O IMPORTANTE É COMO FAZEMOS



          Importante é Como Fazemos
                             Por Jim Lange

Você já teve um emprego que achava estar aquém das suas habilidades ou que você simplesmente odiava? Parece que todos nós já tivemos um emprego assim. O que fazer? Se você for igual a mim, deve ter  deixado “o barco correr”, não empregando o melhor de seus esforços. Parece fácil adotar a atitude do tipo, “Eu não mereço ter que fazer isto!”, ou “Eu detesto este trabalho!” Quando acreditamos que estamos sendo tratados injustamente é fácil justificar porque estamos fazendo menos que o melhor que sabemos. Entretanto, se cairmos neste engano, estaremos apenas nos ferindo a nós mesmos.
 Temos a tendência de tornar “o que fazemos, onde fazemos e o que recebemos” os fatores mais importantes do nosso trabalho. Essa linha de pensamento, contudo, na melhor das hipóteses é equivocada e certamente não honra a Deus.
 O que fazemos, onde o fazemos e quanto ganhamos não são nem de longe tão importantes quanto como o fazemos. A maioria de nós deseja se envolver em algo significativo. A boa nova é que a significância do nosso trabalho não tem nada a ver com nossos títulos ou com o que fazemos. Significância tem a ver com a condição do nosso coração, porque é ele – nossas motivações interiores – que determina como realizamos nosso trabalho. 
 Contratei muitas pessoas ao longo dos anos e admito ter feito um trabalho deficiente em muitas ocasiões. Eu tinha a tendência de encarar as pessoas muito positivamente quando as entrevistava, achando que eram exatamente o que procurávamos. Sabendo o que sei hoje, faria perguntas diferentes aos candidatos durante a entrevista. Tentaria determinar qual seria sua atitude se lhes pedissem que realizassem tarefas comuns - ou mesmo humilhantes - como limpar banheiros ou varrer o chão da empresa. A resposta poderia revelar muito sobre o quanto eles se encaixariam ou não em nossa equipe. 
 Um dos meus personagens preferidos na Bíblia é um homem que entendeu isso: José (sua história começa em Gênesis 37). Ele teve um caminho difícil a maior parte de sua vida. Começou quando foi vendido como escravo pelos seus irmãos. Como escravo desempenhou suas funções de forma admirável e acabou sendo elevado a posição de grande responsabilidade, até ser falsamente acusado e mandado para prisão. Lá ele novamente fez o melhor, diante das circunstâncias, e foi alçado ao cargo de administrador, até ser libertado.
 Depois de solto, José ganhou outra promoção, tornando-se o segundo no governo de todo o Egito, reportando-se somente a Faraó. Em cada ocasião ele não teria sido promovido se não tivesse trabalhado com todo seu coração “como se trabalhasse para o Senhor”, como instrui Colossenses 3.23, ao que crê e segue a Deus. 
 Portanto, se você se acha numa posição que não gosta ou considera aquém de suas qualificações, reconheça que Deus está olhando o seu coração. Ele precisa que você seja fiel nas pequenas coisas, antes que possa levá-lo a lidar com maiores responsabilidades. 
Considere o que Jesus disse a Seus seguidores sobre a importância de serem bons mordomos, não apenas de bens materiais, mas também do trabalho e das oportunidades que Ele nos dá: “O senhor respondeu: Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!” (Mateus 25.21).

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