O problema da declaração “tamos juntos!”
Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim. João 13:1
Se eu fosse uma pessoa que em cada episódio da minha vida dependesse da correspondência positiva nas esferas das amizades, profissão, sociedade ,e, particularmente, no aspecto do comunal, tipo: Igreja, parentes, associação, faculdade, futebol e outro tipo de envolvimento social; com certeza: eu seria o homem mais infeliz da vida.
Uma das máximas que eu mais ouço e relevo é a do: "Tamos Juntos!"
Desenvolvi na jornada o estilo de amar tudo o que faço quer seja na área do material, como também no humano e espiritual. Carrego no peito esse estilo de vida e procuro corresponder as expectativas dos outros com a máxima atitude de comprometimento, fidelidade, amizade e presença.
Para sintetizar o que quero afirmar, como também; revelar meus pensamentos, posição e atitudes em relação ao "tamos juntos": deixo abaixo o que penso e como sou em relação a isso!
Segue o textão!
A determinação — nos projetos, nas amizades e na vida — só floresce quando a palavra empenhada tem peso, quando o compromisso é mais forte que a conveniência. É exatamente por isso que a expressão “tamos juntos”, tão repetida quanto esvaziada, se torna um ponto de partida provocador: ela revela o contraste entre o que se diz e o que realmente se sustenta.
Determinação: o que permanece quando o discurso cai
A frase “tamos juntos” funciona como um termômetro: mede se a pessoa está oferecendo companhia real ou apenas cortesia social. Determinação é o termômetro que mede se a frase tem conteúdo ou apenas "uma frase de efeito." Isso porque: A determinação é o movimento silencioso que continua quando o entusiasmo acaba. É o que transforma intenção em obra, promessa em presença, afeto em cuidado.
Nos projetos, determinação é disciplina: o ato de voltar ao trabalho mesmo quando ninguém está olhando.
Nas amizades, é lealdade: estar presente quando o outro está no seu pior, não apenas no seu melhor.
Na vida, é coerência: alinhar o que se diz com o que se faz.
A frase “tamos juntos” funciona como um termômetro: mede se a pessoa está oferecendo companhia real ou apenas cortesia social.
O problema da declaração “tamos juntos”
“Tamos juntos” virou um símbolo de solidariedade instantânea, mas também de compromisso superficial. É fácil dizer; difícil sustentar.
Ela pode significar:
apoio verdadeiro, quando vem acompanhado de ações;
ou apenas ruído emocional, quando não há presença, esforço ou responsabilidade.
Como diria Søren Kierkegaard, “a maioria das pessoas corre atrás da aprovação, não da verdade”. E muitas vezes “tamos juntos” é só isso: aprovação barata, sem verdade por trás.
Determinação como antídoto para a superficialidade
A determinação exige três movimentos que desmontam a fragilidade do “tamos juntos”:
Clareza — saber o que se quer e o que se promete.
Constância — repetir o compromisso mesmo quando é difícil.
Entrega — colocar energia real onde antes havia apenas palavras.
Nietzsche dizia que “o que falta aos homens não é força, mas vontade”. A determinação é justamente essa vontade aplicada, encarnada, vivida.
Amizades que sobrevivem ao teste da determinação
Amizades verdadeiras não dependem de frases prontas. Elas se sustentam em gestos concretos.
Aristóteles chamava isso de philia, amizade virtuosa: aquela que busca o bem do outro.
C.S. Lewis dizia que a amizade nasce quando duas pessoas dizem: “Você também?” — mas só permanece quando ambas vivem essa frase.
“Tamos juntos” só tem valor quando se transforma em:
“estou aqui”;
“vamos resolver”;
“não vou te deixar sozinho”.
Nos projetos: determinação é construção
Projetos não avançam com entusiasmo momentâneo. Avançam com persistência, revisão, coragem de recomeçar.
Como ensinou Sêneca: “Não é porque as coisas são difíceis que não ousamos; é porque não ousamos que elas são difíceis.”
A determinação é ousadia repetida.
Na vida: determinação é identidade
A vida inteira é moldada por aquilo que fazemos repetidamente. Por isso, a determinação não é apenas uma virtude — é uma forma de ser.
Viktor Frankl lembrava que o ser humano encontra sentido quando assume responsabilidade.
Hannah Arendt dizia que a ação é o que nos inscreve no mundo.
“Tamos juntos” é som. Determinação é marca.
Síntese final
A determinação é o que transforma palavras em presença, promessas em história, vínculos em alianças. Ela é o filtro que separa o “tamos juntos” dito por educação do “tô contigo” vivido com coragem.
Como demonstrou Jesus no momento mais critico de seu ministério e vida:
Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, "como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim." João 13:1
Quem é determinado não precisa dizer “tamos juntos”. A própria vida dele diz.
Bonani
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