Quem Controla Percepção, Controla Demanda

 



Ele criou um restaurante que nunca existiu.
Mesmo assim, virou o nº 1 de Londres no TripAdvisor.
O nome por trás da farsa: Oobah Butler.
No começo, ele ganhava £10 escrevendo avaliações falsas de lugares que nunca visitou.
Até que teve uma ideia:
“E se eu criasse um restaurante fictício… e fizesse dele o melhor da cidade?”
Nascia o “The Shed at Dulwich”.
Endereço? O quintal da própria casa.
Ele criou o perfil no TripAdvisor.
Fotos? Pastilhas de cloro viraram “vieiras”.
O próprio pé virou “filé”.
Espuma de barbear virou chantilly.
Mas o truque não estava nas imagens.
Estava na psicologia.
O restaurante funcionava “apenas com reserva”.
Lista de espera de semanas.
Menu conceitual com pratos chamados:
Comfort.
Empathy.
Lust.
Nada concreto.
Só emoção.
Depois, pediu a amigos que publicassem avaliações 5 estrelas.
Falavam de exclusividade.
Atmosfera secreta.
Experiência única.
Entre mais de 18 mil restaurantes reais em Londres, o fictício começou a subir.
Em 2 meses: top 1.500.
Em 4 meses: top 300.
Em 6 meses: nº 1 da cidade.
O telefone não parava.
Empresas mandavam produtos.
Jornalistas pediam entrevistas.
Tudo para um restaurante que não existia.
No auge da farsa, Butler decidiu abrir por uma noite.
Convidou 10 pessoas.
Serviu comida de micro-ondas com apresentação “gourmet”.
E o mais surpreendente?
Os convidados elogiaram.
Ninguém desconfiou.
Em 2017, ele revelou tudo.
A história virou manchete internacional.
A lição não é sobre enganar.
É sobre percepção.
As pessoas não compram produto.
Compram narrativa.
Exclusividade gera desejo.
Escassez gera status.
Prova social gera autoridade.
Na internet, reputação pode ser construída — ou manipulada — com velocidade assustadora.
No fim, não era sobre comida.
Era sobre parecer estar no lugar certo.
Negócios digitais vivem disso.
Quem controla percepção, controla demanda.

Subscrito

Bonani

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