Tempo: Real ou Não?
Uma das certezas mais profundas da experiência humana — a passagem do tempo — está sendo questionada por uma corrente crescente de físicos teóricos. A ideia não é nova, mas em 2026 deixou de ser especulação de minoria e passou a ocupar o centro do debate entre cosmólogos e especialistas em gravidade quântica: o tempo pode não ser uma propriedade fundamental do universo, mas sim algo que emerge de processos mais básicos.
O ponto de partida é a incompatibilidade histórica entre a mecânica quântica e a relatividade geral. Na mecânica quântica, o tempo é um parâmetro externo — um relógio de fundo que fica fora das equações. Na relatividade de Einstein, o tempo é dinâmico, moldado pela gravidade e pelo movimento. Unificar as duas teorias exige reconciliar essas visões conflitantes — e uma saída elegante emergiu: o tempo não precisaria ser uma propriedade adicionada manualmente à física, mas poderia brotar da física ela mesma.
A proposta mais recente, desenvolvida por físicos como Florian Neukart, sugere que o tempo surge do acúmulo irreversível de informações gravadas no espaço-tempo. Cada interação física deixa um registro que não pode ser apagado — e é justamente essa irreversibilidade que cria a sensação de passagem do tempo. O futuro difere do passado porque o universo contém mais informações sobre o que já ocorreu do que poderá ter sobre o que ainda virá. A "flecha do tempo" seria, portanto, uma consequência informacional — não uma lei primária.
Se confirmada, essa visão transforma radicalmente o que entendemos por "presente", "passado" e "futuro". O tempo não correria: ele seria escrito, palavra por palavra, por cada evento que acontece no cosmos. 🌌🔭
Subscrito
Bonani

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