito real entre a idéia de um Deus todo-poderoso e a idéia de um mundo regido por leis que a ciência estuda, ou a idéia de as pessoas escolherem o seu caminho na vida. O deísta não precisa acreditar que os milagres não são possíveis. Ao invés disso, ele acredita que Deus, estando afastado do mundo, não faz milagres. O deísta normalmente prova a existência de Deus pela ordem e harmonia existentes no universo. O deísta tende a rejeitar a revelação, assim como o resto da doutrina religiosa, aceitando, em seu lugar, a razão.
Exposição feita, assunto exposto e começa o debate!
Foram duas horas de acirrada altercação sobre o tema, vários  teólogos e religiosos das mais variadas  confissões   interagindo entre si, tentavam expor seus pontos de vista sobre o assunto!
Não é que de repente o preletor olha pro crente caipira e lhe faz a seguinte pergunta:
-E você, o que acha do deísmo?
O crente caipira meio embraçado e confuso com tão profundo assunto discutido , respondeu:
-Desse “deísmo” eu não sei nada! Prefiro ficar com o “dedismo” de Jesus que aponta: …”Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida!”
As gargalhadas  fizeram-se ecoar em profusão por todo auditório e o caipira voltou para a roça, feliz e guiado pelo “dedo de Deus”!
Moral da história: Prefiro ser um “dedista” que conhece o “dedo” de Deus do que um “deísta” que pensa que conhece o “todo” de Deus, entretanto, seu pseudoconhecimento é menor do que  o de um  “dedo!”

“Mas, se eu expulso os demônios pelo “dedo” de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus. Lucas 11:20
E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo “dedo de Deus”. Êxodo 31:18
Então disseram os magos a Faraó: Isto é o “dedo de Deus”. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o SENHOR tinha dito. Êxodo 8:19
E o SENHOR me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o “dedo de Deus”; e nelas estava escrito conforme a todas aquelas palavras que o SENHOR tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, no dia da assembléia. Deuteronômio 9:1”
Prá “bom caipira entendedor”, até “meio dedo” de Deus, basta! rs,rs,rs,…

BONANI

EU QUERO UMA ESCADA QUE ME LEVE



 Desconfio de mim mesmo quando os meus pés querem as estrelas.

Os pés precisam de chão, mas os meus insistem em voar.

Já tentei adverti-los de sua missão com as estradas daqui.

Entretanto, eles teimam em tomar os destinos de minha cabeça sonhadora.

Por onde andará esta que andava nas estrelas quando os pés pisavam o chão?

Ando me indagando, por que os pés querem asas se só precisam de escadas?

É que não há escadas para as estrelas quando se deseja amar além do universo.

Às vezes o universo parece não nos caber, tornamo-nos grandes demais para o mundo.

Amar é isso, esse agigantar de espírito e de alma reduzido a um corpo, ao tempo e ao mundo possível.

Amar é belo quando o amor é anelo das coisas impossíveis no mundo das coisas possíveis.

Os jardins do amor são jardins suspensos. Paraísos onde o corpo não alcança a alma que sonha.

Acho que os pés precisam de asas porque o corpo deseja acompanhar e alcançar a alma em seus voos.

Invenção de Hermes, um deus grego sonhador e criador de jardins nas nuvens.

Hermes inaugura os pés alados, mas em mim eles culminam.

Quero que o meu corpo siga por escadas floridas quando minha alma chegar primeiro em qualquer lugar.

O meu corpo não teme chegar atrasado, desde que chegue pleno.

É que a alma sempre se antecipa, chega primeiro, em qualquer lugar que o desejo lance suas cordas.

A alma é mais leve porque pássaro de fogo.

O corpo é massa, mas voa quando se sabe alado, ao lado dos sonhos.

Quero percorrer caminhos inéditos para os meus olhos.

A pétala de uma flor, a asa de um albatroz e lâmina de uma palavra cortante como a luz.

Eu quero adejar numa pluma, correr com a brisa da tarde que leva a pragana.

Eu quero viver o inusitado amor e alado sair por ai sendo o suave perfume da ternura.

Sim, meus pés precisam apenas de escadas, pois sem pressa, desejam andar por todos os lugares que a minha alma já percorreu sonhando.

Quero adejar suavemente sobre cada instante, nos lugares onde apenas um segundo, signifique para mim, lampejos de uma eternidade.

 Poema do meu amigo Robério Jesus

BONANI

domingo, 20 de maio de 2012

EVANGELHO AUTÔNOMO OU EVANGELHO AUTÔMATO. QUAL VOCE ESCOLHE?


Por vezes uso no tema, recurso justificável para poder chamar a atenção do leitor! É o caso do tema proposto nessa reflexão, pois na verdade, o “Evangelho é o Evangelho”, tal qual Jesus propôs que vivêssemos.  Uso termos autônomo ou autômato para de certa forma, ajudar  a linha de raciocínio que o assunto propõem!
Leiamos o texto do Evangelho de  Lucas:
E aconteceu num daqueles dias que, estando ele ensinando o povo no templo, e anunciando o evangelho, sobrevieram os principais dos sacerdotes e os escribas com os anciãos,E falaram-lhe, dizendo: Dize-nos, com que autoridade fazes estas coisas? Ou, quem é que te deu esta autoridade?E, respondendo ele, disse-lhes: Também eu vos farei uma pergunta: Dizei-me pois:O batismo de João era do céu ou dos homens?E eles arrazoavam entre si, dizendo: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que o não crestes?E se dissermos: Dos homens; todo o povo nos apedrejará, pois têm por certo que João era profeta.E responderam que não sabiam de onde era.E Jesus lhes disse: Tampouco vos direi com que autoridade faço isto. Lucas 20:1-8
Autônomo é tudo aquilo que se governa pelas suas próprias leis e é independente. Autômato pode configurar um humano que imita os movimentos animais ou uma máquina que imita o movimento de um corpo animado. De uma forma figurada pode representar também uma pessoa que não pensa nem age por si mesma.
 De certa forma, ainda que de  forma  muito sutil, vivemos alguns reflexos autômatos em relação a nossa compreensão e expressão acerca do Evangelho. Quanto falo em automatismo em relação ao evangelho, percebo que o próprio termo já causa um nó na compreensão, até daqueles que se julgam cultos nas disciplinas e doutrinas chamadas cristãs!
Encontramos muitas expressões e configurações acerca do  Evangelho e suas mais variantes manifestações e reações.  …É bem capaz que um teólogo ao ler o que se segue possa não concordar  com  minha exposição, talvez  porque não tem a coragem de despir-se de toda sua cultura pontificada em suas convicções, ou, porque faça parte de uma escola de pensamento que lhe condicionou(automatizou) a mente, ou ainda; … numa atitude de vaidade, mesmo diante de coisas óbvias, prefere não abrir mão de optar por uma linha de raciocínio que lhe poderá comprometer, por exemplo, a sua carreira, sua reputação e porque não dizer a sua remuneração, configurados em elementos alinhados de formas performativas as  quais  precisa manter diante da sociedade religiosa que representa. Ou até; deseja sinceramente manter sua posição e convicção e até me ache de certa forma um  liberal ou  hedonista que afirma que quero ensinar e viver o Evangelho  prazerosamente e autonomamente sem qualquer atrelagem convencional, dogmática, tradicional e teológica!
Não é de se admirar que Nicodemos, mestre da lei, religioso ferrenho, venha ter com Jesus na calada da noite, para no luso fusco, ouvir que aquilo que Jesus   ensinava não se tratava do automatismo religioso  e sim do autonomismo (vida livre) do Evangelho? Ler João 3.
Mais:...
 …Desafio-o a ler o capítulo 3 de João despido de dogmas e perceber; …muitas vezes o Evangelho que conhecemos está de tal forma identificado com as normas da religiosidade dogmática, tais quais os dogmas que Nicodemos carregava, que mesmo aqueles que se dizem seguidores de Cristo, após confrontados com a vida que o evangelho de Cristo propõem, não conseguem ter  a coragem de assumi-la na visceralidade, preferindo ou condicionando-se à um Evangelho normativo!
É justamente nesse confronto religioso que Jesus esboça o âmago articulador de toda a doutrina da Salvação e Nova Vida que o Evangelho produz! Sem esse texto de João 3, não teríamos uma compreensão lúcida sobre a visceralidade do poder do Evangelho como elemento de libertação  no Evangelho Autônomo, de uma vida que nunca foi programada por Cristo como configuração para uma religiosidade autômata!
A religião tentar viver. A teologia  tenta  explicar. A filosofia tenta racionalizar. O agnosticismo tenta anular.  A heresia tenta distorcer. O ascetismo tenta enclausurar. Os inimigos tentam banir e o fanatismo surta, entretanto; …em se tratando do genuíno Evangelho, todas as  exposições e posições que tentam  definir   o evangelho de Cristo sem considerar que é vida que ele transmite, se torna autômato engano! O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. João 3:8
Não foi essa a tentativa dos escribas, sacerdotes e anciãos, muitos deles que compunham o Sinédrio, de tentar pela questão religiosa, cortar pelas pernas a nova doutrina que Jesus trazia, pois aquilo que ele falava e ensinava com autoridade, desconstruía seu dogmas e desfazia o poder automatizador que exerciam nas almas daquele povo que era como ovelhas que não tinham rebanho?
Estou cansado do Evangelho Autômato que diz aos seu seguidores: …meus discípulos, …minhas ovelhas, …meus líderes, …meus seguidores, …meus submissos,...meus dogmas,…minhas doutrinas, …meus calvinos, … meus armínios, …meu liberalismo, …etc!
Digo tudo isso porque tenho cuidado de “crentes” que estão tão lacerados e confusos naquilo que para eles é chamado de vida cristã, e no entretanto, revelam que tal vida cristã está estigmatizada por um conjunto de obrigações, preceitos, linhas doutrinárias, dogmas, imposições, etc! 
Aquilo que deveria a princípio ser para eles uma proposta autônoma do Evangelho de Cristo, tornou-se  um Evangelho Autômato de homens e seus dogmas e imposições!
Mais...! 
Não quero escandalizar, ...já escandalizando! ...As igrejas estão apinhadas de filhos de crentes que vivem o Evangelho Autômato e não o Evangelho Autônomo!
A tudo isso, declaro com toda convicção da minha alma: EVANGELHO NÃO SE EXPLICA. EVANGELHO SE APLICA. EVANGELHO SE VIVE!
Deixo abaixo algumas questões, baseando-as no contexto de Lucas cap. 20:1-8.
Não vale a pena entrar aqui em debates de linhas teológicas, doutrinais, confessionais, de tradição religiosa ou história eclesial. Garanto-lhes com toda a visceralidade da minha alma: Não consigo entrar por essa via de raciocínio!
 Fica aqui um reflexão para análise e escolha de qual evangelho conhecemos!


BONANI

sexta-feira, 18 de maio de 2012

GLOSSÁRIO ALFABÉTICO ECOLÓGICO DOS "VAMPIROS CHUPA CABRA DE CRENTE"



Glossário Ecológico Alfabético  dos  “Vampiros Chupa Cabra de Crente”

Segue abaixo em ordem alfabética o glossário Bonani Sim, Banana Não dos “Vampiros Chupa Cabra de Crente” para análise e posterior  reconhecimento da espécie!
Aproveitando o ensejo, quero informar que tal material que está agora diante dos seus olhos vai ser ampliado e desenvolvido parta ser estudado nas cadeiras de teologia.
Qualquer informação sobre o produto é só contactar-me. Terei o maior prazer em dar a aula inaugural em seu Seminário!
Segue então abaixo o palanfrório!

ADAPTAÇÃO - Acomodação de um organismo a condições adversas. Eles possuem a capacidade de se camuflarem e se adaptarem a qualquer condições ambientais para assim iniciarem o processo de captura de suas presas indefesas. Gostam principalmente do sangue de ovelhas!
ASSOCIAÇÃO - As associações são agrupamentos de espécies mais localizados e capazes de serem definidos com precisão. Ou seja: geralmente essa espécie se reúne  em Conferencias afins onde se Auto instruem e se Auto capacitam  na vampiragem! Gostam de se alojarem principalmente em Hotéis *****
AUTÓTROFOS - organismos que conseguem sintetizar substância orgânica a partir de substância inorgânica.
B
BIOCENOSE – (Grupo)-Clube dentro  de um  mesmo biótipo, cujos membros formam, em dependência recíproca, um equilíbrio biológico dinâmico. O princípio que rege suas ações: você suga o sangue das sua ovelhas e eu das minhas mas continuamos amigos e participantes do mesmo clube vampiresco!
BIOREDUTOR – O mesmo  que   decompositor. Suga o sangue até decompor totalmente a vítima. Após esse processo procura  insaciavelmente  outra vítima num ciclo interminável de decomposição em cadeia!
C
CENÓBIO - Colónia que se origina a partir de um só indivíduo. São capazes de multiplicarem-se disseminando suas implacáveis  acões vampirescas

CICLO BIOGEOQUÍMICO - Transporte de matéria nos ecossistemas, no qual os diversos elementos são constantemente reciclados. Quando a questão é dinheiro, são capazes de reciclar suas formas de atuações e proposta, do tipo campanhas, projectos, carnes, etc!

CLONE - Conjunto de seres originados de um mesmo indivíduo. Espero que não seja o seu caso!rs,rs,rs,…

COAÇÃO - É a influência que os vampiros exercem uns sobre os outros. Espero também que não seja o seu caso!

COMENSALISMO - Associação em que uma das espécies se beneficia, usando restos alimentares de outra espécie,… O prato predileto é oveha!

COOPERAÇÃO - Ocorre quando as duas espécies formam uma associação, mas esta não é indispensável, podendo cada qual viver isoladamente, mas a associação traz vantagens para ambas. No caso dos vampiros ocorre com frequência!
D
DETRITÍVOROS - Em um certo número de casos, as cadeias alimentares começam pela matéria orgânica morta e os consumidores primários são denominados detritívoros. São implacáveis nessa área e não perdoam nem os que vivem do salario mínimo ou da mirrada aposentadoria!

DISPERSÃO -Processo em que o indivíduo é passivamente transportado para outras áreas. Ocorre principalmente quando começam a levantar os  indesejáveis vampiros concorrentes!
E
ECESIS - É a capacidade de uma espécie pioneira se reproduzir numa área nova. São de uma capacidade fantástica nessa área. Cuidado podem já estar instalados no seu bairro ou rua!rs,rs,rs,…

ESPÉCIES ALOPÁTRICAS – Espécies de Vampiros que possuem distintas áreas de distribuição.

ESTENOTERMO - Vampiro que não suporta uma grande variação de temperatura, principalmente quando as  ofertas começam a cair!
F
FORESIA - Hábito de um Vampiro se fazer transportar por outro, sem haver parasitismo. Alguns até  emprestam seus jatinhos a outros!



G

GREGÁRIO - Que vive em bando. Sim, porque são bandidos mesmos!


H

HÁBITAT - Lugar onde vive essa espécie de Vampiro.

HIPOLÍMIO - Zona profunda , pouco iluminada ou mesmo inteiramente escura, pobre e cuja temperatura varia pouco durante o ano. É onde eles nascem e de onde eles vem!
I
INVERSÃO TÉRMICA - Pouco antes do por-do-sol, produz-se o fenômeno da inversão térmica, e  é   nessas condições da calada da noite que eles se manifestam!
M
MUTUALISMO Associação necessária à sobrevivência de duas espécies que se beneficiam mutuamente. Cada espécie só pode sobreviver, crescer e reproduzir-se na presença de outra. Essa é a condição mais observável entre eles!
MONÓFAGA - Espécie de parasita que só subsiste a custa de um único hospedeiro. Tem o vampiro parasita que se encosta no irmão. Eu costumo chamá-lo de “crente encosto!”

MIMETISMO - Semelhança externa, na forma ou na cor, entre uma espécie e outra, ou entre uma espécie e o meio ambiente; tal semelhança protege os miméticos contra os predadores. Esses vampiros possuem algumas características de camuflagem!

MIGRAÇÃO - Corrente de indivíduos que deixa de participar de uma população e passa a pertencer à outra população. Principalmente quando a população anterior é dizimada!rs,rs,rs,…
N
NATALIDADE - Número de nascimentos ocorrido num determinado tempo, em determinada área que serão as próximas vítimas da cadeia alimentar!
NICHO ECOLÓGICO - É o papel que o “vampiro” desempenha no ecossistema. O conhecimento de nicho ecológico permite responder às seguintes questões: como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta, por quem é comida, como e onde descansa e se reproduz.
O

OLÍFAGAS - Espécies DE “VAMPIROS” que vivem às despesas de algumas espécies freqüentemente vizinhas umas das outras.

P
PANDEMIA - doença infecciosa transmitida pelos vampiros que atinge 100% da população.

PARASITISMO - Associação onde uma espécie (parasita)de vampiro consegue se esconder e viver dentro ou sobre outra (hospedeiro), tirando proveito para si, e prejudicando o hospedeiro.

S

SIMPÁTRICAS - Duas espécies de vampiros são simpátricas quando coabitam em uma área mais ou menos vasta, seus nichos ecológicos podem superpor-se parcialmente, ou então um pode estar totalmente incluído no outro.
SINECOLOGIA - É a parte da ecologia que analisa as relações entre os indivíduos pertencentes às diversas espécies de um grupo e seu meio. Deve ser a disciplina que o discípulo  sincero deve mais estudar para não ser vítima dos ataques desses necrófagos!

SINUSIA - São comunidades muito restritas de “vampiros” que nem por isso deixam de ser bem definidas e delimitadas no espaço.
T

TEIA ALIMENTAR - entrelaçamento vampiresco de cadeias alimentares.


Z
ZONA ABISSAL - É o ambiente de onde procedem os vampiros que se estende desde 2000 metros até maiores profundidades.

BONANI

SOMBRAS OU REALIDADES - "TRÊS TEXTOS SOBRE A LEI E A GRAÇA ”



O primeiro texto a seguir é longo mas essencial para quem quer entender questões sobre a Graça de Deus! 
O texto que se segue   se encontra na Carta de Paulo aos Colossenses.
A capacidade se síntese paulina é notória, pois, para qualquer  leitor minimamente, ou não,  estruturado em qualquer dogma teológico,  perceberá que Paulo, tanto  anula  qualquer justificação e intermediação salvífica  reclamadas, quer seja no aspecto orgânico ou judicial, tanto na lei mosaica como  outra  expressão de cunho místico ou esotérico como era o caso do gnosticismo   que começava  sutilmente penetrar no seio da igreja.
Paulo aqui traz absoluta  luz   sobre a questão  da obra única e exclusiva da redenção em Cristo!
Faça uma leitura  despido  totalmente de qualquer estrutura dogmática no texto abaixo e tire suas conclusões!

Porque quero  que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram o meu rosto em carne;
Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo,
Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas.
Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.
Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele,
Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.
Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;
Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade;
E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;
No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo;
Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.
E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,
Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.
Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,
Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.
Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,
E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.
Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:
Não toques, não proves, não manuseies?
As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;
As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. 
Colossenses 2:1-23
No segundo texto de Paulo na carta aos Romanos  o apóstolo inicia generalizando Israel e sua  incapacidade  de ser salvo pelas obras da Lei de Moisés  expressando seu desejo em forma de intensa oração pela salvação deles deixando bem claro o “contraste entre o zelo pela Lei e a falta de entendimento da obra graciosa de Cristo na Cruz, onde se sepulta o fim da lei e que em Cristo a justiça se estabelece de uma vez por todas pela fé!
Aconselho também, nesse segundo texto, uma leitura aos moldes da minha primeira recomendação! Vamos a ele então:

Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação.
Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento.
Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus.
Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.
Ora Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas.
Mas a justiça que é pela fé diz assim: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu? (isto é, a trazer do alto a Cristo.)
Ou: Quem descerá ao abismo? (isto é, a tornar a trazer dentre os mortos a Cristo.)
Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos,
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.
Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido.
Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam.
Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.
Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação?
De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.
Mas digo: Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois Por toda a terra saiu a voz deles, E as suas palavras até aos confins do mundo.
Mas digo: Porventura Israel não o soube? Primeiramente diz Moisés: Eu vos porei em ciúmes com aqueles que não são povo, Com gente insensata vos provocarei à ira.
E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que não me buscavam, Fui manifestado aos que por mim não perguntavam.
Mas para Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente. 
Romanos 10:1-21

No terceiro texto faço uso de uma lúcida exposição sobre a mesma questão, agora desenvolvida na Carta de Paulo ao Gálatas que é da autoria de um calvinista: Augustus Nicodemus Lopes que é deveras esclarecedor e fecha com chave de ouro o assunto proposto. Ei-lo; …boa leitura!
Desde o seu início, o cristianismo debate-se com uma questão crucial: qual é exatamente a posição da lei de Moisés dentro da nova dispensação da graça? Não se trata de uma discussão teológica sem valor prático. Várias alternativas práticas dependem das respostas. É possível explicar as ênfases éticas e práticas dos calvinistas e dos luteranos a partir da abordagem de Calvino e de Lutero sobre a validade da lei para os cristãos
O debate tem se concentrado historicamente nas cartas de Paulo aos Romanos e aos Gálatas, e mais recentemente na expressão “obras da lei”, que ocorre oito vezes nessas cartas: duas vezes em Romanos (3.20,28) e seis vezes em Gálatas (2.16,3 vezes; 3.2, 5; 3.10) ontem todas essas ocorrências, a expressão ocupa posição central no contexto, usada com uma conotação negativa. Paulo emprega-a cinco vezes para negar que a justificação pode ser obtida por intermédio da lei (Rm 3.20, 28; Gl 2.16) . A expressão também é usada negativamente para se referia aos que estão debaixo da maldição da lei (Gl 3.10). Não é de admirar, portanto, que dentro da interpretação tradicional as “obras da lei“ venham sendo encaradas de forma negativa e entendidas como parte da polêmica de Paulo contra o sistema judaico de salvação por obras e méritos humanos. Ele teria em mente os atos de obediência à o lei de Moisés realizados pelos judeus da sua época com a intenção de obter méritos diante de Deus. Paulo os rejeita, em primeiro lugar, porque nunca foi propósito de Deus que a lei servisse de caminho de salvação, e em segundo lugar, porque o homem é totalmente corrompido e fraco, devido ao pecado, e, portanto, incapaz de cumprir as exigências da lei. Assim, para Paulo, ninguém pode se justificar pelas “obras da lei” simplesmente porque ninguém é capaz de fazer tudo o que a lei exige.
Essa interpretação, que por muito tempo dominou a área de estudos paulinos, começou a ser contestada recentemente de forma séria por vários estudiosos. Depois dos artigos de Krister Stendhal e Werner Kümmel, a obra que possivelmente mais tem contribuído para uma mudança de perspectiva sobre judaísmo e Paulo é o livro de E. P. Sanders, Paul and Palestinian Judaism. Partindo de suas pesquisas exaustivas em material rabínico, Sanders argumenta que o judaísmo da Palestina na época de Jesus e Paulo não era uma religião legalista, preocupada em acumular méritos diante de Deus; antes, era uma religião baseada na graça de Deus revelada nas alianças com Israel, especialmente no Sinai. Portanto, longe de ser legalista, que o fariseu da época de Jesus e de Paulo já se considerava, por nascimento, dentro da graça da aliança. Sanders, então, conclui que o padrão religioso do judaísmo palestino não era “Legalismo”, mas “Nomismo Pactual”. Partindo dessas premissas, Sanders conclui que o assunto em discussão em Gálatas “Não esse pessoas podem acumular méritos suficientes para ser absolvidas no juízo; antes, o que se discute é a base sobre a qual os gentios podem ser incluídos no povo de Deus”.
O trabalho de Stendhal e Sanders, entre outros, têm influenciado de forma decisiva debate atual da perspectiva de Paulo sobre a lei. Percebe-se uma mudança na abordagem de vários estudiosos na direção de uma percepção mais positiva e menos crítica do judaísmo, dos judeus e da lei. Como conseqüência, Paulo tem sido visto de forma negativa, como detentor de uma perspectiva distorcida da religião dos seus pais, ou mesmo como mal-intencionado em sua maneira de caricaturar de condenar o judaísmo. E o que é ainda mais sério, a polêmica de Paulo contra as “obras da lei” é lançada no vácuo, já que, segundo a “nova perspectiva”, ninguém no primeiro século estava dizendo que a salvação era por obras – muito menos os judeus. Como explicar, então, o ataque consistente de Paulo contra as “obras da lei”, especialmente em Gálatas? Segundo os exegetas da “nova perspectiva”, ou Paulo entendeu mal o judaísmo da sua (Schoeps), ou então não estamos entendendo bem Paulo (Sanders, Stendhal); ele realmente nunca foi contra as “obras da lei” como um caminho falso de salvação, como Lutero e outros reformadores disseram, e suas críticas à lei, às “obras da lei”, e ao judaísmo precisam ser interpretadas de maneira diferente da tradicional.
Entre as novas interpretações que surgiram, a abordagem sociológica de James Dunn tem recebido vasta aceitação. Para ele, Paulo ataca as ”obras da lei” não porque elas expressam o desejo de alcançar mérito por parte dos judeus – mas porque entende que elas fazem distinção entre judeus, o povo de Deus da antiga dispensação, e os gentios, a quem o evangelho está sendo oferecido. As “obras da lei” que Paulo identifica como restritas à circuncisão , às leis sobre alimentos puros e impuros e os dias especiais do calendário judaico, são emblemas que caracterizam o judaísmo e devem ser rejeitadas porque enfatiza a separação entre judeus e não-judeus, a qual Cristo veio abolir.
A carta chave de todo esse debate é Gálatas, e é nela que veremos se a tese de Dunn pode ser substanciada exegeticamente. Na discussão que se segue, estaremos preocupados apenas com a questão: Por qual motivo Paulo rejeita as “obras da lei”? É porque elas fazem parte do sistema legalista do judaísmo da sua época, sendo incompatíveis com a salvação pela graça, mediante a fé em Cristo (interpretação tradicional)? Ou simplesmente porque fazem distinção entre judeus e gentios (nesse caso, interpretação tradicional estaria precisando de revisão)?
O significado de “obras da lei” em Gálatas está essencialmente ligado algumas questões introdutórias sobre a carta, especialmente o propósito dos oponentes de Paulo na Galácia. Segundo Paulo, pregavam “outro evangelho” com a intenção de “perverter o evangelho de Cristo” (1.6-7). Aparentemente, estes pregadores estavam mimando a autoridade Paulo como apóstolo, com o objetivo de resgatar os gálatas de debaixo de sua influência e assim ganhar-lhes a atenção (4.17).
A identidade desses oponentes de Paulo tem sido bastante debatida. Aparentemente eles pertenciam à facção farisaica da igreja de Jerusalém, conhecida como “os da circuncisão” devido ao seu ensino enfático sobre a necessidade da circuncisão para a salvação dos gentios (At 11.3; 15.1-5; Gl 2.1-5,11-13; 6.12-13). A julgar pelo que Paulo menciona, eles já haviam obtido algum sucesso (1.6), pois alguns dos gálatas já estavam guardando os dias santos do calendário judaico (4.9) e outros estavam prestes a se deixar circuncidar (5.2-3). Em resumo, eles estavam o abandonando o evangelho pregado por Paulo e adotando um tipo de religião judaico-cristã com fortes tendências legalistas, que requeria as “obras da lei” em acréscimo à fé em Cristo (2.16; 3.10; 4.8-11; 5.2-3).

Alguns estudiosos têm sugerido que, exigindo essas coisas, os “judaizantes“ estavam no tratando apenas da questão de “Como se tornar um herdeiro completo de Abraão” (3.29; 4.1-7,30) o mesmo propondo um caminho mais excelente de perfeição cristã (3.1-5). Dunn tem mesmo avançado a hipótese que, de acordo com 2.15-16a, o judaísmo do primeiro século sabia que a salvação era pela fé e não por obras da lei e, portanto, o que estava em jogo na Galácia não era a justificação. Entretanto, transparece da carta aos Gálatas que, para Paulo, o que estava prestes a ocorrer com os destinatários era uma questão de vida ou morte. Se eles se submetessem às exigências daqueles pregadores, estariam abandonando o verdadeiro evangelho, renegando a graça de Deus, anulando a obra de Cristo, colocando-se debaixo da maldição da lei e decaindo da graça. Pouca dúvida resta de que, para o apóstolo, o que estava sendo ameaçado era o próprio conceito de justificação. É este o assunto que o preocupa, mesmo quando aborda a questão da herança de Abraão, incluindo a promessa do Espírito (3.6-9,29; 3.26 com 4.5-7; 3.4; 3.1-2 com 4.6; Ef 1.13).
Esse ponto torna-se ainda mais claro quando observamos em que sentido Paulo usa a palavra “Lei” em sua argumentação contra a mensagem dos seus oponentes. Na maioria das 30 vezes em que ele a usa em Gálatas, ele se refere à lei de Moisés e, dessas, 16 vezes a referência é claramente à lei de Moisés como um todo (2.6,19,21; 3. 2,5, 10,13,17-19; 4.21a; 5.3-4,18; 6.13), quatro vezes à administração sinaítica do Antigo Testamento (3.23-25; 4.4; 5.14). É seguro concluir que Paulo usa “lei” em Gálatas principalmente para referir-se ao corpo de regulamentos dados por Deus à Israel mediante o Moisés no Sinai, e como tal é elaborada pelo apóstolo nessa carta, não em sua função social e nacional como emblema do judaísmo, mas como o conjunto de requerimentos legais de Deus sobre os judeus, os quais seus oponentes queriam impor aos gentios. Notemos que Paulo menciona a lei apenas no que se refere à relação do homem com Deus (teológica), não quanto à identidade nacional de um povo (sociológica). Assim, é evidente pela forma como Paulo usam “nômos” que a expressão “obras da lei” refere-se às obras realizadas em obediência à lei com propósito salvífico.
É possível que Dunn esteja certo ao afirmar que Paulo, em Gálatas 2.16, tem em mente apenas os preceitos da lei enfatizados pelos seus oponentes, não a lei como um todo. O que estaria em discussão era principalmente a circuncisão (2.3) e as leis cerimoniais de alimentos puros e impuros (2.12). Dunn observa corretamente, em minha opinião, que estes dois preceitos da lei, juntamente com a observância dos dias especiais do calendário judaico (principalmente o sábado), eram as principais características do judaísmo do período do segundo templo, os “Emblemas” da religião judaica. Em outras palavras, se perguntassem à qualquer pessoa do primeiro século o que era um judeu, a resposta provavelmente incluiria a menção de todos ou de alguns desses elementos. Não é de admirar, portanto, que os adversários de Paulo estavam insistindo nesses pontos, em sua catequese dos crentes gentílicos da Galácia.
Embora essa sugestão de Dunn seja atraente, é mais provável que Paulo esteja usando a expressão “obras da lei” um sentido mais amplo em 2.16, como uma conclusão generalizada. Longenecker, que prefere essa possibilidade, acha que Paulo usa “obras da lei” para sinalizar “todo o complexo legalista de idéias relacionadas com o adquirir do favor divino pelo acúmulo de méritos mediante observância da Torá.

Essa interpretação mais ampla de “obras da lei” em 2.16 é confirmada em 3.10: “Todos quantos são das obras da lei estão debaixo de maldição, porque está escrito: ‘Maldito todo o que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei para fazê-las’”. Ser das “obras da lei” implica cumprir toda a lei – e isto representa mais que os mandamentos sobre circuncisão, alimentos e dias santos.
Algumas versões na língua inglesa introduziram em 3.10 a expressão “confiam” antes de “obras da lei” (“malditos que confiam nas obras da lei”), refletindo o sentido óbvio do pensamento de Paulo (NVI, RSV; veja também Philips). Mas nem todos estão satisfeitos com essa interpretação. Dunn, de forma característica, entende que os que são das “obras da lei” não são necessariamente os legalistas, mas “todos os que restringem a graça e a promessa de Deus sob aspectos nacionalistas”. Outros, como Braswell, tomam a expressão num sentido bem mais amplo, referindo-se aos judeus em geral, desde que, para Paulo, eles eram o único povo debaixo da lei de Moisés. Esta idéia, entretanto, minimiza a força da expressão “todos quantos“ que aponta para os que são das “obras da lei” como um grupo específico, em contraste com os que são “da fé”, no v.9. Portanto, a referência em 3.10 não pode ser os judeus como um todo, mas aos que dentre eles confiavam numa observância legalista da lei como caminho para a vida.
Podemos ainda apelar para outro argumento, que fortalece interpretação tradicional. A citação de Paulo neste versículo (3.10) e de Deuteronômio 27.26. Paulo segue aqui a Septuaginta, que adiciona ao texto hebraico original “todo o homem” e “ todas” antes de “as coisas escritas no livro da lei”. Por que Paulo preferiu seguir a Septuaginta nessa citação e não o Texto Massorético? Provavelmente porque a Septuaginta, ao expandir o texto hebraico durante a tradução, dando-lhe uma ênfase mais universal e qualificando a lei como um conjunto de requerimentos, serve melhor o argumento do apóstolo a essa altura. A citação deliberada da Septuaginta, neste contexto, é mais uma indicação de que, para Paulo, “os que são das obras da lei” eram os que confiavam na obediência à lei de Moisés como o caminho para obter o favor divino.
Abordemos o assunto de outra perspectiva. Devido ao caráter polêmico da Epístola, Paulo sempre contrasta a expressão “obras da lei” com outras expressões, o que indiretamente nos fornece indicações do seu significado para o apóstolo. Em 2.16, por exemplo, Paulo duas vezes coloca “obras da lei” em paralelismo antitético com “fé em Cristo Jesus”. O sentido exato dessa frase tem sido amplamente debatido em vista da sua sintaxe ambígua. Trata-se de um genitivo subjetivo ou objetivo? A maioria dos exegetas tem optado por um genitivo objetivo, “fé em Jesus Cristo”. Entretanto, reconhecemos que mesmo a tradução “fé de Jesus Cristo” Não alteraria de forma significativa o argumento de Paulo, quando contrasta a expressão com “obras da lei”. A questão permanece a mesma: não é por praticar as obras requeridas pela lei que alguém é salvo, mas pela dependência em Deus, em Jesus Cristo como Salvador.
Tal contraste entre obras e fé, que também aparecem em outros escritos de Paulo (cf. Rm2.20,28; 3. 8,24; 4.5; 5.1; Ef 2.8-12; 3.2; Fp 3.9), em Gálatas faz parte do contraste maior que Paulo está fazendo entre as mensagens dos seus adversários e o evangelho genuíno que ele prega. Esse contraste é apresentado de várias formas: carne e Espírito (3. 2,5; 5.18-25), Agar e Sara (4.21-31), a aliança feita mediante Moisés e a promessa foi feita à Abraão (3.15-22). Em todos esses casos, temos a impressão de que Paulo está estabelecendo claramente a diferença fundamental entre as duas mensagens: a tentativa de merecer a absolvição divina pelo amontoar de méritos em contraste com a recepção simples dessa a absolvição mediante a fé em Cristo Jesus. Como parte desse contraste abrangente, as “obras da lei” são entendidas como uma execução legalista do requerimentos da lei de Moisés.
Outra expressão usada por Paulo em contraste com “obras da lei” é “ouvir com fé” (duas vezes em 3.1-5). Nessa passagem, Paulo argumenta com os gálatas, com base na experiência deles no passado e no presente, que a recepção do Espírito e a sua atuação poderosa entre eles decorriam não das “obras da lei”, mas do “ouvir com fé” (3. 2,5). A expressão também não é fácil de traduzir, porque mais uma vez temos um genitivo que pode ser tanto subjetivo quanto objetivo de duas palavras que podem comportar várias traduções diferentes (embora relacionadas), hakoé e Pístis. Entretanto, independentemente da tradução adotada, o argumento de Paulo permanece invariável. Em última análise, o contraste entre “obras da lei” e “ouvir com fé”, conforme Hays afirma, estabelece a ambos como alternativas mutuamente exclusivas, que destacam a diferença e a justaposição entre a atividade humana e a atividade divina.
Em 3.9-10, Paulo coloca “esqueçam das obras da lei” em correspondência antitética com os que são “Da fé”. Essa passagem pertence ao argumento final de Paulo, de que Abraão foi justificado pela fé e de que Deus prometeu abençoar todas as nações em sua descendência (3.6-8). Os que são ek písteos (v.9) são abençoados com o crente Abraão, ao passo que os que são ex ergon nomou são malditos pela lei. Se pudermos ler aqui o argumento de Paulo em 3.16-18, o contraste entre esses dois grupos torna-se mais claro. Os que são “da fé” são justificados como Abraão, sem as “obras da lei”. No caso de Abraão, a lei não havia sido dada ainda. O outro grupo, os das “obras da lei”, justificam-se pela lei de Moisés, que veio 430 anos após Abraão. O contraste é soteriológico. As “obras da lei” aqui, bem como em toda a carta, referem-se a obras realizadas em obediência à lei de Moisés com propósito meritório.
Praticar as “obras da lei” em 2.16 tem ainda um paralelo em 2.21, a “justiça mediante a lei”, que Paulo coloca em irreconciliável oposição aos efeitos da morte de Cristo. O contexto e a semelhança das duas expressões autorizam-nos a estabelecer o paralelo. O resultado é que praticar as “obras da lei”, por inferência, é incompatível com os propósitos da morte de Cristo. Para que a justaposição no versículo 21 entre a morte de Cristo e a justiça mediante a lei seja válida, é necessário que esta última seja entendida como atividade humana, padronizada pela lei, desde que a morte de Cristo, como Paulo geralmente indica, é resultado da iniciativa e da atividade de Deus com o objetivo de salvar pecadores (Gl 4.4-5; Ef 1.7-8; Cl 1.19-20; Rm 3.25-26).
Em conclusão, esperamos que nossa rápida pesquisa tenha demonstrado que o ataque de Paulo às “obras da lei” em Gálatas faz parte de sua polêmica mais geral contra o sistema legalista e inadequado do judaísmo palestino, como uma religião de méritos e em direta oposição ao evangelho da graça revelado em Cristo, conforme tradicionalmente se vem afirmando. Embora a ênfase de Dunn na função sociológica da lei nos desafie a ampliar nossa interpretação e incluir também este aspecto na polêmica de Paulo contra as “obras da lei” em Gálatas, sua tese fundamental, bem como muitas teses da “nova perspectiva” sobre o judaísmo e Paulo, não pode ser aceita senão debaixo de severas restrições e qualificações. Portanto, desde que não conseguimos ser convencidos por elas, resta-nos permanecer com a interpretação tradicional, que, mesmo parecendo antiquada e indefensável para muitos, continua refletindo mais exatamente a intenção de Paulo ao afirmar que a salvação é pela fé, sem as “obras da lei”.

Sobre Augustus Nicodemus: Natural da Paraíba, é pastor presbiteriano, teólogo calvinista e escritor. É considerado um dos grandes teólogos brasileiros de linha conservadora. É formado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, de Recife, mestre em Novo Testamento pela Universidade Reformada de Potchefstroom (África do Sul), doutor em Interpretação Bíblica pelo Seminário Teológico de Westminster (EUA), com estudos no Seminário Reformado de Kampen (Holanda). Foi professor e diretor do Seminário Presbiteriano do Norte (1985-1991), professor de exegese do Seminário José Manuel da Conceição (JMC) em São Paulo, professor de Novo Testamento do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (1995-2001), pastor da Primeira Igreja Presbiteriana do Recife (1989-1991) e pastor da Igreja Evangélica Suíça de São Paulo (1995-2001). Atualmente é chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pastor da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, em São Paulo, SP.

BONANI; …salvo e vivendo pela Graça!